Borderlands 4

O novo update de Borderlands 4 trouxe boas melhorias — filtros de inventário persistentes, radar para loot lendário e correções de bugs —, mas os erros roubaram a cena. A faca Jakobs foi nerfada a ponto de reduzir o dano de builds inteiras, e o evento Horrors of Kairos decepcionou com pouco conteúdo, basicamente um filtro laranja e loot mediano. Jogadores chamaram a celebração de “um passo atrás” em relação ao Halloween de BL3, e até criadores como Moxsy classificaram o evento como “muito abaixo do esperado”.

Bye Sweet Carole

Com animação 2D à la “Renascença Disney”, Bye Sweet Carole mistura encanto infantil e horror atmosférico: você guia Lana por Bunny Hall e cenários decadentes, fugindo de criaturas bizarras (coelho humanoide, homem de piche), resolvendo puzzles criativos e perseguindo pistas da enigmática Carole. Menos sustos baratos, mais tensão narrativa — uma fábula sombria que brilha pelo estilo e pela inquietação que deixa no ar.

Plants vs Zombies replanted

O remaster Plants vs. Zombies: Replanted chegou animando quem joga no Steam Deck (16:9 e performance mais suave), mas recebeu avaliações mistas no Steam: faltam a trilha dinâmica do original e multiplayer online, há críticas a suposta arte upscalada e a detalhes “fora de lugar” — e o preço de R$ 89 pesa quando o GOTY clássico segue por R$ 10. Para novatos, funciona; para veteranos, muitos enxergam “menos ganhos que perdas”.

Escape From Duckov

O shooter top-down de extração estrelado por patos explodiu nas paradas da Steam com base no público chinês — 64% das análises são em chinês e os picos acontecem no horário noturno do país —, um feito raro para um single-player de R$ 70. Publicado pela Bilibili, Escape From Duckov já comemora 1 milhão de cópias na primeira semana e mostra que não é só meme: looting, crafting e tiroteios afiados estão fisgando jogadores corrida após corrida.

Battlefield™ 6

A EA revelou que o primeiro patch de Battlefield 6 chega em 28 de outubro, com ajustes em bloom de armas, movimentação e iluminação solar. As mudanças nos desafios, porém, virão só nos próximos updates — os devs prometem simplificar objetivos exagerados, como reduzir de 150 para 5 as eliminações de sniper a 200 metros e de 6.000 para 1.000 os pontos de reparo de veículos. As melhorias serão aplicadas ao longo de duas atualizações futuras.

Necesse
Jogos de Sobrevivência

A vela rangeu no mastro quando encostei na primeira ilha e desci com uma picareta minguada, mirando um punhado de cobre como se fosse tesouro de rei, porque em Necesse a estrada para qualquer grandeza começa com uma fogueira e um baú bem escondido, e esse primeiro abrigo vira promessa do que você ainda vai erguer.

Cavei túnel até ouvir o barulho de água correndo entre blocos e abri a parede para um bolsão que virou minha primeira sala de forja, onde fundi barras suficientes para uma arma que finalmente matava sem pedir desculpas, e com esse fôlego veio a ousadia de marcar no mapa as dungeons da região, já que nenhum arquipélago respeita quem se contenta com a praia.

A porta de pedra da primeira dungeon pesou mais pelo silêncio do que pelo perigo, até o corredor cuspir mobs em ondas que afiaram meu kite, pedindo rotação de poções, troca de arma rápida e atenção no aggro para não puxar sala inteira, e quando o baú do fundo abriu com um item raro, decidi que a vila que eu sonhava não cabia mais em uma ilha só.

Joguei a âncora e atravessei para a vizinha com os bolsos cheios de madeira, pedra e ideias, levantando paredes que conversavam com a topografia e ruas que protegiam linhas de visão, porque base boa é aquela em que o pathing funciona até durante tempestade, e foi aí que construí as casas dos primeiros colonos com espaço para crescer.

Quando os colonos chegaram, o parque de diversões virou cidade em construção: atribuí profissões, delimitei áreas de trabalho, planejei rotas de guarda e abri uma praça central com armazém e estação de crafting, e a partir daí cada dia tinha checklist vivo, já que vila feliz produz, defende e segue o plano quando a sirene toca.

A noite quebrou o sossego com uma invasão que testou meu muro e minha paciência, e aprendi do jeito certo que torres mal posicionadas só fazem barulho, então refiz linhas, ajustei ângulos e criei choke points que transformaram pânico em rotina, o que me deu confiança para caçar um boss do outro lado do mapa.

A jornada até o boss foi um inventário ambulante: comida para buff, poções de emergência, uma arma secundária para adds e uma montaria pronta para reposicionamento, e quando o chão tremeu e a barra enorme acendeu na tela, foquei em leitura de padrão, window de dano e cooldowns, até abrir o espaço que decide luta de verdade.

Com o troféu no bolso, voltei para casa e destravei crafts que encurtaram metade dos processos da vila, melhorando coleta, refino e comércio, e esse salto de eficiência virou capital para explorar biomas mais agressivos, onde a recompensa custa a pele, e foi nessa escalada que o mapa começou a parecer pequeno demais.

Resolvi testar co-op e a vila ganhou pulseira VIP de caos controlado: um focado em mineração profunda, outro em construção e eu no frontline das expedições, e a sinergia transformou tarefas lentas em sprint, enquanto as viagens entre ilhas viravam papo tático sobre próximo upgrade e qual dungeon pagar primeiro.

