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Transformar um Nintendo Switch em cérebro de uma Prusa MK3S parece fanfic de hardware, mas o experimento de Cocoanix entregou um salto real: um Benchy que levava cerca de 90 minutos caiu para 8. O truque não está em alguma magia secreta do console, e sim em rodar Klipper no portátil com Linux para tirar da impressora a parte mais pesada do cálculo de movimento.

É aí que a história fica realmente interessante. A documentação oficial do Klipper explica que o firmware usa um processador de aplicação, como um Raspberry Pi, para calcular os passos dos motores e enviar esses eventos ao microcontrolador com precisão de 25 microssegundos ou melhor. Em bom português gamer: a impressora velha ganha um coprocessador e passa a jogar em outro preset de desempenho, sem exigir troca completa de máquina.

O ganho não vem só de correr mais no slicer. Klipper traz recursos como Input Shaping, que combate ringing, ghosting e outras vibrações geradas nas mudanças bruscas de direção, e Pressure Advance, que ajuda a reduzir ooze e melhora a definição dos cantos. O detalhe que muita cobertura passa reto é que isso não dá passe livre para ignorar o hardware: a própria documentação lembra que parte desses artefatos também nasce de correias frouxas, estrutura flexível, desalinhamento mecânico e excesso de massa em movimento.

Por isso, o Switch funciona mais como prova de conceito com carisma de portátil modado do que como setup ideal para todo mundo. O próprio caso deixa claro que, na prática, um Raspberry Pi continua sendo a rota mais lógica para a maioria dos usuários. Ainda assim, ver um console rodando Linux por meio do projeto Switchroot — que mantém distribuições como Ubuntu 24.04 e Fedora para o aparelho — mostra como hardware encostado pode virar ferramenta de maker em vez de ficar pegando poeira na estante.

Meu ponto de vista é simples: o verdadeiro plot twist aqui não é usar um videogame numa impressora 3D, mas provar que muito upgrade de velocidade não começa em peça nova, e sim em firmware, calibração e controle de movimento. Se a sua impressora ainda entrega boa qualidade, mas sofre para acelerar sem virar festival de ghosting, Klipper pode ser o patch de nova geração que faltava. O Nintendo Switch só deixou tudo com mais estilo.

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O Muxcard pega a velha piada do “computador tamanho cartão” e coloca isso no hard mode. O maker conhecido como krauseler montou um protótipo com dimensões de cartão ID-1 e espessura em torno de 1 mm, equipado com ESP32-C3, tela e-paper de 1,54 pol. com resolução de 200 x 200, NFC, acelerômetro e bateria LiPo ultrafina. A graça aqui não é virar um mini monstro de desempenho, e sim provar que um computador programável pode caber num corpo que quase passa por um cartão comum.

O feito impressiona porque o boss final não foi o chip em si, mas a sobrevivência física da gambiarra premium. O próprio criador explica que o maior desafio foi segurar fadiga de solda, distribuição de pressão e deformação do material. Para fechar essa build, ele até desenvolveu uma flexPCB caseira e documentou no repositório um processo de litografia improvisado com impressora 3D, kapton com cobre e várias iterações até as trilhas ficarem finas o bastante sem desmontar no primeiro estresse mecânico.

É aí que o projeto ganha valor de verdade: ele mostra que miniaturização real não é só encolher footprint, mas vencer espessura, conectores e bateria. Cartões no padrão ISO/IEC 7810 trabalham com espessura nominal de 0,76 mm, e o Muxcard mira algo perto de 1 mm para ainda manter a sensação de um cartão de verdade. Isso explica por que o projeto continua em fase de testes de durabilidade e autonomia: a bateria atual ainda é solução de depuração, o conector da tela e-paper exigiu solda fio a fio em passo de 0,5 mm, e o próximo loadout já considera USB-C sem carcaça, microSD, botões touch e reforços para aguentar mais porrada no uso diário.

  • carteira minimalista para QR codes, tickets e chaves NFC;
  • cartão offline para senhas e 2FA;
  • dashboard de casa inteligente;
  • badge hacker ou cartão de visita impossível de esquecer.

Esses usos aparecem no próprio projeto, mas o recado mais interessante é outro: o futuro do hardware ultrafino pode avançar mais por engenharia mecânica do que por puro ganho de clock. Em português claro, o Muxcard não é um PC para benchmark; é um baita proof of concept para gadgets cyberpunk que cabem na carteira sem parecer trapaça. Se o criador conseguir fechar o grind de robustez, bateria e fabricação, essa ideia tem potencial para influenciar desde crachás inteligentes até ferramentas portáteis de autenticação e automação. Isso é uma inferência a partir do estágio atual e dos casos de uso propostos no projeto.

