David Rosen, um dos fundadores originais da Sega, morreu aos 95 anos em 25 de dezembro de 2025, em Los Angeles, cercado pela família. Ele ficou conhecido por liderar a expansão da empresa no mercado de fliperamas e mais tarde levar a marca para o mercado doméstico.
Ex-militar americano que permaneceu no Japão após a Segunda Guerra, Rosen fundou a Rosen Enterprises nos anos 1950. A empresa começou vendendo arte japonesa e operando cabines fotográficas e, a partir de 1957, passou a importar máquinas de diversão e abrir arcades pelo país. Esse movimento foi decisivo para popularizar os jogos de arcade no Japão.
Em 1965 a Rosen Enterprises se fundiu com a Nihon Goraku Bussan e adotou a marca Sega, abreviação de SErvice GAmes. Rosen assumiu como CEO e, sob sua direção, a empresa criou Periscope, uma máquina de tiro que usava um periscópio, luzes e efeitos sonoros para simular ataques a navios. Embora não fosse um videogame, Periscope foi um marco que ajudou a consolidar as exportações da Sega.
Na década de 1980 Rosen e parceiros recompraram os ativos da Sega, e ele fundou a Sega of America em Los Angeles. Ele participou do lançamento do SG-1000 e do sucesso do Genesis/Mega Drive nos EUA, permanecendo como diretor até 1996. O legado de Rosen está em transformar a engenharia dos fliperamas em produtos de consumo e em abrir caminho para a Sega se tornar uma marca global dos videogames.
A Sandisk anunciou que vai renomear seus SSDs populares para uma nova família chamada Optimus. A mudança surge após a separação da Western Digital, que deixou a Sandisk independente e focada em unidades de estado sólido. Com isso, modelos que antes vinham com a marca WD agora passam a usar o nome Sandisk.
A linha Optimus terá três níveis: Sandisk Optimus, Sandisk Optimus GX e Sandisk Optimus GX Pro. Alguns exemplos: o WD_Black SN7100 deve aparecer como Optimus GX 7100, e o WD Blue SN5100 será Sandisk Optimus 5100. Também há um Optimus GX Pro 850X, correspondente ao WD_Black SN850X, e imagens sugerem que o SN8100 seguirá como Optimus GX Pro 8100. A Sandisk ainda apresentou um drive 2230 chamado Optimus GX 7100M, com até 2 TB e leitura de até 7.250 MB/s.
A empresa afirma em comunicado que a mudança é só de nome e que o hardware permanece o mesmo, fruto de uma parceria com a Kioxia. Os produtos com a nova marca começam a aparecer nas prateleiras ao longo do primeiro semestre de 2026. Se você está de olho em um modelo específico, ele deve continuar disponível, só com embalagem diferente.
Por isso, na hora de comprar, confira o número do modelo e a capacidade, não só a marca. As especificações internas e o desempenho testado seguem os mesmos, então sua escolha por capacidade e velocidade continua válida.
A Asus revelou os óculos gamer ROG Xreal R1 AR, equipados com um painel Micro-OLED a 240 Hz. Eles projetam uma tela virtual equivalente a 171 polegadas, posicionada a cerca de 4 metros, com campo de visão de 57 graus e cobertura de 95% da área de foco humana. O conjunto pesa 91 gramas e funciona com um dock de controle que tem portas DisplayPort e HDMI, mas também pode ser ligado direto por USB-C a celulares e handhelds.
O visor tem resolução Full HD (1080p), o que pode ser um ponto fraco diante de uma tela virtual tão grande. Textos finos e pequenos detalhes podem sofrer com serrilhado ou efeito de franja, problema comum em OLEDs de baixa densidade de pixels. Para jogos, a taxa de 240 Hz promete imagens mais fluidas e o Micro-OLED tende a entregar cores e contraste fortes, mas quem busca produtividade deve pesar essa limitação.
