#Nintendo 64
O multiplayer retrô acaba de receber um buff daqueles. O fork RMG-K, baseado no emulador RMG, adicionou rollback ao netplay em sua release v0.9.4, publicada em 15 de maio de 2026 no GitHub. Horas depois, a v0.9.5 já saiu corrigindo problemas na lista de hosts e nos alertas do modo P2P, sinal claro de que a função estreou e entrou imediatamente em fase de polimento pesado.
Para quem joga clássicos de Nintendo 64 no PC, isso importa muito mais do que parece. O RMG-K não é só mais um emulador: o projeto foi montado com foco em netplay, suportando servidores Kaillera e conexões peer-to-peer, além de frame delay configurável, leitura de ping em tempo real e sincronização antes da partida. Somado ao GekkoNet, um SDK de rede P2P com rollback e previsão de inputs, o resultado é uma base técnica pensada para cortar a sensação de comando pesado que sempre sabotou jogos de reação rápida.
O detalhe mais interessante é o ganho de escala. Em vez de reescrever netcode jogo por jogo, o rollback foi acoplado ao nível do emulador. Na prática, isso abre caminho para que diferentes multiplayer do Nintendo 64 dividam a mesma infraestrutura online. É aí que mora o valor real da novidade: menos gambiarra, menos dependência de setup presencial e um caminho mais viável para manter cenas competitivas antigas rodando em 2026. Essa leitura é uma inferência a partir da forma como o recurso foi integrado ao RMG-K e do foco do GekkoNet em rollback genérico para jogos P2P.
- A v0.9.4 colocou rollback no RMG-K em 15 de maio de 2026.
- A v0.9.5 saiu no mesmo dia com correções rápidas de P2P.
- O emulador trabalha com servidores Kaillera e conexões P2P diretas.
- Guias atuais de Smash 64 e Smash Remix já tratam o RMG-K como caminho recomendado para netplay.
O termômetro da comunidade também já mudou. O guia atual de Smash 64 Online manda baixar o RMG-K como primeiro passo para jogar online, e o site de Smash Remix também adotou o emulador na configuração recomendada. Há, porém, um recado importante para não tomar rollback como milagre instantâneo: o guia de Smash 64 ainda descreve o modo P2P como limitado a duas pessoas, enquanto partidas em servidor seguem permitindo até quatro jogadores. Traduzindo para o dialeto da cena competitiva: o 1v1 deve colher os primeiros frutos antes da bagunça full party virar padrão.
Se o RMG-K mantiver essa cadência de updates, o Nintendo 64 pode finalmente ganhar um equivalente moderno do que o netplay de excelência fez por outras comunidades competitivas: transformar jogo antigo de sofá em rotina online realmente jogável. Para quem ainda acha que retrô no PC é só nostalgia, essa é a parte que merece atenção.