Fechei a semana com muralhas sólidas, rotas de patrulha eficientes e um porto cheio de barcos apontando para pontos de interesse, e foi olhando a cidade respirar que entendi por que esse loop vicia: cada ilha é um capítulo, cada dungeon é um parágrafo, e cada colono bem instalado é uma frase que empurra a história para o próximo mapa.

Halo Campaign Evolved

A Microsoft anunciou Halo: Campaign Evolved, remake da campanha de Combat Evolved em Unreal Engine 5, com visuais em alta definição, cinematics refeitos, controles refinados e três missões-prelúdio inéditas com Master Chief e Sgt. Johnson. O pacote traz arsenal ampliado (incluindo sprint, energy sword, needle rifle e battle rifle), Skulls, co-op de 2 jogadores em tela dividida nos consoles e 4 online com cross-progression, além de fases reconstruídas com melhor orientação e novas vozes do elenco principal. Ainda sem data de lançamento.

The Sims 4 Pacote de Expansão Natureza Encantada

Após a saída de grandes criadores da rede da EA em meio à polêmica da aquisição pela PIF saudita, a equipe de The Sims publicou no X que sua “missão, valores e compromisso permanecem os mesmos” e que o jogo seguirá como um espaço para expressar o “eu autêntico”; o time também provocou “coisas empolgantes para 2026 e além”, com a primeira leva de detalhes chegando em 27 de outubro.

PowerWash Simulator 2

A sequência justifica sua existência com novas ferramentas viciantes — destaque para o limpador circular Swirlforce Surf Ace, que transforma áreas planas em uma sinfonia de “dings” e progresso rápido. O resultado? Limpezas mais ágeis, sensação de recompensa a cada microtarefa e uma jogabilidade tão polida que torna difícil voltar ao primeiro jogo.

Warhammer Vermintide 2

A Fatshark cravou que o futuro imediato é fortalecer Vermintide 2: mais campanhas, melhorias de sistemas e ajustes de qualidade de vida estão no roteiro — enquanto um Vermintide 3 não está nos planos agora, mantendo todas as apostas na evolução contínua do jogo atual.

NINJA GAIDEN 4
Jogos Hack and Slash

Entrei num corredor úmido com a câmera colada nos ombros e a katana já pedindo espaço, quando o primeiro lanceiro avançou e deixou claro o pacto: aqui, cada erro sangra de verdade, então respirei curto, segurei o lock-on e deixei que o som dos passos guiasse meu timing.

A primeira troca virou aula quando testei um parry na intuição e senti a janela abrir como um clique seco, devolvendo um punish que desmontou a guarda do capanga, e foi nessa hora que o jogo me ensinou sem texto: leia intenção, não animação, porque ler intenção te deixa pronto para o próximo rush.

Na esquina seguinte, dois arqueiros cobriam a rua enquanto um bruto fechava distância, e soltar o alvo para reposicionar a câmera virou ferramenta de sobrevivência, já que lock-on ajuda na precisão, mas matar o ângulo errado é pedir hit de graça, e foi desse equilíbrio que nasceu o meu footwork.

Quando a wave apertou, puxei shuriken para interromper um cast, recuperei postura com um salto curto e encaixei light-light-heavy no stagger quase estourando, e a barra do inimigo virou régua de decisão, porque ver o fill avançando te diz quando é hora de segurar ou explodir, e essa régua muda a forma como você respira.

No primeiro chefe, entendi o jogo de verdade: fase um pede agressividade medida, fase dois pune pressa com área, projétil e grab, e a virada só veio quando aceitei jogar feio e eficiente, forçando bait, dash com i-frame e punish sem vaidade, porque vaidade aqui custa cinco minutos de execução limpa.

As ruas seguintes misturavam combate e plataforma com pequenos testes de salto e paredes que viram escape, e tratar o ambiente como parte do kit mudou tudo, pois um wall run na hora certa é reset de iniciativa, e reset de iniciativa é a diferença entre reagir e comandar, e comandar o ritmo define quem sai inteiro.

Na loja, não comprei número: comprei estilo, um upgrade de recuperação após heavy que trocou meu risco por pressão constante, além de um ninpo que uso como botão de reset quando a composição da wave pede espaço, e esses ajustes só fizeram sentido quando a próxima sala cobrou a conta na hora.

Mais tarde, uma arena estreita reuniu tipos que se odeiam: samurai rápido, brutamonte de escudo e um mago lá atrás, e priorizar alvos virou xadrez de instinto, porque matar o mago limpa a matemática da luta, enquanto quebrar a postura do escudo abre corredor para tudo respirar, e respirar é o luxo do jogador que pensa.

Na run final da noite, o corpo agiu antes da cabeça: dash curto para sair da área, parry no segundo hit, jump cancel no whiff, light chain para encher stagger e um finisher que entrou no frame exato em que a guarda abriu, e quando a arena ficou muda, fiquei parado sentindo a calma de uma luta justa.

Se você quer um action que cobra leitura, respeita input e transforma derrota em treino prático, Ninja Gaiden 4 é o dojo certo, porque cada sala vira professor, cada chefe vira prova e cada win tem gosto de conquista sua, e esse gosto é o que te puxa para mais uma run.