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O truque é real: um utilitário open source chamado SteamHapticsSinger pega arquivos MIDI e converte as notas em vibrações nos atuadores hápticos do Steam Controller e do Steam Deck. O projeto atual, mantido por CrazyCritic89, é uma continuação de ferramentas mais antigas da cena e hoje já lista suporte ao Steam Deck e ao Steam Controller de 2026.

E o timing não podia ser mais gamer raiz. Nesta semana, relatos de usuários e testes publicados mostraram que o novo Steam Controller também esconde um easter egg e solta um grito estilo Wilhelm quando é derrubado, reforçando a fama do controle como um hardware cheio de personalidade.

O mais legal é que isso não parece uma bizarrice tirada do nada. A própria documentação da Valve descreve o Steam Controller como um dispositivo com trackpads hápticos programáveis e pulsos hápticos no lugar do rumble tradicional. Em bom português: o controle já nasceu para usar vibração com muito mais finesse do que um gamepad padrão, então transformar esse feedback em música é quase uma extensão natural da proposta do hardware.

No lado técnico, o mod mostra que existe trabalho sério por trás do meme. O README explica que os canais 0 e 1 do MIDI vão para os haptics direito e esquerdo; no Steam Controller de 2026, os canais 2 e 3 também podem ser enviados ao rumble traseiro. A versão v1.11, publicada em 15 de maio de 2026, adiciona suporte ao back rumble, controle de intensidade via velocity e corrige problemas de desafinação em sequências sem pausa, além de evitar reinicializações do controle em alguns cenários. Ou seja: não é só zoeira de fórum, é ajuste fino em cima de hardware novo.

Isso fica ainda mais interessante porque a Valve continua mexendo pesado no ecossistema do controle. Nas atualizações oficiais do Steam Deck publicadas entre 8 e 14 de maio de 2026, a empresa cita correções para firmware, gyro, trackpad, configurações e uso do puck. A leitura aqui é simples: enquanto a fabricante ainda lapida a experiência oficial, a comunidade já está explorando os cantos mais malucos — e mais criativos — do aparelho.

Tem só um detalhe de setup que vale o aviso de amigo: como esse tipo de ferramenta conversa direto com o dispositivo via libusb, máquinas com Windows podem exigir um driver USB compatível. A documentação atual do libusb cita WinUSB, libusbK e UsbDk, mas hoje recomenda WinUSB e ainda alerta que o backend UsbDk pode trazer problemas de estabilidade. Traduzindo para a linguagem do PC gamer: antes de sair dropando MIDI no executável, ajeita o driver para evitar dor de cabeça.

Meu take? Isso resume a cultura do PC gaming melhor do que muita ficha técnica. O hardware da Valve sempre teve um pezinho na experimentação, e projetos de reverse engineering como o OpenSteamController mostram que a ideia de usar os haptics para jingles e sons customizados vem de longa data. O SteamHapticsSinger só pega essa herança, turbina a compatibilidade e prova que, quando o assunto é Steam, sempre vai ter alguém tentando transformar periférico em instrumento musical.

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Dois controles inéditos do Xbox apareceram em imagens vazadas e já deram o que falar: um modelo compacto, pensado para jogar na nuvem, e o sucessor do Elite Series 2.

No modelo premium, a aposta segue na pegada parruda: paddles traseiros intercambiáveis, D-pad e analógicos trocáveis. A grande curiosidade fica por conta de duas rodas/scrolls perto da entrada de fone, um detalhe que ainda não teve a função explicada.

Já o controle menor mira quem quer praticidade no dia a dia. Ele tem formato mais portátil e um botão para alternar entre modo local e modo cloud, deixando claro que a ideia é facilitar a vida de quem joga em qualquer lugar.

O ponto mais importante, porém, é o que não dá para confirmar pelas fotos: a Microsoft vai finalmente apostar em sticks com tecnologia anti-drift, como Hall Effect ou TMR? Se vier sem isso, a comunidade já deve torcer o nariz.

Sem anúncio oficial até agora, a expectativa é que esses novos acessórios sejam apresentados em um grande evento do Xbox ainda neste ano.

