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Lorwyn Eclipsed: Magic traz musical com bonecos e um lado sombrio — o que muda no jogo
Magic: The Gathering

Lorwyn Eclipsed é a nova expansão de Magic: The Gathering que volta às duas terras gêmeas: Lorwyn e Shadowmoor. Essas regiões antes alternavam entre dia eterno e noite sombria a cada 300 anos, mas agora existem lado a lado. Quem atravessa a fronteira muda: não é mais a mesma pessoa, elfo ou boggart de antes. A ideia explora essa dualidade entre luz e escuridão de forma direta e teatral.

Essa dualidade aparece num curta chamado One Light, One Dark, feito como um musical com bonecos. Os personagens, criados pela Jim Henson’s Creature Shop, cantam sobre como a vida muda de um lado para o outro. De um lado apertam sapos com carinho; do outro cometem atos bem mais sombrios, até matar pombos. O contraste é proposital e cria uma sensação ao mesmo tempo encantadora e estranha.

No jogo, a expansão traz a palavra-chave Vivid, que faz os efeitos variarem conforme quantas cores diferentes você usa, ressaltando o lado colorido de Lorwyn. Blight representa a violência de Shadowmoor ao espalhar marcadores -1/-1. Changeling, de volta da edição original, deixa shapeshifters aproveitar efeitos que normalmente se aplicariam só a tipos específicos. Lorwyn Eclipsed chega ao Magic Arena em 20 de janeiro e às lojas físicas em 23 de janeiro, com decks temáticos de Commander e boosters.

The Elder Scrolls Online muda tudo: temporadas, battlepass e respecs grátis em abril
The Elder Scrolls Online

The Elder Scrolls Online vai mudar o formato de atualizações: o jogo adota temporadas. Cada season terá três meses e a mudança começa com a Season Zero em 2 de abril, com um ajuste de qualidade de vida já em março. A ideia é dar mais tempo para a equipe trabalhar e envolver a comunidade desde cedo. O objetivo é tirar o jogo do ritmo previsível e deixar a experiência mais empolgante.

Cada season pode trazer novas zonas PvP ou PvE, histórias, recursos e recompensas. O sistema de progressão chega como um battlepass chamado Tamriel Tomes, com versão gratuita e acesso permanente a tomes antigos. Também vem o Gold Coast Bazaar, uma feira de cosméticos que usa uma moeda obtida no jogo; parte dessa moeda poderá ser conquistada no battlepass gratuito. A primeira season terá o Night Market, uma zona PvE de três facções aberta por sete semanas, com retorno planejado em futuras atualizações.

Além disso, o estúdio promete melhorias pedidas pela comunidade: respecs grátis, desbloqueio de espaços de roupas para toda a conta, ajustes na dificuldade em áreas abertas e treino de montaria mais rápido. Uma equipe ficará focada nas melhorias mais solicitadas e na correção do sistema de subclassing para recuperar a identidade das classes. O balanceamento será feito por classe, começando pelo Dragonknight. Se você anda frustrado com ESO, essas mudanças podem renovar a experiência — resta ver se o plano dá certo.

Path of Exile

Quase quatro semanas após o início da nova liga de Path of Exile 2, jogadores começaram a montar builds absurdas só para ver até onde o jogo aguenta. Um grupo descobriu algo estranho: quando o dano por segundo passa de cerca de 35,79 milhões, o jogo para de calcular e o dano deixa de ser aplicado. A barra de vida do chefe não diminui, mesmo com números gigantes — o dano some por completo.

A explicação provável está na forma como o motor trata dano ao longo do tempo. Esse dano é contado por minuto no servidor e há um teto numérico que, quando ultrapassado, causa overflow. O limite inteiro usado internamente é 2.147.483.647 por minuto, o que equivale a aproximadamente 35,79 milhões ao converter para cada segundo de dano. Ultrapassar esse valor torna o cálculo inválido e, no caso do jogo atual, resulta em dano zero. Jogadores juntaram builds que se complementam para multiplicar o dano e acabaram atingindo esse teto.

