Testei o Sony Inzone H9 II e a primeira surpresa foi a leveza. Esperava acabamento pesado e sensação premium, mas o headset pesa só 260 g e tem uma faixa de cabeça fina que parece econômica. À primeira vista parece frágil, mas ao colocar fica muito confortável: força de aperto suave, almofadas macias e zero incômodo em longas sessões.
O cancelamento de ruído é excelente e funciona por um botão na copa ou pelo app. Ao ligar, o som do ambiente some quase como se fosse uma câmara isolada, o que ajuda muito para estudar ou focar em jogos. Vozes próximas e teclados barulhentos ainda passam, mas a redução é notável. O som usa drivers de 30 mm com resposta clara e um grave levemente encorpado; o app traz EQ para ajustar ao gosto.
O microfone removível é cardioide, com boa captação e certa propensão a plosivas, e tem um botão de mudo com LED visível. A bateria chega a cerca de 30 horas sem ANC, número mediano para a categoria. O preço sugerido é de aproximadamente R$1.750, e aí o produto fica na dúvida: por esse valor existem opções mais pesadas e sonicamente superiores, com drivers planares e bateria maior. Ainda assim, se você prioriza conforto extremo, ANC forte e design discreto, vale procurar uma promoção; no preço cheio há alternativas com som melhor.
Yakuza Kiwami 3 traz de volta dois arcades obscuros da Sega que quase ninguém viu fora dos fliperamas: Magical Truck Adventure e Emergency Call Ambulance. Lançados no final dos anos 90, os dois títulos nunca foram reeditados até aparecerem como emulação dentro do jogo. É uma chance rara de jogar essas pérolas sem caçar gabinetes raros.
Magical Truck Adventure é colorido e frenético. No original você controla duas crianças em um handcar que precisa ser acionado manualmente, com alavancas e pedais para pular e desviar de obstáculos. O jogo é curto e tem caminhos ramificados, e a versão emulada substitui o esforço físico por controles analógicos – menos cansativo, mas ainda divertido.
Emergency Call Ambulance é ainda mais louco. Você é motorista de ambulância em um percurso on-rails contra o tempo, desviando do trânsito e tentando levar um paciente vivo ao hospital. A mistura de tensão e absurdo é grande: se o paciente morre, a tela apaga, há um som de monitor cardíaco e depois a música feliz volta enquanto a pontuação é calculada.
A combinação dessas máquinas com a atmosfera exagerada de Yakuza faz sentido: são minijogos que quebram o tom dramático principal com humor sombrio. Não dá para dizer que só esses extras justificam a compra do jogo, mas é ótimo ver a Sega resgatar e disponibilizar títulos tão estranhos. Yakuza Kiwami 3 chega para PC em 11 de fevereiro.
Capcom liberou um extenso showcase de Resident Evil Requiem com cenas novas e várias mecânicas reveladas. O jogo divide seu tempo entre Leon S. Kennedy e a novata Grace, com segmentos de duração parecida. O diretor do projeto explicou que Requiem funciona como dois jogos em um: uma parte voltada para o terror e outra para a ação. A decisão veio quando a equipe percebeu que não dava para ter tudo com apenas Leon.
As sequências de Grace lembram Resident Evil 2 e Resident Evil 7. Elas mergulham no horror: andar nas sombras, se esconder, fabricar itens com pressa e racionar munição. Cada bala conta. Haverá muito furtivo e gestão de inventário. A tensão vem do silêncio, dos cantos escuros e da necessidade de usar recursos com cuidado.
As partes de Leon puxam para a ação ao estilo Resident Evil 4, com combates mais intensos e momentos de tirar o fôlego. A mira foi refinada para incentivar mirar partes do corpo e incapacitar inimigos. Para fabricar injeções especializadas será preciso usar sangue infectado, que deve ser retirado de infectados — preferencialmente após derrotá-los. Os zumbis mantêm traços da vida passada; por exemplo, uma enfermeira zumbi continua limpando o local mesmo em estado degradado. O jogo sai em 26 de fevereiro e o vídeo também mostrou bônus de pré-venda e uma parceria curiosa com uma marca de carros.
Lovish finalmente ganhou data de lançamento: 5 de fevereiro. Já existe uma demo gratuita para testar a proposta. Desenvolvido pela LABS Works, o jogo abre mão do formato metroidvania e aposta em fases de tela única, onde o combate simples, inspirado em Astalon: Tears of the Earth, se mistura a desafios de plataforma e a quebra-cabeças.
No demo, a sensação de jogo é muito agradável: controles responsivos, ação direta e níveis pensados para manter o ritmo. As fases costumam girar em torno do objetivo básico de pegar uma chave e alcançar a saída, mas a versão final promete mais conteúdo — haverá mais de 50 níveis. Ao final de cada fase aparece uma cena aleatória tirada entre centenas de resultados possíveis, que pode trazer interação com personagens, itens diferentes ou até lutas contra chefes.
