#Opinião
Crimson Desert continua cada vez mais estranho — e isso é um baita elogio. A cada atualização, a Pearl Abyss vai lapidando algumas das escolhas mais fora da curva, mas o jogo ainda mantém aquele tempero de sandbox maluco que faz a gente largar tudo só para testar uma mecânica nova.
Agora, a febre da vez é a de domar aves. Com o Sotdae of Bond, um comedouro bem estiloso, dá para atrair de tudo: condores de montanha, patos comuns, pardais minúsculos e até aves lendárias, como a Fênix flamejante e a Águia de Ferro mecânica. E sim, o lendário papagaio azul também está na lista — e, de forma quase irônica, é um dos mais chatos de capturar.
Depois de muitas horas em Crimson Desert, ainda é difícil cravar exatamente o que o jogo quer ser, mas essa mecânica mostra bem como o mundo de Pywel tem camadas de sobra. O melhor é que você pode posicionar o comedouro em qualquer canto, escolher a ração e esperar a surpresa: às vezes surge uma ave rara no alto da montanha, às vezes aparece uma criatura que você nem imaginava encontrar ali.
Também é legal ver a comunidade entrando na onda, compartilhando pontos de avistamento e transformando o game numa espécie de caça aos pássaros em mundo aberto. Isso diz muito sobre o potencial sistêmico de Crimson Desert: mesmo quando a história ainda parece meio irregular, o sandbox continua rendendo momentos próprios e bem insanos.
Se a desenvolvedora seguir nessa pegada, dá para imaginar que o jogo ainda vai ganhar mais funções bizarras no futuro. E, sinceramente, é exatamente isso que faz Crimson Desert brilhar: um mundo gigantesco, cheio de possibilidades, que te chama para experimentar sem medo.
A matéria faz uma viagem por três momentos marcantes da história do PC gaming, com capas e destaques de maio de 1996, 2006 e 2016. A ideia é olhar para trás e ver o que parecia visão de futuro na época — e o que acabou virando realidade anos depois.
- 1996: a revista apostava pesado no “futuro dos games”, com 3D, internet e realidade virtual no centro das atenções. Naquele tempo, a VR ainda era mais promessa do que produto; já o jogo online parecia cada vez mais inevitável.
- 2006: Battlefield 2142 foi o grande destaque da edição, trazendo uma guerra futurista com mechs gigantes. A publicação também comentou sobre Half-Life 2: Episode 1, a chegada de Halo 2 ao PC com Windows Vista e outras novidades quentes da época.
- 2016: Total War: Warhammer estampou a capa enquanto a realidade virtual voltava ao hype com o lançamento do Oculus Rift. A edição ainda trouxe assuntos como a estratégia da Microsoft para o PC, o fechamento da Lionhead e o avanço de Stardew Valley.
No fim, a retrospectiva mostra como algumas apostas envelheceram bem, enquanto outras ficaram datadas. A grande lição? No PC gaming, o futuro quase sempre demora mais do que a gente imagina — mas quando chega, muda tudo.
Blood Vial é um micro-FPS retrô que aposta em ação acelerada e numa mecânica bem fora da curva: o sangue derramado nas lutas não é só cenografia, ele é parte essencial da jogatina.
No comando de um vampiro ferido, você entra em arenas cheias de inimigos armados e precisa manter seu frasco de sangue abastecido o tempo todo. Como o recipiente está vazando, a solução é simples e brutal: eliminar os adversários e se jogar nas poças de sangue espalhadas pelo cenário para sobreviver.
O sangue também funciona como ferramenta tática. Com ele, dá para deslizar pelo chão, escapar de tiros, contornar ameaças de perto e até subir paredes para criar ângulos melhores de ataque. Na prática, isso deixa cada combate rápido, agressivo e com aquela sensação gostosa de desenhar o próprio caminho no caos.
O ritmo é o ponto alto de Blood Vial. Cada disparo ajuda a abrir rotas sangrentas pelo mapa, enquanto a mecânica de drenagem constante mantém a tensão lá em cima. Você sempre precisa decidir entre gastar sangue para ganhar mobilidade ou guardar recurso para não ficar vendido na troca de tiros.
Mesmo assim, o jogo não é exatamente profundo. As melhorias entre fases são simples e a progressão passa pelos mesmos conjuntos de cenários com pouca variação. Ainda assim, para quem quer um FPS curtinho, direto ao ponto e perfeito para algumas rodadas de tiro insano, Blood Vial entrega uma experiência divertida e bem rápida de pegar o jeito.