É frustrante para quem reúne equipamentos raros e monta uma build focada em números altos. A comunidade espera que a correção permita pelo menos o comportamento do jogo anterior ou aumente o limite, para que valha a pena buscar resultados extremos. Enquanto isso, personagens mais modestos seguem vendo a vida dos chefes cair normalmente.

Pré-venda de Diablo IV: Lord of Hatred dá Paladino imediato — e decorações exclusivas para World of Warcraft
Diablo IV

Diablo IV ganhou mais um motivo para quem pensa em pré-venda: a expansão Lord of Hatred oferece a classe Paladino como recompensa imediata e ainda traz uma promoção cruzada para World of Warcraft. Quem fizer a pré-venda já recebe não só acesso ao Paladino em Diablo IV como também decorações para habitação de jogador em World of Warcraft.

As decorações para habitação de jogador estão disponíveis com qualquer opção de licença da expansão, ou seja, não é necessário comprar a edição mais cara para ganhar o bônus. A mecânica é simples: ao confirmar a pré-venda, as recompensas ficam ligadas à sua conta e podem ser resgatadas diretamente nos jogos compatíveis. A ativação do Paladino é imediata no Diablo IV, permitindo experimentar a classe antes do lançamento oficial do conteúdo.

Se você joga os dois títulos, essa promoção é uma boa vantagem: ganha novidade em Diablo IV e personaliza seu espaço em World of Warcraft. Fique atento às instruções dentro do jogo para resgatar os itens e às datas de liberação. Se as recompensas não aparecerem, verifique o histórico de compras na sua conta do jogo e, se necessário, entre em contato com o suporte para confirmar o crédito dos itens.

Você não vai acreditar: novo jogo de Jonathan Blow mistura 4 quebra-cabeças em uma saga de 500 horas
Order of the Sinking Star

Jonathan Blow, criador de Braid e The Witness, revelou seu novo jogo, Order of the Sinking Star, que está em desenvolvimento há nove anos. Ele descreve o título como um ‘game design supercollider’: quatro jogos de quebra-cabeça distintos são combinados para formar uma grande quimera de enigmas. O projeto promete cerca de 500 horas de conteúdo focado na resolução, com regras e mecânicas que se misturam e se transformam ao longo da jornada.

Em entrevista, Blow afirmou que o gênero de quebra-cabeças anda meio estagnado. Muitos jogos parecem privilegiar apenas a dificuldade, sem ligar os desafios a uma ideia maior. Para ele, projetar um enigma é uma coisa; fazer o jogador entender do que aquele enigma trata é outra. Essa preocupação com significado marca os próprios jogos de Blow: The Witness usa reflexões de filosofia e ciência para dar contexto aos puzzles, e Braid inclui uma camada narrativa que altera a forma como vemos os enigmas.

Blow também comentou jogos recentes que o influenciaram. Ele citou Stephen’s Sausage Roll como um exemplo de obra brutal e pouco acolhedora, mas que, na visão dele, é um dos melhores puzzles já feitos. Falou ainda sobre Trifolium: The Adventures of Gary Pretzelneck, que começa parecendo um jogo simples mas revela ideias inesperadas. No geral, ele diz que poucos títulos recentes o entusiasmaram, e que Order of the Sinking Star quer ser um experimento ambicioso para devolver novidade ao gênero.

Você pagaria R$1.900 por um teclado com Stream Deck embutido? Conheça o Corsair Galleon 100 SD
Micron

A Micron anunciou o 3610 NVMe, o primeiro SSD cliente PCIe Gen5 com memória QLC da empresa. O modelo usa NAND G9 e chega como aposta para combinar maior densidade com desempenho acessível. A ideia é manter a presença no mercado consumidor e abrir caminho para SSDs mais baratos no futuro.

