Artigos por Autor: bruno
Se você já sabe cada corredor de memória, pode esquecer: Resident Evil 4 Remake mexe no mapa e faz você andar com mais cautela. O jogo abre espaço para novas rotas, salas e trechos que não existiam do jeito que a gente lembrava. Isso vale tanto para a campanha do Leon S. Kennedy quanto para a da Ada Wong, o que ajuda a deixar as duas experiências com cara própria, e não só “mais do mesmo”.
O que mais senti na prática é o ritmo dos combates. Em Resident Evil 4 Remake, os encontros parecem mais agressivos e apertados, com inimigos te pressionando de vários ângulos e menos tempo para respirar. Até quando você acha que está seguro, aparece mais um grupo para te forçar a gastar munição, faca e cura.
Para mim, essa é a melhor mudança: o remake não depende só de nostalgia. Ele te pega pela surpresa e te obriga a jogar melhor, principalmente quando o caos estoura em espaços novos e mais fechados.
A atualização de março de 2026 do Amazon Luna já chegou para quem tem assinatura Prime, e a seleção desse mês está com cara de “chama os amigos e perde a noção do tempo”. O foco aqui é multiplayer e jogo leve de festa, do tipo que funciona bem tanto em coop quanto em sofá.
Pra mim, o destaque é Lara Croft and the Temple of Osiris, que continua sendo uma ótima pedida quando a galera quer ação rápida e coop para até quatro pessoas. E sim, Lara Croft and the Temple of Osiris é daqueles jogos que você abre “só pra uma fase” e quando vê já foi a noite inteira.
Também entram opções mais tranquilas e familiares, como The Game of LIFE 2, além de Overcooked!, Wobbly Life e House of Golf 2. Quem curte campanha e clima mais tenso ainda tem Mortal Shell e ClayFighter no pacote da nuvem.
Fora do streaming, março ainda traz resgates de PC em lojas diferentes, com nomes grandes como Total War: Rome II – Emperor Edition e Total War: Three Kingdoms em datas separadas ao longo do mês.
A Bandai Namco anunciou Sword Art Online: Echoes of Aincrad, um novo RPG de ação que aposta forte na ideia mais legal da franquia: você não controla um herói pronto, você entra no jogo como um avatar criado por você. Isso muda bastante o clima, porque a história fica mais “sua”, com decisões e evolução do personagem fazendo mais sentido dentro desse mundo de risco constante.
Em Sword Art Online: Echoes of Aincrad, a exploração promete variar bem, com cidades, áreas abertas e masmorras cheias de segredos. O combate é em tempo real e bem rápido, com foco em montar build do seu jeito: armas, equipamentos, atributos e habilidades especiais. Outro ponto importante é o parceiro NPC, que também pode ser ajustado e fica mais forte conforme o vínculo cresce, liberando novas habilidades.
O jogo chega em 10 de julho no PC (Steam). Se o sistema de personalização for realmente profundo, pode ser o SAO mais divertido em anos.
Women’s History Month é uma boa desculpa pra sair do “mesmo de sempre” e jogar histórias guiadas por mulheres. Minha dica principal no PC é Control Ultimate Edition: tiroteio gostoso, poderes absurdos e uma protagonista que segura a narrativa sem precisar de drama barato. E sim, Control Ultimate Edition fica ainda melhor de fone, pela vibe estranha do prédio.
Se você quer variar, aqui vão mais cinco que valem o tempo:
- Horizon Zero Dawn Complete Edition: mundo aberto bonito e combate com máquinas que vicia.
- Hellblade: Senua’s Sacrifice: curto, pesado e imersivo, do tipo que você termina em silêncio.
- Life is Strange: True Colors: escolhas simples, mas personagens que grudam.
- Celeste: plataforma difícil na medida, com mensagem honesta.
- A Plague Tale: Innocence: tensão constante e uma dupla que funciona.
O melhor é que nenhum deles depende só da “representação”: são jogos bons de verdade, com gameplay e história que se sustentam. Se eu tivesse que escolher um pra começar hoje, seria Control Ultimate Edition.
A próxima onda de “age assurance” está chegando nos games, e não é só aquele aviso de “tenho mais de 18”. A ideia é provar a idade de verdade, com checagem de documento, cartão, operadoras ou até estimativa por selfie. Isso tende a virar padrão em lojas, chats, servidores e jogos com conteúdo mais pesado.
Para quem joga no PC, o impacto pode ser bem chato: mais etapas para criar conta, liberar chat por voz, acessar mods e até entrar em comunidades. Em jogo free-to-play, onde você troca de conta fácil, pode acabar a festa. Ao mesmo tempo, dá para entender o motivo: menos criança em ambiente tóxico e menos adulto empurrando conteúdo errado para menor.
O problema é o custo e a privacidade. Eu não curto a ideia de ter que “me identificar” para jogar algo offline ou para acessar um menu. Se isso for mal implementado, vira só barreira e vazamento esperando acontecer.
Quem ainda sobe a Tower of Barbs em Let It Die já pode se preparar: em agosto, o jogo vai desligar todos os recursos online. Isso inclui modos e serviços que dependem do servidor, então a experiência fica bem mais “solo” do que muita gente lembra.
