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Cena de Queen's Domain
Queen's Domain

Queen’s Domain é um dungeon crawler em primeira pessoa que puxa referências de King’s Field e Lunacid, mas tem personalidade própria. O jogo aposta num visual deliberadamente lo-fi: texturas dithered e arte bem trabalhada. Em vez dos cenários medievais óbvios, a ação se passa numa ilha tropical com ruínas antigas e vegetação densa, o que dá uma cara diferente ao gênero.

O demo disponível mostra que a exploração e a atmosfera são os pontos fortes. A trilha sonora mistura batidas primitivas com timbres que lembram o fim da era PS2, criando um clima ao mesmo tempo familiar e estranho. O trecho jogável termina justo quando a coisa esquenta, mas já é suficiente para ver potencial.

O combate é onde Queen’s Domain se destaca. Há duas mecânicas que mudam a sensação: armas arremessáveis funcionam com tempo de recarga em vez de munição, e você está sempre empunhando uma arma corpo a corpo e uma à distância. As facas arremessáveis são rápidas e satisfatórias, e dão margem a combos. Além disso existe um dash corpo a corpo ligado à mira, não ao movimento, que serve tanto para atacar quanto para se reposicionar. Não há invencibilidade na esquiva, então tudo vira questão de tempo e mira.

No demo o chefe esqueleto exige usar essas ferramentas de forma precisa: atacar, arremessar e saber quando escapar. É um sistema com teto de habilidade real, que pode agradar quem curte combates técnicos em primeira pessoa. Não há janela de lançamento ainda, mas vale a pena testar o demo e adicionar o jogo à lista de interesse na loja.

Cena de Flock Around
Flock Around

Pokémon Snap marcou a infância de muita gente. Mesmo pequeno, eu gostava de um jogo que valorizava observar criaturas no habitat, sem precisar atacar. Gosto também de jogos de luta, mas às vezes é só bom olhar. O jogo tinha um problema: o Professor Carvalho pagava com exposição, não com dinheiro, então não dava para comprar roupas legais.

Flock Around é um jogo multiplayer de fotografia de pássaros. No demo personalizei um avatar colorido em forma de feijão e fui para uma reserva. Logo percebi que pássaros são mais difíceis de fotografar que Pokémon. Pokémon posam; pássaros voam e somem. Depois de ouvir os cantos que me tiravam do sério, consegui algumas fotos. Não são de revista de natureza, só fiquei satisfeito por captar um junco bem no centro do quadro. Às vezes é preciso aceitar a beleza como ela vem.

As estações Develop-o-Tron espalhadas pela reserva aceitam suas fotos, avaliam e pagam bem por elas. Isso pode parecer exagero para imagens médias, e a economia do jogo parece meio bagunçada. Com o que ganhei comprei um chapéu bem caro que combinou com minha camisa amarela — ficou horrível, mas valeu a pena. Flock Around ainda não tem data final de lançamento, mas o demo já está disponível para jogar se você quiser experimentar a fotografia de aves com amigos.

Divinity
Larian Studios

A Larian Studios e o CEO Swen Vincke enfrentaram uma reação forte depois de comentários sobre o uso de inteligência artificial generativa no estúdio. Os comentários vieram pouco depois da revelação do novo jogo Divinity e chamaram atenção porque fãs temem a automação de arte, textos e vozes. A empresa disse que não usa IA generativa para conteúdo dentro do jogo, mas as explicações iniciais não convenceram parte da comunidade, que reagiu com críticas e dúvidas.

Para responder às preocupações e detalhar como a equipe trabalha, Larian anunciou que fará um AMA com vários departamentos após o recesso de fim de ano. Os desenvolvedores vão explicar os processos de criação de Divinity e como as ferramentas digitais entram no dia a dia do estúdio. A empresa afirma que avaliar novas tecnologias faz parte do trabalho, mas que serão feitas mudanças quando um método não combinar com a identidade do estúdio. A ideia é mostrar onde a IA é testada — em tarefas de apoio, ferramentas internas e revisão — e onde não é usada em produções finais.