A pixel art e a trilha sonora ficam por conta de Matt Kap, conhecido por trabalhos no estilo retrô, como Castle in the Darkness e 1001 Spikes; o visual aposta em pixels robustos e alto contraste, perfeito para fãs da era 8-bit. O trailer mostra trechos das fases, a variedade de inimigos e a estética do jogo. Se você curte plataformas rápidas com charme nostálgico, experimente o demo. Lovish chega em 5 de fevereiro na Steam e já tem trailer de lançamento.
A desenvolvedora ainda não liberou o roteiro completo de atualizações para 2026, mas deixou pistas em entrevista. O diretor de design falou que virão vários mapas ao longo do ano. A ideia é lançar locais de tamanhos diferentes para permitir modos de jogo variados. Alguns mapas serão menores e mais focados. Outros podem ser ainda maiores e oferecer experiências mais grandiosas.
No jogo já aparecem indícios de possíveis cenários, como um assentamento perto de um vulcão e até um pântano tóxico. Pode ser que isso seja um mapa novo ou um modificador aplicado a mapas existentes. O foco, porém, é combinar isso com mudanças de jogo: condições climáticas, inimigos diferentes, composições variadas e tipos de itens que se tornam mais poderosos ou raros em certas áreas. Isso pode mudar estratégias e exigir abordagens mais táticas.
O diretor de design citou que mapas devem ter uma identidade clara. Stella Montis foi usada como exemplo: fechado, mais violento e com bots exclusivos que mudam a exploração. Entre as ideias futuras estão arranha-céus ligados por tirolesas, desertos com viagens rápidas subterrâneas e até um Arc gigante voador para saquear. Um roteiro detalhado deve chegar em breve, mas a promessa é de mapas que realmente alterem como se joga.
Dawn of War 4 promete levar o sistema de ‘sync-kill’ do jogo original para outro nível. O desenvolvedor King Art chama o novo recurso de ‘combat director’ e quer que os combates pareçam cenas coreografadas, com animações que se complementam — arremessos, execuções e ataques dramáticos. A ideia é aumentar a conexão com as unidades no campo, em vez de ver só barras de vida.
O diretor de animação disse em entrevista que o objetivo foi transformar o sistema antigo em algo como ‘synced combat’. Algumas animações serão exclusivas para unidades poderosas, enquanto outras poderão ser usadas entre tropas de níveis de força similares. Isso cria uma variedade de encontros visuais entre diferentes tipos de unidades.
Um vídeo de demonstração mostra orks cercando um dreadnought, sendo arremessados e depois subindo no braço da máquina para atacar. O estúdio também realizou testes fechados no ano passado; há uma página do jogo na Steam para quem quiser acompanhar, e o lançamento está previsto para 2026. Para fãs de RTS, a promessa é clara: batalhas mais vivas, com animações que deixam cada confronto com cara de cena de filme.
A SNK lançou um trailer da 2ª temporada de Fatal Fury: City of the Wolves, que estreia em 22 de janeiro, e a reação dos fãs foi negativa. Muitos comentários em plataformas de vídeo e em fóruns dizem que o trailer parece usar imagens geradas por IA. Críticas apontam personagens com traços estranhos e reclamam que, com o aporte financeiro que a empresa recebeu, não faz sentido economizar nesse tipo de produção.
A polêmica tem ofuscado o anúncio de um bom elenco para a temporada, que adiciona seis lutadores: Kim Jae Hoon, Nightmare Geese, Blue Mary, Wolfgang Krauser e duas figuras misteriosas. A insatisfação levou até a saída de um moderador do canal oficial, que disse não conseguir promover algo em que não acredita. Nas comunidades, fãs pedem que a empresa explique o processo de produção do trailer.
A SNK ainda não confirmou se usou tecnologia generativa. A empresa foi comprada por um grupo ligado à Arábia Saudita em 2022, e críticas lembram que recursos não seriam problema. Em anúncio anterior, a inclusão do jogador Cristiano Ronaldo também gerou debate, já que seu contrato atual equivale a cerca de R$1,2 bilhão por ano. A reportagem procurou a SNK e atualiza a matéria se receber resposta.
A Amazon divulgou a primeira foto de Sophie Turner como Lara Croft e confirmou que a produção da nova série Tomb Raider está em andamento. A roupa reproduz o visual clássico dos anos 90, com uma pequena mudança: os shorts são pretos em vez de marrons. A imagem mostra Turner no traje tradicional da personagem, com estilo fiel às versões antigas.
A recepção foi maioritariamente tranquila, sem grandes polêmicas entre fãs. Isso contrasta com outra estreia de elenco para adaptação que, no passado, sofreu críticas pela maquiagem e pelo visual na primeira impressão. Aqui a reação inicial foi mais calma.
