#Jogos de MMORPG
Um MMORPG renascido e um survival do criador do PUBG chegaram gratuitamente à plataforma. Aqui está o que cada um tem a oferecer.
Gloria Victis: Medieval MMORPG
Gloria Victis não é exatamente um jogo novo — mas o seu retorno é tratado como um nascimento. O MMORPG medieval de mundo aberto que havia encerrado as operações ressurgiu com a Season of the Phoenix, agora completamente gratuito. Desenvolvido pela gamigo, o jogo chega com servidores renovados e a promessa de uma experiência que o estúdio chama de “mais do que um relançamento — o início de uma nova era”.
Gloria Victis se diferencia de outros MMORPGs pela ênfase no realismo. Não há magia exuberante nem elfos — o jogo é medieval de verdade, com combate não-target baseado em habilidade manual, economia conduzida exclusivamente por jogadores e guerra territorial em escala. O sistema de combate combina ataques direcionais com mouse com a profundidade estratégica de gerenciar cercos e controlar regiões do mapa. Você pode ser guerreiro, ferreiro, mercador, caçador ou arqueiro — as classes são ponto de partida, não prisões.
Uma das grandes novidades do relançamento é o retorno do State of War, sistema que permite confrontos organizados entre guildas: ataques a ilhas inimigas, defesas de castelos, acúmulo de Technology Points e batalhas que colocam liderança, coordenação e preparo à prova. Para os veteranos que amavam esse aspecto do jogo antes do fechamento, é como um encontro com algo que estava perdido.
O jogo passou os últimos meses em uma fase de testes aberta ao público, e a comunidade contribuiu ativamente com relatórios de bug e sugestões. A base de jogadores brasileiros sempre teve participação significativa, a ponto de a versão em português ter algumas das avaliações mais positivas da plataforma, com mais de 440 análises classificadas como Muito Positivas no idioma. Se você tem curiosidade por MMORPGs com sabor de hardcore medieval, esse é o momento ideal para entrar sem gastar nada. Ver na Steam.

Prologue: Go Wayback!
Prologue: Go Wayback! chega à sua versão final de uma forma incomum: o estúdio por trás do jogo, a PLAYERUNKNOWN Productions — fundada por Brendan Greene, o criador do PUBG —, anunciou que interrompeu o desenvolvimento ativo e decidiu tornar o jogo completamente gratuito. O preço de US$ 19,99 do Acesso Antecipado foi removido, e o título saiu oficialmente do Early Access, agora disponível para qualquer pessoa baixar e manter para sempre.
O jogo é um survival roguelite de mundo aberto em primeira pessoa, onde cada partida começa com um mapa inédito de 64 km² gerado proceduralmente no próprio computador do jogador. A tecnologia por trás disso é o principal legado do projeto: a Melba, uma engine de machine learning desenvolvida internamente que usa dados públicos de fontes abertas para criar terrenos realistas no Unreal Engine 5. Florestas, rios, colinas e cabanas emergem de maneira diferente em cada corrida — não há dois mapas iguais.
A mecânica central é navegar por esse ambiente com recursos limitados, evitando a fome, a sede e os rigores do clima, em direção a uma Weather Tower no horizonte. Não há marcadores, quests ou guias — só a paisagem, suas ferramentas e sua capacidade de ler o terreno. O jogo é silencioso, atmosférico e deliberadamente anti-tutorial. Há um ciclo de dia e noite, sistema de culinária, gestão de inventário e a necessidade constante de improvisar.
Prologue foi concebido como o primeiro de três jogos que pavimentam o caminho para o Projeto Artemis, a visão máxima de Greene: uma plataforma para mundos multiplayer massivos onde milhões de jogadores podem moldar histórias emergentes. O desenvolvimento de Go Wayback! foi interrompido porque o estúdio precisou encolher para focar exclusivamente na engine Melba. As avaliações, mistas durante o Acesso Antecipado, devem ganhar nova perspectiva agora que o jogo é gratuito: sem barreiras financeiras, a proposta experimental tem muito mais espaço para ser apreciada nos seus próprios termos. Ver na Steam.