Esse encontro pode ajudar a trazer mais nuances à discussão e permitir que jogadores façam perguntas diretamente aos criadores. Muitos fãs já se manifestaram e o estúdio quer usar o AMA para ouvir e esclarecer dúvidas. Larian também disse que o foco permanece em entregar experiências de RPG com altos padrões de qualidade e de autoria original. A data do AMA será anunciada no começo do ano.

Cena de Kingdom Come: Deliverance 2
Kingdom Come: Deliverance 2

A Steam Winter Sale começou e traz descontos em centenas de jogos. Para não se perder no volume de ofertas, selecionamos o que vale a pena: títulos que atingiram o menor preço já registrado, lançamentos de 2025 e escolhas que recomendamos em qualquer situação. Está cansado da correria das festas? Aproveite para checar opções para singleplayer, co-op e jogos curtos para jogar com amigos.

O Game of the Year 2025, Kingdom Come: Deliverance 2, está no menor preço até agora, então vale a pena para quem curte RPGs cheios de sistemas. Outros jogos em promoção incluem Old Skies, Skin Deep, Labyrinth of the Demon King, Promise Mascot Agency, Deep Rock Galactic: Survivor, Baby Steps, Battlefield 6, Dispatch, Hollow Knight Silksong, Abiotic Factor, Arc Raiders, Clair Obscur: Expedition 33 e Blue Prince. Também há títulos que chegaram a suas menores faixas, como Sons of the Forest, Resident Evil 4 Remake, Persona 5 Royal, Divinity: Original Sin 2, Roadwarden, Monster Hunter Rise, Slay The Spire e Hogwarts Legacy.

Se procura pechinchas, há vários jogos com preços bem baixos e remasters interessantes. Entre lançamentos e apostas de 2025 com desconto estão Final Fantasy Tactics, The Alters, Avowed, Final Fantasy 7: Rebirth, Hades 2 e Escape From Tarkov. Monte uma lista do que realmente quer jogar, foque no seu estilo e aproveite — as ofertas duram por pouco tempo.

Cena de Exodus
Archetype Entertainment

James Ohlen, veterano de mais de 20 anos em estúdios como BioWare, deixou o cargo de chefe da Archetype Entertainment, responsável pelo RPG Exodus. A saída foi divulgada em reportagem poucos dias depois de um novo trailer do jogo ser mostrado no The Game Awards. Ohlen tem créditos em Baldur’s Gate, Knights of the Old Republic, Dragon Age e Anthem, e liderava o estúdio desde 2019. Antes de fundar a Archetype, ele ajudou a criar jogos que misturaram narrativa e combate, ganhando respeito entre jogadores.

Hasbro informou que Ohlen pediu para mudar o foco para jogos de mesa e que vai continuar no projeto como consultor criativo. A empresa também trouxe um executivo experiente para coordenar a divisão digital e dar suporte às equipes de desenvolvimento. A direção do estúdio agora fica mais entregue ao time interno. A companhia afirma que o trabalho de polimento e ajuste está em boas mãos.

Exodus ainda tem janela de lançamento no início de 2027, então há tempo para polimento e ajustes. Mesmo assim, a saída do líder nesta fase chama atenção e deixa dúvidas sobre como a visão do jogo será mantida até o final. O próximo ano será crucial para provar que o estúdio mantém o ritmo sem a liderança original. A comunidade espera que o estúdio mantenha um cronograma claro e atualize os fãs regularmente.

Diablo 4

Jogadores de Diablo 4 descobriram uma montagem de paladino quase totalmente automatizada que faz o trabalho sozinho: você só precisa andar. A base do esquema é uma aura sagrada que incendeia inimigos quando o personagem usa um par de luvas únicas. Além da aura do personagem, é possível invocar lobos e um mercenário, que também herdam a aura, criando várias fontes de dano ao redor.