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Se o seu PC anda engasgando com DLSS Frame Generation e VSync ligados ao mesmo tempo, o culpado pode estar no driver da Nvidia. A comunidade vem relatando que a atualização Game Ready mais recente melhorou a fluidez nessa combinação, que costuma causar microstutter em alguns setups.

Em relatos de jogadores, rigs com placas RTX e Frame Generation em 2x passaram a rodar mais lisos, sem precisar recorrer a outras soluções para contornar o problema. Na prática, isso significa menos hitching e uma sensação de gameplay mais limpa durante a jogatina.

Nem todo mundo viu milagre. Ainda há quem diga que o stutter continua em alguns games, então o resultado pode variar de máquina para máquina. Mesmo assim, atualizar o driver segue sendo um passo rápido e que vale o teste.

  • Melhora de suavidade com DLSS Frame Generation + VSync
  • Correções extras de compatibilidade
  • Fix para um bug de flicker em software de renderização

Se o seu setup estiver sofrendo com travadinhas, vale instalar o driver e testar de novo antes de mexer em outras configurações.

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Com a alta na procura por memória e a oferta cada vez mais apertada, golpistas estão aproveitando a chance para empurrar DDR5 falsificada para desavisados. E o pior: por fora, muita dessas peças engana bem, parecendo módulo original de primeira.

Em alguns casos, a carcaça imita direitinho uma memória legítima, incluindo adesivos falsos de marcas conhecidas. Só que, ao abrir a peça, o que aparece lá dentro não é chip de verdade: em vez de componentes reais, há apenas uma placa simples, sem o hardware que deveria estar ali.

Um detalhe importante é que esse tipo de fraude aparece com mais facilidade em memória de notebook, que costuma ter um visual mais “pelado”. Se ainda colocarem um dissipador por cima, fica ainda mais difícil sacar a treta no olho.

Também já surgiram relatos de módulos falsos de outras marcas circulando em marketplaces e leilões online. Em alguns anúncios, os itens até são vendidos como se fossem lotes problemáticos ou peças “com defeito”, o que pode servir de cortina de fumaça para esquentar produto pirata.

Se quiser evitar cilada, vale ficar de olho em alguns sinais:

  • bordas com acabamento estranho ou pouco arredondado;
  • formato do chip de gerenciamento de energia diferente do padrão;
  • cor da placa muito fora do normal, geralmente mais clara;
  • embalagem sem lacre confiável;
  • informações que não batem quando você confere no software.

Se tiver como testar antes de fechar negócio, melhor ainda. Ferramentas como o HWiNFO ajudam a conferir se os dados da memória fazem sentido com o modelo anunciado. Na dúvida, o caminho mais seguro é comprar direto de loja confiável ou de vendedor com procedência clara.

No fim das contas, a regra é simples: se o preço parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é cilada. Antes de fechar, testa, confere e não compra no impulso para não tomar um golpe de memória fake.

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O mistério acabou: o Intel Arc Pro B70, equipado com o chip Big Battlemage/G31, foi colocado sob a lupa em uma bateria pesada de testes e o veredito já saiu. Em raster, ele entrega desempenho praticamente cravado no nível de uma GeForce RTX 5060 Ti 16 GB.

Na prática, isso significa que o chip até briga bem em jogos tradicionais, mas quando o papo é ray tracing ou path tracing, a história muda e o desempenho cai atrás da concorrente da Nvidia.

O ponto mais curioso é o tamanho do die. Estamos falando de um chip bem parrudo, com 368 mm², feito em um processo da classe N5 da TSMC. Para efeito de comparação, a RTX 5060 Ti usa um chip bem menor, o que ajuda bastante no custo de produção e explica por que o encaixe do G31 como placa gamer nunca fez muito sentido.

Mesmo com mais núcleos Xe que o G21, o ganho não é suficiente para chegar perto de uma RTX 5070, muito menos de uma placa acima disso. Em testes, o G31 ficou só um pouco à frente do G21 em raster, enquanto a RTX 5070 abriu uma vantagem bem maior. Ou seja: mesmo com drivers mais maduros, não haveria milagre.

No fim das contas, o Intel Arc Pro B70 mostra que o G31 tinha potencial para jogos, mas também deixa claro por que a Intel preferiu encaixá-lo no mercado profissional e de IA local. Para gaming, ele é competente; para virar ameaça de verdade no front das GeForce, faltou eficiência.

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Um novo vazamento aponta que a AMD pode estar preparando a Radeon RX 9050, uma placa de vídeo de entrada pensada para o 1080p raiz. O rumor diz que ela usará o chip Navi 44, o mesmo da RX 9060 e da RX 9060 XT, mas com clocks mais baixos para segurar consumo e temperatura.