Os óculos trazem tecnologia de profundidade 3D e um modo Anchor que fixa a tela num ponto enquanto você olha para outro lugar. A conexão com dispositivos da linha da marca é simples e sem ajustes complexos, o dock pode ficar em casa e o acessório funciona de forma portátil. O lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2026 e o preço ainda não foi divulgado. No geral, é uma proposta interessante para quem quer imersão em jogos, mas a resolução pode ser um freio para usos fora do entretenimento.
O CES trouxe novidades reais para quem monta PCs. A Be Quiet! apresentou duas linhas novas de coolers: Dark Rock 6 e Dark Rock Pro 6. Os modelos têm um visual mais angular e modos semi-passivos que desligam as ventoinhas em cargas leves. O Dark Rock 6 usa seis heatpipes e uma ventoinha Silent Wings de 135 mm. O Dark Rock Pro 6 vai além com sete heatpipes e duas ventoinhas Silent Wings, provavelmente do mesmo tamanho. Ambos têm acabamento todo preto e uma carcaça que cobre o topo e as laterais do dissipador, um detalhe de acabamento que a marca costuma priorizar.
A grande estrela entre as AIO é o Light Loop IO LCD. Ele tem uma tela IPS de 2,1 polegadas com 500 nits de brilho e mostra informações do sistema de forma direta. O aro RGB é suave e ajuda no visual sem exagero. Por dentro ele traz três ventoinhas Light Wings LX PWM, uma placa de contato redesenhada e uma bomba que a fabricante descreve como de última geração. O controle é feito pelo app IO Center. Chega em 360 mm e 240 mm, nas cores preto e branco, e ainda não teve preço divulgado.
Também foram mostradas duas fontes: Power Zone 2 de 1200 W, com certificação Platinum pela Cybenetics, e Pure Power 13 M de 1200 W com certificação 80 Plus Gold. Ambas suportam ATX 3.1 e conectores PCIe 5.1, preparadas para a nova geração de peças. No geral, as novidades focam em visual, silêncio e compatibilidade com hardware moderno — quem planeja montar ou atualizar um PC tem boas opções para considerar.
Schenker apresentou no CES 2026 o Element 16, um laptop semi-modular baseado na plataforma Panther Lake da Intel. O modelo deve chegar na primavera de 2026 e traz um processador Intel Core Ultra Series 3, com suporte para até 64 GB de memória. O preço e a data de pré-venda ainda não foram divulgados.
O design inclui um pequeno trinco na parte inferior que dá acesso aos componentes. É possível remover e trocar o teclado, memória, armazenamento, bateria e ventoinhas. Também há opções para personalizar as portas laterais e, em planos futuros, trocar a placa-mãe para atualizar o processador, desde que a Intel ofereça suporte para isso. A tela de 16:10 tem resolução 2560×1600, mas não parece ser facilmente substituível.
O Element 16 é um pouco mais espesso, lembrando notebooks gamers, e pode não virar um portátil voltado só para jogos por enquanto. A modularidade pode alongar a vida útil do aparelho para quem quer upgrades graduais, mas depende do interesse do mercado e do apoio dos fabricantes. Se a Panther Lake cumprir as promessas, o modelo pode ser uma boa opção para produtividade com alguma capacidade para jogos.
Modelos com placas gráficas modulares são um nicho, usado por um público pequeno, então fabricantes nem sempre investem. Uma empresa já mostrou expansão modular para GPUs, mas as opções demoraram a chegar e seguem limitadas. Por isso, mesmo com facilidade para trocar peças, o sucesso da ideia depende de variedade de componentes disponíveis e de apoio das marcas.
Preocupações crescem em torno de Mudang: Two Hearts. O site do estúdio sumiu e o canal de vídeos não recebe postagens há meses. A equipe também ficou em silêncio no servidor de chat da comunidade, deixando apenas um moderador a dizer que não sabe o que ocorre. Um relatório recente, com base em dados de uma plataforma de capital de risco, indica cortes consideráveis de pessoal no estúdio entre meados e o fim de 2025, e fontes ligadas ao local mostram pessimismo.