O resultado é uma equipe inteira focada em auras que deixa um rastro de cinzas. Fora das masmorras de maior dificuldade, basta caminhar até os monstros para queimar tudo. Existem habilidades que aumentam o dano, mas são opcionais; em modos onde os inimigos avançam até você, não há necessidade de apertar botões. A montagem é simples, porque as luvas e as runas para invocar os lobos são relativamente fáceis de obter.

É curioso ver uma configuração tão eficiente sem muita interação, e parte disso vem de um bug que faz o dano do paladino escalar além do esperado. Pode ser que a desenvolvedora ajuste isso na próxima temporada. Ainda assim, a novidade é interessante: com lacaios e aliados carregando a aura, finalmente dá para criar um personagem pensado só em apoiar o grupo. Resta torcer para que a opção não seja completamente eliminada nas próximas correções.

Tekken

Hisako Sakai, uma japonesa de 92 anos, venceu o título de Tekken 8 no torneio bianual voltado a idosos realizado em novembro. Ela superou sete adversários e levou o troféu numa competição que mistura diversão e competição entre veteranos.

O torneio é organizado por uma instituição que promove eventos desde 2019 para incentivar a socialização e o bem-estar mental da terceira idade. As etapas acontecem nas prefeituras de Mie, Gifu e Aichi, e a ideia é expandir para todo o país. A competição atraiu participantes de idades variadas, sendo o competidor mais velho de 95 anos.

As partidas foram transmitidas ao vivo com produção profissional e narração. Depois dos embates há entrevistas rápidas e fichas com estatísticas, além de poses de comemoração. As lutas mostraram domínio técnico simples: muitos jogadores apostaram em repetições e arremessos, mas também surgiram momentos de pura emoção — na final Sakai executa um combo impressionante aos 3:44 do vídeo da partida.

Entre os concorrentes estava Kato Sadayuki, de 74 anos, que jogou com Armor King e chamou atenção pela postura. Sakai, que costuma usar o personagem Cláudio, recebeu o troféu emocionada e disse estar muito feliz. O torneio prova que jogos de luta podem unir gerações e que nunca é tarde para competir e se divertir.

Cena de Doom: The Dark Ages
DOOM

Um experimento curioso com roedores que tenta ensinar ratas e ratos a jogar Doom voltou em versão renovada. Na primeira versão, os animais ficavam suspensos sobre uma bola que girava; esse movimento era traduzido para uma versão bem simplificada do corredor de Doom. Quando faziam o comportamento esperado, recebiam água adoçada. Isso deixou dúvidas se eles realmente ‘jogavam’ ou só respondiam ao reforço.

A nova versão amplia o espaço de ações. O movimento do animal segue sendo mapeado para o jogo, mas agora há uma tela AMOLED curva que cobre mais do campo de visão, aumentando a imersão sem atrapalhar os bigodes. Colisões com paredes são comunicadas por leves sopros de ar no focinho. E o maior avanço: um gatilho que o rato puxa com as patas para atirar. O mecanismo usa molas, um encoder rotativo para detectar o movimento e um motor de passo para devolver o gatilho.

Todo o sistema é externo ao corpo do animal: sensores, rastreamento de movimento, feedback visual e as recompensas que reforçam comportamentos corretos. O projeto original foi o trabalho de um pesquisador, e essa versão contou com colaboração técnica e documentação para abrir o hardware a quem quiser reproduzir.

Nos testes, os animais aprenderam a navegar no ambiente virtual e a acionar o gatilho. A adaptação levou cerca de duas semanas por rato, mas o treino avançado não foi concluído por falta de tempo; validação completa exige períodos maiores. Ainda assim, é justo dizer que hoje ratos conseguem andar e até atirar no Doom, o que abre caminhos para estudos sobre comportamento e imersão.

