#Diablo 4

Diablo 4

A caça ao level da vaca secreta de Diablo 4 ganhou mais uma pista no fim de semana, reacendendo a comunidade que vasculha o game desde o lançamento. Ainda não apareceu a tão sonhada sala das vacas, mas a expansão Lord of Hatred adicionou objetivos obscuros que deixaram a galera no modo detetive.

Para avançar, os jogadores precisam explorar as novas ilhas de Skovos em busca de itens únicos e seguir uma sequência nada óbvia, como localizar um tomo criptografado em uma sala sem marcação. Quando a etapa é concluída, cai um item novo que, até agora, não tem uso confirmado — mas já está sendo dissecado pela comunidade que toca a investigação no modo turbo.

O guia completo exige rodar o mapa inteiro atrás de drops específicos. Em uma das partes, é preciso perseguir um corvo que some e reaparece até largar um crânio; depois, esse crânio deve ser queimado em um braseiro. O jogo não dá feedback claro, então a sensação é de completar tudo no puro feeling e na fé da comunidade.

As novas tarefas são mais elaboradas do que os enigmas vistos no lançamento. Tem caça a inimigos amaldiçoados para montar um set de armadura, mecânica de pesca que leva a um caixão escondido e até um sistema de crafting que mistura relíquias antigas com itens recém-descobertos.

No estágio atual, a cadeia conhecida leva a uma ilha bovina com estátuas humanoides de vaca, mensagens estranhas e uma masmorra de porão isolada. Ainda não existe consenso sobre o próximo passo, mas há sinais de que a busca continua: um popup com portais, um balde de leite interativo, um peixe mítico com referência nostálgica e até uma transmog de capacete do Rei Vaca que ninguém desbloqueou ainda.

Mesmo com datamining pesado, a comunidade ainda não cravou que o mistério acabou. A sensação geral é de que Diablo 4 ainda pode esconder mais uma etapa — ou até a tão esperada revelação do lendário level secreto.

Diablo 4

Diablo 4 chegou ao mercado como um ARPG estranho: metade hack and slash, metade MMO, com um mundo aberto enorme, mas com aquela sensação de vazio. O endgame também demorou para engrenar.

Desde então, a Blizzard foi mexendo em tudo o tempo todo. Entraram chefes de endgame, atividades como The Pit e mudanças grandes em Whispers, Helltides e Nightmare Dungeons. Também teve rework em gear, poder, aspectos e afixos praticamente sem parar.

O que mais me pegou em Lord of Hatred foi perceber que, pela primeira vez, Diablo 4 parece ter encaixado todas as peças. O novo sistema de habilidades abre muito mais margem para montar build: cada skill ganha passivas que podem mudar seu comportamento por completo, inclusive o tipo de dano. Na prática, o jogo deixa de depender tanto de dropar a peça certa e passa a valorizar mais o planejamento na árvore de habilidades.

Para um Necromante, isso é ouro. Dá para transformar Blight em skill de Gelo ou Sangue, converter Blood Surge e Corpse Explosion em Bone, ou até fazer Bone Spirit virar Shadow. Some isso ao sistema de Tempering, que adiciona afixos e reforça o min-maxing, e o sistema de build fica muito mais gostoso de mexer.

Lord of Hatred ainda traz:

  • as novas classes Warlock e Paladin;
  • o Horadric Cube, que abre mais possibilidades de crafting e transmutação;
  • um arco narrativo que fecha a história atual de Sanctuary.

Depois de anos de ajustes e retrabalhos, Diablo 4 finalmente parece estar no ponto. Se você largou o game porque ele nunca “clicou”, talvez valha dar uma última chance.