O 3610 é um drive sem DRAM, pensado em eficiência energética, com até 43% mais desempenho por watt em relação a gerações anteriores. As taxas sequenciais chegam a 11 GB/s na leitura e 9,3 GB/s na escrita. As versões maiores oferecem desempenho superior; o modelo de 1 TB tem escrita limitada a cerca de 7,2 GB/s. Está disponível nos tamanhos M.2 2280, 2242 e 2230 e em capacidades de até 4 TB, o que o torna suficiente para muitos jogos e para notebooks finos.

Historicamente a QLC era evitada por ser mais lenta e menos resistente, mas a tecnologia tem evoluído com camadas mais densas e ganhos de velocidade e escrita. Para quem joga, o 3610 promete ser um drive rápido e econômico. A Micron também aponta usos para cargas de trabalho de IA, mas, na prática, o SSD funciona bem como unidade rápida para armazenar e rodar jogos.

HyperX Neurable
Headsets

A HyperX anunciou uma parceria com a startup Neurable para criar um headset de jogo que também lê sinais cerebrais. A ideia é usar sensores parecidos com EEG espalhados na borda das conchas para interpretar a atividade do cérebro em tempo real, com ajuda de inteligência artificial, e assim ajudar jogadores a melhorar foco e mira. A novidade foi mostrada como conceito na CES 2026.

A empresa já tem fones com função de leitura cerebral em pré-venda, com preço aproximado de R$2.600, e promete entregar ferramentas de “insights cognitivos” para identificar os momentos do dia em que a pessoa rende mais. O protótipo visto no evento não tinha braço de microfone e parecia pesado demais para longas sessões, mas modelos conceituais mostram que o produto final deve trazer microfone e ajustes de design. A previsão é que o lançamento comercial ainda esteja a pelo menos um ano.

Durante testes com o protótipo, um avaliador notou que um programa de preparação chamado “Prime” melhorou ligeiramente a precisão e o tempo de reação. A ideia de cortar distrações e treinar a mente tem apelo, mas sobra dúvida se vale pagar o preço e confiar dados cerebrais a empresas. Para muita gente, tapar os ouvidos ainda pode ser a solução mais prática.

Cena de Clair Obscur: Expedition 33
Clair Obscur: Expedition 33

O diretor de Clair Obscur: Expedition 33 admitiu que a dificuldade do chefe final ficou meio fora do que os desenvolvedores esperavam para quem faz tudo antes do fim. Completistas que chegam ao Ato 3 costumam sair pelo mundo aberto, resolver todas as missões opcionais e depois voltar para o chefe já tão fortes que a luta vira passeio. Isso deixou muita gente que queria um duelo desafiador um pouco desapontada.

Em entrevista, o diretor explicou que subestimou esse comportamento dos jogadores e que faltou deixar claro qual é a ordem ideal de jogo. A ideia da equipe não era punir quem explora, mas garantir que quem quisesse ver a história também pudesse ir direto ao final se preferisse. O programador principal acrescentou que a equipe foi cautelosa porque não esperava tanto sucesso; por isso a estrutura ficou mais flexível. Surpreendeu o time ver tantas pessoas completar todo o conteúdo antes de encarar a sala final.

Isso não quer dizer que o chefe deveria escalar para forçar completistas a sofrer. A equipe não se arrepende totalmente do caminho escolhido, mas reconhece que a experiência podia ser explicada melhor. Se você quer o desafio planejado, evite limpar todas as missões opcionais antes de fechar a história; jogue no ritmo natural e deixe o pós-jogo para explorar. Quem já fez tudo pode aproveitar o conteúdo extra ou recorrer a ajustes de dificuldade, quando disponíveis.

Aura Nebula
Fones de Ouvido

A Soundpeats apresentou no CES 2026 os fones Aura Nebula, uma aposta em áudio de alta fidelidade com recursos para gamers. Eles usam um sistema híbrido de cinco drivers com crossover eletrônico três vias: um dynamic de 10 mm, um planar de 6 mm, dois balanced armatures e um micro-planar tweeter. A ideia é combinar graves fortes, médios detalhados e agudos com brilho.

