#Ashes of Creation

Cena de Ashes of Creation
Ashes of Creation

O MMORPG Ashes of Creation voltou ao centro das atenções no PC depois que o estúdio Intrepid Studios entrou em colapso, com demissões em massa, remoção do jogo da venda na Steam e uma sequência de acusações e processos envolvendo liderança, investidores e o conselho da empresa.

O projeto, financiado por crowdfunding desde 2017, já vinha sendo acompanhado de perto por causa do lançamento em Steam Early Access no fim de 2025 e do estado ainda inacabado do gameplay. A crise estourou no fim de janeiro de 2026, quando Steven Sharif (cofundador e diretor criativo) comunicou sua saída “em protesto” e associou a decisão a conflitos com o board. Pouco depois, funcionários relataram desligamentos e falta de pagamentos finais.

O que está acontecendo nos bastidores

  • Fechamento e demissões: um aviso oficial (WARN) na Califórnia descreveu o encerramento como permanente e indicou 123 empregos afetados.
  • Vendas na Steam: o jogo chegou a ser removido da venda, mas a situação do acesso para quem já comprou e dos servidores ficou envolta em incerteza por semanas.
  • Acusações de má gestão: um investidor, Jason Caramanis, repassou alegações de uso indevido de recursos e acúmulo de dívidas em conversas divulgadas por criadores de conteúdo; nada disso estava decidido em tribunal naquele momento.
  • Processo de Sharif: Sharif respondeu com uma ação judicial contra nomes ligados ao conselho e investidores, negando apropriação indevida e alegando sabotagem e tentativa de tomada de controle.

O que muda para o jogador

Na prática, o futuro do jogo para PC fica indefinido: não há garantia de atualizações, cronograma de conteúdo ou “próximos passos” para o gameplay. Também não foram divulgados novos requisitos de sistema nesse episódio. Para quem acompanha o MMO pela Steam (ou investiu via crowdfunding), o caso virou menos sobre novidade de conteúdo e mais sobre o que acontece com o acesso e a continuidade do projeto.

Cena de Ashes of Creation
Ashes of Creation

Ashes of Creation nasceu com uma promessa grande: um MMORPG dinâmico, com mundo moldado por decisões dos jogadores e encontros imprevisíveis. Depois de anos de desenvolvimento, o projeto passou por momentos de dúvida. Muitos testes e demonstrações mostraram ideias interessantes, mas também problemas técnicos e mudanças na direção do jogo.

O estúdio enfrentou atrasos, turnover na equipe e críticas da comunidade. Jogadores reclamaram que testes não refletiam a experiência esperada e que funções anunciadas foram adiadas ou revistas. A comunicação melhorou em alguns momentos, mas a confiança do público ainda é frágil. O resultado é uma mistura de expectativa e ceticismo: a visão continua atraente, mas a entrega até aqui não convenceu a todos.

Ainda assim, há aspectos que animam: conceitos inovadores e trechos de gameplay que mostram potencial. Se o estúdio conseguir estabilizar a produção, ajustar prioridades e entregar o básico com qualidade, Ashes of Creation pode recuperar parte do brilho inicial. Para quem acompanha, a recomendação é observar próximos testes e atualizações antes de tomar uma decisão definitiva.

Para avaliar se o projeto vai vingar, observe estabilidade em servidores, qualidade do combate e se o sistema de nós funciona de verdade. Testes abertos próximos serão decisivos. Se esses pilares estiverem bem, a comunidade pode voltar a acreditar. Caso contrário, o jogo corre o risco de ficar apenas na promessa.

Cena de Ashes of Creation
Ashes of Creation

Ashes of Creation entra em early access nesta quinta-feira, 11 de dezembro, às 15h (horário de São Paulo). O lançamento é global, então todos os servidores devem abrir ao mesmo tempo. Lembre que se trata de uma versão alfa: o jogo ainda está incompleto e pode apresentar bugs, instabilidade e limpezas de progresso.

O estúdio informa que esta é a segunda build de alpha e que há duas fases de beta planejadas antes da versão 1.0. O universo do jogo é dirigido pelos jogadores, então decisões e eventos podem mudar o andamento do mundo entre uma versão e outra. Se você curte MMOs PvX ao estilo clássico, essa fase é boa para testar mecânicas e formar comunidades, desde que aceite reinícios.

Não haverá pré-carregamento: você terá de baixar o jogo quando os servidores entrarem no ar. Além disso, o lançador antigo será aposentado e, por enquanto, a única forma de jogar será pela plataforma Steam. Jogadores com acesso via campanhas anteriores ou testes alfa devem vincular a conta à Steam e realizar uma instalação limpa. Apague arquivos antigos e libere espaço no PC antes do horário de início.

Para evitar surpresas, faça a vinculação da conta com antecedência por meio do suporte oficial. Novatos não poderão comprar o jogo por lojas antigas e precisarão aguardar a liberação na plataforma. No fim, é uma chance de participar dos testes e ver o mundo de Verra evoluir em tempo real.