#Placas de Vídeo
No CES 2026 testei rápido o iGPU Arc B390 da Intel em um notebook Lenovo com o processador Intel Core Ultra X9 388H. Foram menos de uma hora de testes, mas deu para rodar alguns jogos e benchmarks. É um iGPU, então não esperava milagres, mas os resultados foram surpreendentes para uma solução integrada.
Em Cyberpunk 2077, 1200p com qualidade alta e sem upscaling, a média ficou em 53 fps — jogável, considerando tratar-se de um iGPU. Ativando XeSS em Quality, a média subiu para 74 fps, muito suave. Com Ray Tracing no preset Ultra, geração de frames e XeSS em Auto, o benchmark marcou cerca de 70 fps; isso envolve geração de frames e pode aumentar latência em jogo, mas mostra o quanto o chip consegue com ajuda.
Em Borderlands 4 o Arc B390 sofreu um pouco: 1200p High com XeSS Quality ficou na casa dos 40–45 fps, e não foi possível deixar a geração de frames estável nesse teste. Já em Shadow of the Tomb Raider, 1200p High sem upscaling, vi picos na casa dos 100 fps, quedas para os 50 e média de 75 fps. A Intel afirma que o Arc B390 é em média 10% mais rápido que uma RTX 4050, e o chip com 12 Xe-cores realmente deu trabalho para o tamanho dele.
É um começo promissor para notebooks sem GPU dedicada. Vou esperar os testes de laboratório, mas a ideia de jogar bem em máquinas mais finas ficou bem crível.
PNY revelou a linha GeForce RTX 50 Series Slim, com modelos RTX 5080, RTX 5070 Ti e RTX 5070. As placas foram projetadas para ocupar apenas dois slots, uma solução pensada para gabinetes compactos sem abrir mão da performance. A empresa afirma que as placas combinam alto desempenho com um design térmico reduzido, seguindo a mesma lógica das versões Founders Edition da Nvidia.
O projeto térmico inclui duas grandes ventoinhas de 120 mm, uma câmara de vapor ampla e operação ultrassilenciosa. PNY também oferece modelos OC com ajustes de fábrica: a RTX 5080 Slim OC roda a 2730 MHz (vs 2617 MHz de referência), a 5070 Ti Slim OC a 2572 MHz (vs 2542 MHz) e a 5070 Slim OC a 2587 MHz (vs 2512 MHz). Embora os overclocks sejam modestos, a presença dessas versões indica que há margem térmica e de desempenho no projeto.
As placas chegam às lojas em fevereiro, mas a PNY ainda não divulgou preços, citando a volatilidade do mercado de memória. Para quem constrói PCs compactos, essas RTX 50 Slim podem ser uma alternativa atrativa às placas oficiais, oferecendo bom resfriamento e espaço reduzido. Resta acompanhar os testes e o preço na data de lançamento. Será importante ver benchmarks reais para confirmar desempenho, consumo e ruído.
Um vazamento nas redes afirma que a Nvidia pode voltar a fabricar a RTX 3060 no primeiro trimestre de 2026. A notícia é por enquanto rumor, mas vem de um vazador com histórico de acertos, então ganhou alguma credibilidade. A volta da placa aparece como resposta à falta de memória DRAM que está apertando o mercado.
Faz sentido do ponto de vista industrial. As placas da nova geração usam GDDR7 e são fabricadas em um nó que também produz aceleradores de IA. A RTX 3060 usa GDDR6 e foi feita em um processo diferente. Reativar a produção da 3060 reduziria a demanda por memórias mais recentes e liberaria capacidade de fabricação para chips de IA.
A 3060 existe em versões de 8 GB e 12 GB; trazer a versão de 12 GB seria ótimo para quem joga. Mesmo assim, a decisão tem um lado ruim: mostra que a empresa pode priorizar chips de IA em vez de focar em GPUs para games. No curto prazo pode ajudar a encontrar placas mais baratas, mas é um sinal preocupante sobre as prioridades da indústria e sobre como 2026 pode ser difícil para jogadores de PC.
Mesmo que a produção volte, a reposição de estoques pode levar meses, então qualquer queda de preço deve demorar. Vale acompanhar os anúncios oficiais nas próximas semanas.