Cena de World of Warcraft The War Within
World of Warcraft

O pré-patch de Midnight chega em 20 de janeiro de 2026, logo após o encerramento do evento Legion Remix. A atualização permitirá que jogadores criem e testem Caçadores de Demônios elfos do Vazio e outras combinações antes do lançamento oficial da expansão.

A atualização 12.0 trará mudanças significativas nos sistemas do jogo, alterando progressão, balanceamento e opções de criação. A expansão Midnight tem estreia marcada para 2 de março de 2026, quando as novas zonas, masmorras e expedições serão liberadas para exploração. Até essa data, teremos acesso apenas às alterações de sistema e à possibilidade de preparar personagens.

No período do pré-patch, aproveite para criar personagens, experimentar funções e testar builds. Muitos jogadores usam esse tempo para revisar talentos, arrumar profissões e se adaptar às mudanças de combate. Essas ações facilitam a entrada no conteúdo novo assim que as áreas e masmorras forem lançadas. Se você esteve afastado do jogo, aproveite para relembrar rotinas de jogo e testar atualizações sem pressão.

Fique atento às informações oficiais para entender exatamente o que muda já em janeiro e o que só chega em março. Prepare suas rotas de jogo, alinhe a guilda e marque horários de jogo em São Paulo para testar as novidades assim que elas estiverem ativas. Aproveite o período para combinar com amigos e a guilda as primeiras incursões.

Cena de Arc Raiders
Arc Raiders

Jogadores de Arc Raiders tiveram um momento de euforia esta semana quando blueprints raros começaram a cair por todos os cantos logo após a atualização Cold Snap. A festa durou pouco: o estúdio lançou uma correção que reduziu levemente as chances, mas elas ainda continuam maiores do que antes da versão 1.7.0.

Desde o lançamento, blueprints têm sido escassos. Muitos jogadores acharam estranho que armas e gadgets sejam mais fáceis de encontrar do que blueprints para itens simples, como freios de boca. Vários relatos falam de longas horas de jogo com pouquíssimos blueprints, o que deixou a comunidade pedindo mudanças.

Provavelmente a ideia de aumentar as quedas era ajustar essa falta. O estúdio não confirmou ter aumentado as taxas antes, mas informou na correção que as chances foram reduzidas de forma controlada e seguem acima do nível anterior. O ajuste parece um compromisso: menos excesso agora, mas mais chances do que antes da atualização.

Além disso, o estúdio ofereceu créditos premium de cortesia para as festas, suficientes para comprar uma roupa, mas não um pacote completo. Se você procura aquele blueprint do desfibrilador ou quer testar um estilo paramédico, vale a pena voltar a jogar para aproveitar as quedas melhores e resgatar os créditos liberados.

Cena de Fallout 76
Fallout 76

Burning Springs é a nova expansão de Fallout 76. O mapa cresceu para o noroeste e trouxe um clima bem desértico. O produtor explicou em entrevista que a ideia era criar uma área com cara de Wasteland ao estilo de Fallout: New Vegas e Fallout 3. As referências principais foram deserto, deathclaws e saqueadores, e a direção quis amarrar isso com a temporada da série. O resultado é um território arenoso e diferente do restante de Appalachia.

Antes de explorar, fui sequestrado e forçado a lutar na arena do Rei da Ferrugem. Tive que escolher um aliado entre dois prisioneiros; nenhum sobreviveu e acabei lidando com um deathclaw nas costas. Morri duas vezes, mas depois impressionei o Rei e fui libertado. A sensação de combate é tensa e brutal. Depois disso, pude correr livre pelas dunas e ver como o mapa muda a exploração do jogo.

A área tem pontos de interesse como a ‘Cidade da Estrada’ onde vivem ghouls temporários, o drive-in Starlight e Atenas, que o time de desenvolvimento elogiou como muito bem feito. Há grandes trechos vazios entre esses pontos para que cada local mostre sua história. Cuidado com o minigolfe Dino Peaks: deathclaws blindados podem surgir em grupo. Burning Springs entrega visual único e um jeito novo de contar histórias pelo mapa.