Mesmo antes desse relatório, fãs já suspeitavam de problemas. Depois do anúncio, o estúdio manteve contato ativo com a comunidade por meio de vídeos regulares e diários de desenvolvimento. O diretor do jogo, Idaho, interagia no canal de chat e atendia dúvidas. Tudo isso parou por volta de setembro de 2025. O último vídeo foi publicado em agosto de 2025, e a última mensagem pública de Idaho no servidor foi em 16 de setembro. Desde então ele não respondeu a pedidos de esclarecimento, nem mesmo ao moderador.
Não há confirmação de cancelamento. Ainda há chance de o projeto voltar, mas a falta de comunicação deixa o futuro incerto. Contatamos o estúdio para pedir uma posição sobre Mudang e atualizaremos a matéria se tivermos resposta.
A Rockstar Games demitiu mais de 30 funcionários em escritórios no Reino Unido e no Canadá, todos ligados a um canal privado do Discord usado por trabalhadores que tentavam se organizar em sindicato. A empresa afirma que as demissões ocorreram por “má conduta grave” e por vazamento de informação confidencial, mas o sindicato IWGB e os próprios funcionários dizem que foram retaliações por tentativa de organização no trabalho.
O sindicato britânico (IWGB) iniciou ação legal e organizou protestos em Londres, Paris e Edimburgo. Mais de 200 empregados entregaram cartas pedindo a reintegração dos demitidos, e parlamentares pressionaram a empresa. Em encontro com representantes, a Rockstar não explicou de forma convincente por que as demissões foram necessárias, disseram parlamentares. O primeiro-ministro também classificou o caso como preocupante e afirmou que ninguém deve sofrer consequência por se filiar a um sindicato.
Rockstar mantém que funcionários divulgaram detalhes de jogos não anunciados em um fórum público e que havia centenas de participantes, incluindo alguém que a empresa descreveu como jornalista. O sindicato afirma que isso é uma deturpação: a pessoa citada atuava como representante sindical. A controvérsia reacendeu questionamentos sobre a cultura da empresa, que já foi criticada por longos períodos de trabalho sob pressão. Com o lançamento de Grand Theft Auto 6 se aproximando, a crise pode complicar a imagem do estúdio no ano que vem.
World of Warcraft terá uma manutenção relâmpago nesta terça-feira, 6 de janeiro. Todos os servidores vão ficar offline por cerca de uma hora. A janela é curta, então vale a pena se programar para não perder sessões importantes.
O reino The War Within ficará offline das 12h às 13h (horário de São Paulo). Esse horário equivale ao período informado para a costa leste dos EUA, então jogadores no Brasil e na América do Norte devem ver a mesma janela de inatividade local.
Outros servidores, como Mists of Pandaria Classic, também estão listados para manutenção, embora o texto original não especifique horários para todos os reinos. Se você joga em outro servidor, verifique o status do seu reino antes de começar atividades longas.
Evite iniciar raids, masmorras ou atividades que dependam de tempo pouco antes da manutenção. Normalmente essas paradas são rápidas e servem para ajustes técnicos; quando terminarem os servidores devem voltar ao ar. Se a manutenção durar mais que o previsto, basta aguardar e tentar reconectar depois do período informado.
Durante a parada, o cliente do jogo pode exibir mensagens de desconexão, filas ou erros de login. Evite tentar reconectar a todo momento; aguarde alguns minutos e tente de novo. Se você tem um grupo marcado para raid, avise o time sobre a janela de manutenção para evitar surpresas.
Use esse tempo para organizar o inventário, revisar rotas de farm ou tomar um intervalo rápido. Assim que a manutenção terminar, volte ao jogo e retome suas atividades normalmente.