A MSI revelou a GeForce RTX 5090 32G Lightning Z, uma placa de vídeo projetada sem meias medidas e focada no público entusiasta. Ela traz uma tela de 8 polegadas integrada ao próprio PCB e abandona o cooler a ar em favor de um sistema de refrigeração líquida externo com radiador de 360 mm e três ventiladores.
O circuito usa uma bomba nova com 71% mais fluxo, e um cold plate full copper para manter a GPU gelada, além de backplate de fibra de carbono. A energia é alimentada por duas conexões de 16 pinos e 40 fases de VRM; há sistema dual BIOS com modos de 800 W e 1000 W, e um BIOS extra de mais de 2500 W reservado para overclock extremo. Para referência, o modelo padrão tem TGP de 575 W, e a MSI recomenda fonte de 1600 W.
O clock boost de fábrica chega a 2.775 MHz, cerca de 365 MHz acima da maioria das RTX 5090. Ajustes finos ficam por conta do app Lightning Hub (web e celular), e há pontos V-check para medir voltagens. A placa vem com um chaveiro para alternar o BIOS e componentes selecionados à mão para desempenho. Serão feitas apenas 1.300 unidades, em edição de colecionador, então espere um preço alto. No geral, é um produto pensado para quem busca o máximo, mesmo que isso exija muito da fonte e do bolso.
Relatos em um fórum chinês apontam que a Nvidia pode reduzir a produção de placas de vídeo para jogos entre 30% a 40% na primeira metade de 2026. A queda estaria ligada à crise global de DRAM, que reduz a fabricação de PCs e, consequentemente, a demanda por GPUs discretas.
Hoje, a maioria das placas RTX 50 ainda aparece nas lojas — especialmente modelos 5050, 5060 e 5070 —, mas as versões topo de linha 5080 e 5090 são menos populares. Fabricantes parecem planejar cortes primeiro em modelos com 16 GB, pois eles usam mais módulos de GDDR7 e demandam mais memória.
O ponto crítico é que as tal‑supostas versões “Super” podem usar módulos de 3 GB GDDR7 em vez dos 2 GB. Se a Nvidia priorizar esses chips para as variantes Super, as versões normais podem ficar sem VRAM suficiente. Há relatos de que só um fornecedor tem capacidade para produzir esses módulos em volume, o que complica a oferta.
Além disso, a empresa pode mudar a forma como distribui memória para parceiros, o que também afetaria a disponibilidade. Na prática, é improvável que todas as RTX 50 desapareçam das prateleiras de uma vez, mas alguns modelos e capacidades podem ficar mais raros até a situação da memória se normalizar.
Uma startup chinesa fundada por um ex-engenheiro do Google, a Zhonghao Xinying, afirma ter criado um chip de IA muito eficiente. O chip Ghana é apontado como 1,5 vezes mais rápido que a A100 da Nvidia e consome 75% menos energia. A empresa diz atingir esses números usando um processo de fabricação doméstico mais antigo e bem mais barato. Ao mesmo tempo, o Google, que fabrica TPUs desde 2017, avalia vender esses chips diretamente a clientes em vez de só alugar.
Isso pode mudar a forma como o mercado compra poder de processamento. Os TPUs são ASICs, chips feitos para tarefas específicas de IA, mais parecidos com o que aconteceu na mineração de bitcoin quando ASICs substituíram GPUs. Se uma parte grande da demanda de IA migrar para esses chips especializados, a pressão por GPUs avançadas para data centers pode cair. Hoje a Nvidia costuma cobrar cerca de R$225.000 a R$250.000 por um B200, e esse preço alto leva empresas a buscar alternativas. Menos demanda por GPUs de uso geral pode aliviar a escassez e, no longo prazo, reduzir o preço das placas de vídeo para jogadores.
Nem tudo é simples: mudar de plataforma implica adaptar software, treinar equipes e pagar custos no curto prazo. Mesmo assim, o ganho de eficiência e o corte de despesas podem convencer empresas a migrar. Se isso acontecer de verdade, pode ser um alívio para o mercado gamer. Você acha que isso vai tornar as placas de vídeo mais acessíveis?
Um leaker nas redes sociais afirmou que a Nvidia pode parar de enviar a VRAM junto com o chip das GPUs. Até agora, a Nvidia costumava fornecer o GPU e a memória para as parceiras que montam placas, o que facilitava manter tudo dentro das especificações. Se a mudança acontecer, as fabricantes de placas terão de comprar a memória de vídeo diretamente de gigantes como a Micron ou a Samsung, em um momento em que a oferta de memória está apertada devido à demanda por data centers e projetos de inteligência artificial.
