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Cena de Fallout 4
Bethesda

A Bethesda lançou ontem o Fallout 4—Creations Bundle, parte das comemorações de 10 anos, trazendo 150 itens criados pela comunidade por cerca de R$92,65. No entanto, jogadores relatam problemas graves com o pacote e o conteúdo.

No momento da redação, Fallout 4—Creations Bundle tinha na Steam uma avaliação majoritariamente negativa, com 124 análises, algo incomum para um simples pack de ativos. Enquanto alguns criticam o preço e o conteúdo, que pareceria apenas uma reembalagem de itens já disponíveis no Creations Store, a maior parte das reclamações é de que o bundle não funciona.

Um usuário descreve que o jogo trava ao tentar instalar conteúdo do Creation Club e fica preso em um ciclo de inicialização e fechamento, tornando impossível até mesmo usar o Gerenciador de Tarefas ou o Steam para forçar o fechamento. Outro comenta que o bundle deixa o jogo mais instável e que fechar o jogo vira um pesadelo para o PC.

O problema parece vir, em parte, de dificuldades de conexão com a loja da Bethesda, com várias avaliações mencionando problemas de carregar o menu de criações. Mesmo quando funciona, nem todas as criações aparecem no bundle, levantando a suspeita de conteúdos ausentes.

Essa bagunça remete a edições passadas e às promessas de patches da Bethesda, que já avisou que atualizações poderiam impactar mods. O que você quer ver na próxima atualização?

Steam
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Uma pesquisa recente mostrou que 72% dos desenvolvedores (a maioria deles em cargos executivos) consideram a Steam um monopólio, e isso gerou discussão em todo canto da internet. Michael Douse, diretor de publicação da Larian, entrou na conversa no X para alfinetar os concorrentes da Steam, dizendo que a plataforma não oferece “um serviço de merda definido por indicadores de desempenho para acionistas públicos”. O argumento dele faz sentido: a Valve é uma empresa privada, ou seja, não está na bolsa de valores e não tem investidores cobrando lucros trimestrais e exigindo que a empresa corra atrás de qualquer tendência passageira. Diferente da Epic, Amazon, Ubisoft ou EA, a Valve só precisa responder para o presidente Gabe Newell, que está ocupado comprando empresas de iates. Se a Valve tivesse acionistas, provavelmente já teríamos algum chatbot de IA horrível integrado na loja. A Epic Games Store não tem isso mais porque não dá lucro do que por consciência corporativa. Mas a pergunta que não quer calar: o que acontece quando Newell não estiver mais no comando? Douse não parece otimista – respondeu que “um mundo pós-Gabe é aterrorizante”. A preocupação é real: será que os sucessores vão abrir a empresa para acionistas sedentos por lucro e destruir o serviço onde construímos nossas bibliotecas?