Palworld teve uma noite de festa nas Steam Awards. O jogo recebeu quatro medalhas: duas pratas (Mais Jogados e Mais Jogados — Steam Deck) e dois bronzes (Mais Vendidos e Melhor com Controle). É um feito impressionante para um título de dois anos que ainda está em early access. O resultado mostra que a comunidade segue ativa em PC e Steam Deck.
A desenvolvedora agradeceu nas redes sociais, disse que está trabalhando duro na versão oficial, Palworld 1.0, e terminou a mensagem com um ‘news soon’, sugerindo novidades nas próximas semanas. O lançamento completo já vinha sendo planejado para 2026.
Para chegar à versão 1.0, a equipe afirmou que vai reduzir interações públicas temporariamente para focar na correção de bugs. Eles explicaram que essa pausa ajuda a dedicar mais tempo ao polimento do jogo. Além disso, prometeram muito conteúdo novo, no estilo das atualizações sazonais anteriores, que já trouxeram uma ilha inteira, novos recursos e mecânicas.
O caminho não está livre: há um processo em andamento com a Nintendo que questiona semelhanças com Pokémon. Isso inclusive levou a uma mudança em uma mecânica de planar com Pals — agora é preciso equipar um planador para poder planar. Ainda assim, a equipe celebra o apoio dos jogadores e diz que segue otimista enquanto prepara a estreia oficial.
O fim de Stranger Things não precisa significar o fim das suas aventuras em Hawkins. O novo DLC de Minecraft, em parceria com a série, traz uma versão em blocos de vários eventos icônicos, com direito a Vecna e a vários demogorgons para enfrentar.
O conteúdo é dividido em fases com pistas e enigmas, mas também permite exploração livre. Dá para andar pela floresta Mirkwood, pelo Starcourt Mall e até se aventurar no Upside Down, que às vezes fica mais assustador que o Nether — especialmente com um bando de demogorgons atrás de você. Conforme você resolve desafios, o mundo ‘evolui’ e libera novas áreas.
Personagens famosos da série estão disponíveis para jogar e cada um tem habilidades próprias. Jogando como Onze você usa telecinese em vez de armas clássicas do jogo. Suzie pode ajudar a decifrar códigos, Eddie permite encenar uma campanha de RPG, e até é possível controlar Vecna se quiserem jogar do lado vilão. Com tantos papéis, fica fácil montar um grupo onde cada um tem sua função.
O pacote não é gratuito, mas traz várias skins novas e uma camiseta do Hellfire Club para customizar seu avatar. Se você quer continuar vivendo a fantasia de Stranger Things sem construir Hawkins do zero, esse DLC é uma forma rápida de voltar ao clima da série.
Tim Cain, que liderou o desenvolvimento de Fallout 1, falou em um vídeo sobre por que os jogos do estúdio Troika saíam cheios de bugs. Ele contou que a equipe era pequena, tinha muitas ideias e fazia as ferramentas e recursos às pressas. Isso acabou gerando interações inesperadas e problemas técnicos.
Cain explicou que a ambição da equipe e a falta de revisão foram cruciais. O time não cortava recursos, adicionava funcionalidades apressadamente e criava ferramentas igualmente instáveis para inserir conteúdo. Quem escrevia scripts improvisava soluções em vez de usar funções prontas, o que aumentava os bugs.
Arcanum, Temple of Elemental Evil e Bloodlines são exemplos: mecânicas complexas e abertas levaram a resultados estranhos, mas memoráveis. Em Arcanum havia liberdade para matar, roubar ou ser pacifista; criação de armas; jornais dentro do jogo; um feitiço para falar com mortos que funcionava com todos os NPCs; e terreno gerado entre cidades — opções que trouxeram tanto charme quanto problemas.
Cain admite que os bugs eram culpa do estúdio, mas defende que essa ousadia gerou jogos únicos. Para muitos jogadores, um título imperfeito mas criativo vale mais do que um produto polido e sem alma. Troika pode ter aprendido as lições erradas, mas deixou clássicos que ainda atraem fãs.