#Jogos de Velho Oeste
Tombwater mistura soulslike, exploração e terror sobrenatural em um Velho Oeste amaldiçoado. Aproveitamos o lançamento do patch 1.1 para testar o jogo no Lenovo Legion Go e descobrimos uma aventura divertida, que combina muito bem com os PCs portáteis.
Nem todo jogo precisa de gráficos realistas para prender nossa atenção. Às vezes, uma boa ambientação, combates divertidos e vontade de explorar são suficientes para nos fazer perder a noção do tempo. Foi essa a impressão que tive ao jogar Tombwater, um RPG de ação em 2D que combina elementos de soulslike, metroidvania e terror cósmico em uma versão sombria do Velho Oeste.
Aproveitamos a atualização 1.1 para testar o jogo no Lenovo Legion Go. Além das novidades do patch, queria descobrir como essa aventura se comportaria em um PC portátil e se seria possível aproveitar a experiência sem comprometer o desempenho ou a autonomia.

Um Velho Oeste tomado por horrores sobrenaturais
Desenvolvido pela Moth Atlas e publicado pela Midwest Games, Tombwater coloca o jogador no papel de um pistoleiro solitário que chega a uma cidade amaldiçoada em busca de um amigo desaparecido.
O que deveria ser uma investigação em uma antiga cidade mineradora rapidamente se transforma em uma jornada por um lugar dominado pela loucura, por criaturas monstruosas e por forças sobrenaturais. A ambientação mistura elementos tradicionais do faroeste com horror cósmico, criando um universo que foge bastante da representação habitual do Velho Oeste nos videogames.
A apresentação visual utiliza pixel art detalhada e perspectiva superior. Em vez de tentar reproduzir cenários realistas, o jogo aposta na identidade artística para construir uma atmosfera sombria e cheia de personalidade.
A exploração também tem papel importante. O mundo é interconectado e inclui florestas, minas, cânions e áreas desérticas. Existem caminhos opcionais, segredos, personagens peculiares e missões que incentivam o jogador a investigar os cenários com atenção.

Combate, exploração e progressão
O combate segue a tradição dos soulslikes, exigindo atenção aos movimentos dos inimigos e cuidado durante os confrontos. A variedade de equipamentos permite experimentar diferentes maneiras de enfrentar as criaturas que habitam Tombwater.
O arsenal inclui armas de fogo, lâminas, magias, itens consumíveis e amuletos amaldiçoados. Essa variedade permite combinar equipamentos e habilidades de acordo com cada situação, em vez de depender de uma única abordagem durante toda a aventura.
A progressão também se beneficia da exploração. Além dos equipamentos encontrados pelo caminho, o jogador pode fabricar itens úteis, como tônicos e explosivos, utilizando materiais coletados durante a jornada.
É uma combinação interessante para quem gosta de jogos que recompensam a curiosidade e oferecem liberdade para experimentar diferentes estratégias. O mundo não serve apenas como pano de fundo para os combates: explorar seus espaços, descobrir segredos e encontrar recursos faz parte da experiência.
No meu teste, o que mais me chamou a atenção foi o quanto Tombwater é divertido. A combinação de exploração, combates e ambientação funciona muito bem, e o jogo tem aquela característica de aventura que dá vontade de continuar por mais um pouco.

O que mudou com o patch 1.1?
A atualização 1.1 chegou em 26 de outubro de 2026 e trouxe novidades importantes para quem já estava jogando e para quem pretende começar agora.
Uma das mudanças mais relevantes para o público brasileiro é a inclusão da tradução para português brasileiro. Textos e interface agora podem ser aproveitados em nosso idioma, facilitando o acompanhamento das informações e a compreensão da aventura.
Para um RPG com exploração, missões, personagens e diferentes equipamentos, essa é uma adição especialmente bem-vinda. Poder compreender os textos sem depender do inglês torna a experiência mais acessível.
O patch também adicionou um novo chefe, localizado na Oficina de Caixões, na região norte do Cemitério de Tombwater. O confronto apresenta um inimigo que utiliza uma lanterna sobrenatural e espalha chamas pela arena, criando um desafio adicional para quem explora essa parte do mundo.
Outra novidade é a possibilidade de reespecializar a classe inicial. Ao encontrar Drinks Johnson no salão do Acampamento de Mineração de Vauxhall e levar uma garrafa de uísque, o jogador pode trocar entre as sete classes iniciais disponíveis. Isso oferece mais flexibilidade para experimentar outras opções durante a campanha, sem precisar necessariamente começar tudo de novo.
É um conjunto de melhorias que torna a atualização relevante tanto para quem está retornando ao jogo quanto para quem esperava uma oportunidade para conhecer a aventura.

Como roda Tombwater no Lenovo Legion Go?
Tombwater rodou extremamente bem no Lenovo Legion Go. Joguei na resolução nativa do aparelho, utilizando o perfil de energia Equilibrado, e a experiência foi muito fluida. Não precisei reduzir a resolução nem recorrer a configurações mais agressivas.
Os gráficos em pixel art ajudam nesse aspecto. A apresentação visual tem personalidade, mas não exige muito do hardware, permitindo aproveitar o jogo sem precisar utilizar um perfil de energia elevado.
Os controles também funcionaram muito bem desde o início, sem necessidade de personalização ou ajustes adicionais. Em um jogo que depende de movimentação, combate e exploração, isso faz bastante diferença. Bastou iniciar a aventura e começar a jogar.

E a bateria?
Este foi um dos melhores resultados do teste. Durante aproximadamente meia hora de jogo, o Lenovo Legion Go consumiu apenas 10% da bateria.
Mantendo um consumo semelhante, a autonomia poderia chegar perto de cinco horas, embora esse número seja apenas uma projeção baseada na sessão de teste, e não uma medição de uma descarga completa. Ainda assim, o resultado indica que Tombwater é uma ótima opção para jogar durante bastante tempo longe da tomada.
Trilha sonora e efeitos sonoros
A parte sonora também cumpre bem seu papel. A trilha sonora e os efeitos são decentes e ajudam a acompanhar a atmosfera sombria da aventura.
Não considero o áudio o principal destaque de Tombwater, mas ele complementa a experiência sem atrapalhar o ritmo do jogo. A ambientação visual, a exploração e os combates continuam sendo os elementos que mais chamam a atenção.

Vale a pena jogar Tombwater?
Minha experiência com Tombwater foi bastante positiva. O jogo é divertido, tem uma ambientação interessante e combina exploração com combates que exigem atenção. A mistura de soulslike, metroidvania e terror sobrenatural cria uma aventura com personalidade própria.
O patch 1.1 também é uma boa notícia. A chegada do português brasileiro facilita a compreensão da experiência, enquanto o novo chefe e a possibilidade de trocar de classe acrescentam motivos para explorar e experimentar outras possibilidades durante a campanha.
Vale o seu tempo
Tombwater é uma ótima opção para quem gosta de RPGs de ação, soulslikes e aventuras com exploração. A ambientação de faroeste sombrio, os monstros sobrenaturais e a combinação de combate e progressão tornam o jogo bastante divertido.
No Lenovo Legion Go, o baixo consumo de bateria é um diferencial importante: foram apenas 10% em meia hora de jogo, utilizando a resolução nativa e o perfil Equilibrado. Os controles funcionam sem adaptações, e a tradução para português brasileiro torna a experiência mais acessível.
Se você estava esperando uma oportunidade para conhecer essa aventura, o patch 1.1 é um bom motivo para conferir.