Isso pode ser um golpe duro para marcas menores que não têm acordos fortes com fabricantes de memória. Empresas grandes, como a MSI e a Gigabyte, têm mais poder para negociar. Marcas menores, como a Inno3D e a Gainward, podem ter dificuldade para garantir chips de VRAM e ter problemas para continuar vendendo. Para os consumidores, o efeito provável é preços mais altos ou menos disponibilidade. Vendedores já comentam que, quando o estoque atual acabar, os preços podem subir para refletir o custo maior das peças.
Ainda é um rumor e não é preciso correr para comprar uma placa agora. Mesmo se a ideia for confirmada, os preços não vão aumentar por todo o mercado de uma hora para outra. No longo prazo, porém, a tendência pode ser de preços mais altos ou menos opções. Fique de olho nas ofertas e no estoque das lojas antes de decidir. Você vai aproveitar para comprar uma GPU agora ou prefere esperar para ver como a situação se desenrola?
A AMD lançará a FSR Redstone em 10 de dezembro. A nova versão usa mais inteligência artificial para ampliar imagens e deve rodar melhor em GPUs baseadas na arquitetura RDNA 4, como a Radeon RX 9070 XT.
A AMD diz que Redstone pode ser convertida para rodar em outras GPUs graças a um projeto de ML que transforma modelos neurais em código de shaders. Na prática, isso pode permitir que a tecnologia seja usada também em placas da concorrente Nvidia (e Intel também).
Entre as novidades estão Ray Regeneration, que é a resposta da AMD ao Ray Reconstruction para melhorar ray tracing, e um cache neural de radiância para acelerar path tracing. A empresa também promete melhorias na geração de frames com IA.
Agora é esperar pelo lançamento para ver se a AMD alcança ou supera a Nvidia em qualidade e desempenho. Você acha que a FSR Redstone vai fechar a diferença para a concorrência?
A NVIDIA anunciou a chegada do DLSS para AION2, Pizza Bandit e DAVY x JONES. AION2, da a NCSOFT, terá DLSS Frame Generation, NVIDIA Reflex e DLSS Multi Frame Generation em dezembro; Pizza Bandit, da a JOFSOFT, já recebe DLSS 4 com Multi Frame Generation e outras opções de DLSS; DAVY x JONES, da a PARASIGHT, ganhou DLSS Super Resolution no Acesso Antecipado. Jogadores com placas GeForce RTX podem ter ganhos de desempenho e menor latência.
A NVIDIA também oferece uma skin gratuita do Echo-4 de Borderlands 4 via GeForce Rewards a partir de 20 de novembro às 14:00 (horário de Brasília). Além disso, há ofertas de fim de ano em placas GeForce RTX, notebooks e desktops, com descontos de até 40% em modelos listados pela empresa e varejistas.
Vai aproveitar o DLSS em algum desses jogos ou planeja trocar de placa com as promoções?
Nas redes sociais, surgiu a informação de que a AMD planeja uma nova alta de preços em suas GPUs por causa da falta de memória no mercado. Uma primeira alta interna teria ocorrido em outubro e quase não afetou o varejo, mas a próxima deve ser maior e chegará ao bolso dos jogadores.
De acordo com comunicados internos, o custo da memória gráfica (VRAM) subiu bastante. A “segunda onda” deve incluir aumentos tanto nos chips gráficos quanto na VRAM. Não há data cravada nem modelos citados, mas a expectativa é de impacto em todo o portfólio, incluindo a linha Radeon RX 9070.
O problema vem da forte demanda por hardware de IA, que já encareceu kits de RAM para PC. A memória de datacenter é diferente da usada em placas de vídeo, mas, com a demanda desequilibrada, fabricantes podem priorizar o que dá mais retorno. A Samsung, a Micron e a SK Hynix evitam ampliar demais a produção para não ficarem com estoques grandes caso a bolha de IA esfrie.
Embora o relatório foque na AMD, a tendência é o mercado todo sentir, então a Nvidia também pode subir preços. Com isso, grandes ofertas de Black Friday ficam menos prováveis. Achou um bom preço em placa de vídeo, PC gamer ou notebook gamer? Pode valer comprar agora. Você vai antecipar a compra ou esperar?