Cada componente tem função clara: o driver dynamic entrega impacto e punch nos graves; o planar busca rapidez e textura no meio; os balanced armatures fornecem precisão e definição; e o micro-planar acrescenta extensão e ar nos agudos. Para jogadores, o que importa é o modo de baixa latência que reduz o atraso de áudio. Também há suporte a codecs de alta qualidade como LDAC, cancelamento de ruído ativo híbrido, redução de ruído em chamadas baseada em IA com três microfones, design externo em S resistente ao vento, carregamento sem fio rápido, pareamento com dois dispositivos e equalizador multibanda no aplicativo.

O lançamento está previsto para a primavera com preço sugerido de cerca de R$1.000. No papel, a mistura de drivers pode entregar um som detalhado sem chegar aos valores dos fones totalmente planar. Se a latência for realmente baixa e o ajuste do aplicativo funcionar bem, os Aura Nebula podem ser uma boa opção para quem joga no PC e quer som de qualidade sem gastar demais. Testes práticos vão dizer se a ideia se confirma.

AMD vai abrir grande parte do FSR 4 — veja o que muda para jogadores e modders
AMD

A AMD anunciou em uma sessão com a imprensa que pretende liberar a maior parte da biblioteca do FSR 4 como código aberto, mas que vai manter o núcleo da tecnologia fechado. A empresa quer dar acesso às ferramentas do SDK, mas proteger os detalhes das redes neurais para não facilitar a vida dos concorrentes.

O FSR 4 é a versão mais recente do sistema de upscaling e geração de frames da AMD. Diferente das versões anteriores, ele depende das unidades matriciais das GPUs RDNA 4 porque usa redes neurais para corrigir artefatos e interpolar frames. Versões anteriores já estão disponíveis sob licença MIT. Uma liberação acidental do código no ano passado permitiu que modders testassem o FSR 4 em GPUs mais antigas, embora com impacto de desempenho.

Com a biblioteca pública, deve ficar mais fácil criar apps de terceiros e ferramentas que melhorem como o FSR é aplicado nos jogos. Isso pode simplificar a vida de quem cria mods e de quem quer sobrepor o FSR em jogos sem depender tanto dos drivers. Mesmo assim, manter o núcleo fechado significa que os modelos e segredos que fazem o upscaling avançado vão continuar protegidos. No fim das contas, jogadores e modders ganham mais opções, mas nem tudo será liberado.

Maxwell 2 chega com 16 melhorias e app novo — vale a pena trocar?
Audeze

Audeze apresentou o Maxwell 2, a nova versão do seu headset planar que já era referência para quem busca som de alta fidelidade em jogos. A empresa afirma ter aplicado 16 melhorias sugeridas pela comunidade e, importante, lançou um app totalmente novo para gerenciar seus produtos.

Na parte técnica, os fundamentos foram mantidos: drivers planars de 90 mm, matriz de ímãs Fluxor, sistema Fazor e bateria de 1800 mAh. O peso subiu de 490 g para 560 g, e grande parte desse aumento vem do SLAM (Symmetric Linear Acoustic Modulator), um sistema físico de canais para reforçar graves e equilíbrio. As conchas ganharam um leve porting, a alça superior passou a ser ventilada para reduzir o calor em sessões longas, e há skins magnéticas nas laterais para personalização.

O microfone teve a largura de banda dobrada para captação de voz mais limpa, a precisão espacial e a remoção de ruído por IA foram melhoradas, e o headset agora suporta Bluetooth Auracast — ainda sem conexões Bluetooth simultâneas. No conjunto, os ajustes prometem preservar o caráter audiophile do Maxwell enquanto melhoram funcionalidades práticas para jogadores.

O app novo é um salto em usabilidade: interface mais limpa e desempenho superior ao antigo, embora haja instabilidade ao conectar via USB entre cabo e dongle. A versão para PlayStation está disponível e custa cerca de R$1.700; a versão para Xbox tem atraso de 2–3 semanas por um problema regulatório e sai por volta de R$1.800, já com licença para Dolby Atmos. Testes detalhados serão publicados quando o headset ficar disponível para avaliação.