O ponto que chama atenção é que a RX 9050 teria os mesmos 2.048 stream processors da RX 9060 XT, em vez dos 1.792 da RX 9060. Ou seja: a AMD pode estar aproveitando chips que batem na trave nos clocks mais altos, mas ainda entregam o bloco completo de núcleos.

  • Núcleos: 2.048 stream processors
  • Game clock: perto de 1.920 MHz
  • Boost clock: cerca de 2.600 MHz
  • Memória: 8 GB GDDR6
  • Barramento: 128-bit
  • Bandwidth: 288 GB/s
  • Velocidade da VRAM: 18 Gbps

Na prática, isso coloca a RX 9050 como uma possível porta de entrada para quem quer montar uma máquina enxuta sem cair em placa capada demais. Se esse rumor se confirmar, ainda vai ser curioso ver o quanto ela aceita overclock, undervolt e até ajuste fino de BIOS.

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Uma proposta para o kernel do Linux quer adicionar um killswitch de emergência: um operador com privilégios poderia forçar uma função do sistema a retornar um valor fixo, sem executar o código original, enquanto a correção oficial ainda não sai do forno.

A ideia nasce de um problema bem conhecido no mundo da segurança: quando uma falha vira pública, muita gente fica mais exposta até o patch chegar. Nesse intervalo, manter o sistema rodando “pelado” pode ser pior do que desativar só a área afetada por um tempo.

O alvo principal são ambientes corporativos e servidores, onde desligar um recurso por um dia pode doer menos do que deixar o kernel vulnerável a um exploit já conhecido. Um caso recente de escalada de privilégios mostrou como essa janela entre descoberta e correção pode ser perigosa.

Mas nem todo mundo comprou a ideia. Tem gente que vê o recurso como uma mitigação de último recurso; outros acham que ele pode quebrar produção de formas criativas e até virar desculpa para não aplicar patch de verdade.

  • Pró: ganha tempo contra exploits ativos.
  • Contra: pode derrubar funções importantes e causar efeito colateral.
  • Na prática: é um plano B poderoso, mas não substitui correção.
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Em um vídeo com jogadores profissionais de Counter-Strike, a pergunta foi direta: de quanto em quanto tempo a galera troca o mousepad? A resposta mais comum veio pesada: muita gente faz a troca a cada 1 ou 2 meses.

Teve quem dissesse que segura o acessório por cerca de um ano, e até um caso bem fora da curva de alguém que afirmou não trocar há 6 ou 7 anos — resposta com cara de meme de vestiário, convenhamos.

No cenário competitivo, faz sentido. Em Counter-Strike, cada microajuste de mira conta, então manter o glide sempre consistente vira parte do jogo. Bordas gastas, sujeira acumulada e aquele desgaste natural do uso acabam afetando o controle do mouse mais do que parece.

Para quem joga de forma casual, isso demora bem mais para aparecer. Mas para um pro player, com horas e horas de treino todo dia, o mousepad leva um verdadeiro grind.

No fim, não existe regra fixa: a troca costuma acontecer quando a limpeza já não devolve aquela sensação de superfície lisinha. Para quem vive de clutch e mira fina, sentir o setup redondo pode ser a diferença entre acertar o tiro ou ficar no quase.

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Um usuário do Reddit resolveu limpar a lixeira do PC depois de quase uma década — e o resultado foi absurdo: mais de 557 mil arquivos foram para o limbo, somando cerca de 302 GB.

Segundo ele, a bagunça foi crescendo junto com os upgrades da máquina. Ao longo do tempo, o setup saiu de 500 GB para 4 TB de espaço, e como o SSD foi clonado em uma estação de cópia, nunca precisou formatar ou zerar o armazenamento. Na prática, a lixeira virou um depósito de sobra esquecida.

A maior parte desse caos era formada por arquivos de texto, mods e outros itens guardados no clássico modo “vai que um dia eu uso”. Entre os destaques, estava uma pasta de mods de Skyrim com 120 GB.

Se você também vive no modo acumulador, o Windows tem o Storage Sense, uma ferramenta que pode fazer uma faxina automática em arquivos antigos quando o espaço começa a apertar. Dá até para configurar a limpeza mensal com as mesmas regras.

No fim, fica a lição: abrir a lixeira de vez em quando pode render uma bela recuperação de espaço — e evitar um susto digno de chefe final.