Algumas pessoas reclamaram nas redes sociais sobre as proporções da atriz e usaram ferramentas para editar a foto nas respostas à publicação oficial. Comentários agressivos surgem, mas não mudam a produção que segue firme.
Além de Turner, o elenco inclui Sigourney Weaver, Jason Isaacs, Martin Bobb-Semple, Jack Bannon, John Heffernan, Bill Paterson, Paterson Joseph, Sasha Luss, Juliette Motamed, Celia Imrie e August Wittgenstein. A série terá Phoebe Waller-Bridge como criadora e showrunner, com Chad Hodge como co-showrunner e direção de Jonathan Van Tulleken. Ainda não há data de estreia; a previsão é que possa chegar no próximo ano. Há também um remake anunciado, Tomb Raider: Legacy of Atlantis, e o visual da série parece dialogar com esse projeto.
Amazon anunciou que New World será encerrado em 31 de janeiro de 2027. O jogo foi removido das lojas digitais e só poderá ser jogado por quem já o possui. Para pedir reembolso é preciso entrar em contato com o atendimento da loja onde a cópia foi comprada. A moeda paga, Marks of Fortune, não terá reembolso.
Os servidores permanecem ativos por cerca de um ano e, durante esse período, não haverá atualizações de conteúdo: só sai correções de bugs e melhorias de desempenho. A temporada Nighthaven continuará até o fim programado. Na última atualização, desenvolvedores deixaram uma carta de despedida dentro do jogo.
O anúncio veio após uma grande rodada de demissões na empresa em outubro, parte de mudanças estratégicas que reduziram o suporte a jogos próprios. New World não foi um fracasso: chegou a atrair mais de um milhão de jogadores no lançamento e, nos meses seguintes, registrou entre 50.000 e 60.000 jogadores simultâneos na Steam — números sólidos para um MMO novo.
Ainda há um ano para aproveitar o jogo, e a comunidade pode tentar alternativas como servidores privados, como já aconteceu com outros títulos encerrados. Para jogadores, o caminho é simples: aproveitar o conteúdo restante, checar o atendimento da loja sobre reembolso, e salvar o que puder dentro das opções do jogo enquanto os servidores estiverem no ar.
O conceito de free loadout é comum em shooters de extração: jogadores sem equipamento podem entrar com um kit básico e tentar sair com o loot que encontrarem. Em um novo vidoc sobre Marathon, a desenvolvedora apresentou a classe Rook, que funciona exatamente assim. Rooks não podem levar itens para a partida, mas recebem equipamento básico grátis e podem ficar com o que encontrarem.
A implementação de Marathon tem duas diferenças importantes: Rooks sempre entram na partida mais tarde e só podem entrar solo. Isso reduz a chance de disputar o melhor saque no mapa e limita o uso do free loadout como estratégia segura e repetitiva. Em comparação com outros títulos do gênero, parece uma tentativa clara de equilibrar risco e recompensa.
Rook também traz uma habilidade de capa que faz inimigos controlados por IA ignorarem sua presença, facilitando infiltrações e fugas. Como em Scavs de Escape From Tarkov, Rooks são fáceis de identificar pela aparência. O designer sênior chamou Rook de ‘teste de moralidade’: você pode deixar um item para o jogador ou eliminá‑lo e tomar tudo.
Resta ver se a comunidade aceitará essa dinâmica. Em muitos shooters de extração, convivência pacífica raramente funciona, e o foco em habilidades para lutas 3v3 sugere que Marathon pode acabar sendo um jogo de atirar primeiro. Ainda assim, Rook deve trazer partidas mais variadas e escolhas táticas interessantes.
A franquia Fallout ganhou uma versão real de seu jogo Fallout Shelter: um reality de competição produzido para um serviço de streaming. O conceito leva um grupo de pessoas para dentro de um Vault cenográfico, reproduzindo a rotina e os riscos de um abrigo pós-apocalíptico.
Concorrentes vão encarar provas escalonadas, dilemas estratégicos e decisões morais. A proposta mistura desafios físicos com tensão social e testes psicológicos, mantendo o humor negro e a estética retrofuturista do universo Fallout.
A produção envolve estúdios ligados ao jogo e a formatos de competição. A ideia é juntar provas de grande escala com narrativas que forçam escolhas difíceis entre os participantes. Haverá eliminações e, no fim, um prêmio em dinheiro para o vencedor.
Quem quiser tentar precisa ter pelo menos 21 anos, passaporte válido e disponibilidade para viajar aos Estados Unidos e ao Reino Unido. Os candidatos passarão por verificação de antecedentes e exames físicos e psicológicos. As filmagens estão previstas para junho de 2026 e devem durar cerca de três semanas. O prazo de inscrição vai até 15 de fevereiro.
Se você acha que sobreviveria em um Vault, a chance é real — mas esteja preparado para convivência intensa, pressão constante e provas criativas que podem ser bem desconfortáveis.