#Disco Elysium
O terceiro episódio de uma série documental sobre a criação de Disco Elysium já está disponível e mergulha fundo na escrita do jogo. Nos episódios anteriores, a produção mostrou como o estúdio Za/um surgiu e como o mundo do jogo foi moldado a partir de sessões de RPG de mesa e do romance Sacred and Terrible Air. Nesta nova parte, o foco é o ato de escrever: os processos, as influências e o peso que o texto teve na construção do tom e dos personagens de Disco Elysium.
Em entrevista, uma das escritoras revela que a equipe acabou produzindo tanto material que virou um problema prático. A ferramenta de roteiros Articy não estava preparada para a quantidade de diálogo e texto: ficou instável, apresentou travamentos e exigiu contato com os desenvolvedores da ferramenta. Além disso, houve dificuldade na edição, porque muito do que foi escrito parecia bom demais para ser cortado, e faltou tempo para revisar tudo com calma.
Outro roteirista comenta que alguns personagens demoraram um mês ou dois para ficar prontos, um prazo raro em muitos projetos de RPG. Essa preocupação com o texto e com a qualidade acabou virando parte do diferencial do jogo. A mensagem do episódio é simples: investir tempo na escrita pode criar experiências ricas — mesmo que isso gere dores de cabeça técnicas pelo caminho. Para quem gosta de bastidores, o episódio traz muitas sacadas sobre o trabalho por trás do palco.
A Owlcat está apostando alto com The Expanse: Osiris Reborn, mudando do RPG isométrico para um RPG de ação espacial. O jogo coloca a narrativa, o elenco e escolhas de impacto no centro, como os fãs gostam, enquanto a equipe tenta manter o espírito de exploração tenso que marcou seus títulos anteriores, como Wrath of the Righteous no Pathfinder.
No dia 7 de novembro, a Owlcat publicou a música tema, composta por Paweł Perepelica, que já trabalhou em Wrath of the Righteous e Rogue Trader. A trilha mistura grandiosas passagens orquestrais com sintetizadores cyberpunk, criando aquela sensação de salvar a galáxia ou lidar com a dureza espacial que lembra Mass Effect e The Expanse.
Osiris Reborn parece mirar uma transição de isométrico para ação, algo que a empresa tem feito em seus lançamentos, tentando manter a complexidade de RPG com a fluidez de combate de um RPG de ação. Se conseguir esse salto, pode representar o momento ‘Witcher 2’ ou ‘Original Sin 2’ para a Owlcat, mostrando que eles podem superar o visual e a produção.
A data de lançamento ainda não foi anunciada, mas já dá para wishlist no Steam e conferir opções de founder packs no site da Owlcat. Enquanto isso, a publisher arm da empresa está ajudando a trazer Rue Valley, um noir de loops temporais com vibe de Disco Elysium, e a continuar apoiando Rogue Trader, além de planejar Dark Heresy, um outro RPG ambientado em Warhammer 40k.
Você está pronto para ver Osiris Reborn sair dos isométricos para o combate em tempo real, com uma trilha que dá aquele feeling de Mass Effect e The Expanse, e ver se a Owlcat entrega o que promete?