#Jogos Indie

Unbeatable
Jogos Indie

O aguardado Unbeatable, jogo de ritmo com visual de anime e combate contra um mundo onde música é proibida, não será mais lançado hoje, 6 de novembro. Horas antes do lançamento, a desenvolvedora D-Cell Games encontrou um bug grave que bloqueia a progressão e decidiu adiar para 9 de dezembro. Segundo o desenvolvedor, corrigir o problema sem atrasar a versão de console seria impossível por causa das exigências de certificação, então a equipe optou por empurrar tudo para garantir qualidade. A mudança também evita disputar espaço com lançamentos gigantes como Black Ops 7 e dá tempo para ajustes e ações pré-lançamento. Para quem esperava, é frustrante, mas melhor do que lançar um jogo quebrado, não é mesmo?

THRESHOLD
Humble Bundle

Se você curte aquele frio na espinha, o Humble Bundle tá com um pacote de arrepiar: Indie Fears Bundle, recheado de jogos de terror indie que são pura tensão! O destaque é Mouthwashing, tão intenso que fez crítico precisar deitar depois dos créditos. Tem também o multiplayer insano Buckshot Roulette, o bizarro Who’s Lila?, e o distópico Arctic Eggs, onde você cozinha… bem, coisas nada apetitosas na prisão. Pra completar, pérolas como NO-SKIN, um roguelike simples mas cheio de suspense, e mais títulos como THRESHOLD, ORDER 13, Daemonologie e Massacre At The Mirage. São 13 jogos por US$ 13 (ou R$ 70), um deal absurdo pra quem quer sustos garantidos, mesmo considerando os jogos em promoção, no Steam comprar todos esses jogos não sairiam por menos de R$ 150. E não precisa correr: a oferta vai até o dia 21 desse mês. Bora encarar esse pacote e testar sua coragem?

Jogos de Plataforma

A proposta de Warm Monkey é tão absurda quanto genial. Você começa controlando um único macaco, perdido em meio a uma cidade grande e movimentada. Mas há um detalhe importante: a cada dez segundos, um novo macaco se junta ao grupo.

Seu objetivo? Levar o bando até o mar, atravessando ruas, praças, prédios e tudo que surgir pelo caminho. Parece simples, mas logo fica claro que manter um grupo crescente sob controle é um desafio imprevisível. Com mais membros, vêm mais problemas. O espaço se torna apertado, os caminhos ficam mais difíceis e a sede de todos só aumenta.

A cidade é viva, dinâmica e perigosa. Os carros não param para esperar, obstáculos inesperados surgem o tempo todo e nem sempre os macacos fazem o que você gostaria. A experiência oscila entre momentos de pura estratégia e caos absoluto.

Liderança, estratégia e hidratação obrigatória

Se apenas manter a coesão do grupo já não fosse complicado, há um detalhe crucial: macacos precisam de água. Conforme o bando cresce, a necessidade por hidratação aumenta. Pequenas poças e fontes espalhadas pela cidade são essenciais para a sobrevivência, mas encontrar um reservatório grande o suficiente para um grupo enorme pode ser um verdadeiro pesadelo logístico.

A sede não é a única preocupação. Se um dos macacos do grupo morrer, o jogo segue, mas se o líder for eliminado, outro assume o posto. No entanto, se todos forem derrotados antes de alcançar o mar, é fim de jogo. Isso significa que cada decisão precisa ser calculada. Quem lidera? Onde encontrar abrigo? Qual caminho é mais seguro?

Os desafios ambientais também não facilitam a vida. A arquitetura urbana impõe limitações inesperadas, forçando os jogadores a usarem escadas, pularem vãos e até mesmo escalarem estruturas para escapar de becos sem saída.

O caos controlado e a inteligência artificial imprevisível

Um dos detalhes mais interessantes do jogo está na forma como os macacos se comportam. Apesar de seguirem o líder, eles também demonstram um certo grau de autonomia. Alguns podem se distrair com fontes de água, enquanto outros podem reagir de forma inesperada a eventos do ambiente.

Essa inteligência artificial contribui para momentos hilários e inesperados. Você pode estar tentando atravessar um cruzamento e, de repente, metade do seu grupo decide voltar porque encontrou uma fonte escondida. Essa imprevisibilidade força o jogador a se adaptar rapidamente, garantindo que cada partida seja diferente.

E se tudo parecer perdido, o jogo ainda conta com um modo cooperativo para até quatro jogadores. Aqui, a comunicação se torna essencial, pois manter o grupo unido exige esforço dobrado.

Estética única e ambientação cativante

Visualmente, Warm Monkey aposta em um estilo pixel art minimalista, mas cheio de personalidade. A cidade não é apenas um cenário genérico; ela tem identidade própria, misturando arquitetura moderna com elementos urbanos inesperados.

A paleta de cores e o design isométrico criam um ambiente nostálgico, remetendo a clássicos do passado, mas com um frescor moderno. Já a trilha sonora complementa perfeitamente a experiência, alternando entre sons urbanos e faixas que intensificam a sensação de urgência e descoberta.

Vale a pena jogar?

Definitivamente. Warm Monkey não é um jogo convencional e talvez por isso mesmo seja tão cativante. Ele exige planejamento, improviso e, acima de tudo, paciência para lidar com o caos.

Se você gosta de desafios inusitados, onde cada jogada pode tomar um rumo completamente diferente, esse jogo é um prato cheio. Seja liderando um pequeno grupo em uma jornada tranquila ou comandando um verdadeiro exército de macacos em uma fuga desesperada, cada partida tem seu próprio ritmo e surpresas.

E a grande pergunta que fica: será que você consegue levar todos ao mar? Ou vai sucumbir ao caos da selva urbana?