Na prática, Let It Die deve continuar abrindo e rodando, mas coisas como eventos, trocas, rankings e qualquer forma de interação que puxe dados da rede deixam de funcionar. Se você curte o loop de farm e montagem de build, é hora de gastar moedas, finalizar pesquisas e guardar o que for importante antes do corte.
- Revise seu inventário e materiais.
- Use itens e bônus que ficam presos ao online.
- Feche objetivos que dependem de eventos.
Eu gosto de Let It Die justamente pelo clima estranho e pela escalada tensa, mas tirar o online diminui o “caos compartilhado” que deixava cada sessão imprevisível. Ainda assim, como roguelike de escalada, ele pode virar um bom jogo de arquivo para quem quer revisitar essa fase maluca da Grasshopper.
Essa missão de Perimeter parece simples, mas costuma dar errado quando você tenta “baixar” os arquivos sem controlar o terreno e a linha de energia. Em Perimeter, esses downloads não são só clicar e pronto: você precisa manter o ponto seguro e alimentado tempo suficiente.
Primeiro, ache os dois terminais de dados no mapa (um do levantamento geológico e outro do relatório de botânica). Eles ficam em estruturas marcadas como objetivo. Antes de iniciar qualquer download, limpe os arredores e estabilize o terreno para não perder construção por falta de energia.
- Expanda sua zona de energia até o terminal e conecte com uma rota segura.
- Construa defesa perto do ponto e mantenha unidades de resposta rápida por perto.
- Inicie o download e não abandone o local: se a conexão cair, o progresso pode parar ou reiniciar.
- Repita o processo no segundo terminal.
Na prática, eu sempre faço o geológico primeiro, porque ele costuma ficar mais exposto. Quando você trata isso como “segurar posição”, Perimeter flui bem melhor.
A Elgato mexeu no Stream Deck Mobile e deixou o app bem mais útil para quem joga e faz live. Agora dá para montar páginas de atalhos, controlar OBS, Discord, Spotify e até macros de teclado sem precisar comprar um Stream Deck físico logo de cara. Para muita gente isso torna o “Stream Deck grandão” menos tentador, porque um celular velho ou tablet já vira um painel de comandos.
Na prática, é uma ótima porta de entrada: você testa seu fluxo, entende o que realmente usa e só depois decide se vale pagar pelo hardware. Eu curti a ideia, principalmente para quem joga competitivamente e quer hotkeys limpas para mutar mic, trocar cena ou ajustar áudio no meio da partida.
Mesmo assim, botão físico ainda ganha. Toque em tela erra fácil quando a mão está suada e a adrenalina sobe. Se você vive de stream, o Stream Deck dedicado segue sendo o caminho mais seguro. Para o resto, o app resolve e sobra.
Ver notícia bizarra sobre estúdio tomando decisão ruim até poderia virar meme, se não tivesse um detalhe pesado por trás: tem cada vez mais desenvolvedor perdendo o emprego. E isso não é só “problema de empresa”. Isso bate direto no que a gente joga.
Quando uma equipe é cortada no meio do caminho, o jogo não some, mas muda. Conteúdo é cancelado, atualizações atrasam, bugs ficam mais tempo soltos e ideias boas morrem na planilha. Também rola um efeito dominó: gente experiente sai do mercado, projetos novos ficam mais tímidos e o risco vira inimigo. No fim, sobra mais remake seguro, mais live service apressado e menos jogo diferente.
Como gamer, eu sinto que essa conta já está chegando faz tempo. A gente vê lançamento cru, promessa grande e entrega pequena. E não adianta fingir que é “normal”: sem gente bem tratada e com tempo, não existe jogo bom de verdade.
A gamescom latam já era grande, mas em 2026 ela vai jogar pesado no lado business. Serão cinco dias focados em negócios, de 29/04 a 03/05, com 90 horas de conteúdo B2B. O evento abre dois palcos só para isso: gamescom latam connect 1 e connect 2, com painéis e mesas-redondas sobre desenvolvimento, publicação, investimento e distribuição.
Na lista de empresas confirmadas aparecem nomes que qualquer gamer reconhece: Atari, Blizzard Entertainment, Riot Games, Sony Interactive Entertainment, Microsoft, Xbox Game Studios, Krafton, Gearbox Software, Crystal Dynamics, Raw Fury e Kepler Interactive. Na prática, isso aproxima estúdios e profissionais daqui dos centros que realmente fecham contrato e bancam projeto. A edição anterior já falava em US$ 150 milhões em acordos na mesa.
Os ingressos B2B entram na reta final do Early Bird até 9 de março, com opções online, presencial (com Preview Day em 29/04) e VIP. Curti também o Start Pro: quem vai no público geral em 30/04 ou 01/05 pode fazer upgrade e ver o conteúdo executivo. Para mim, é o tipo de ponte que o mercado local precisava.
A Temporada 2 Recarregada chega em 11 de março e, sinceramente, é uma daquelas atualizações que dá vontade de chamar a squad e testar tudo na hora. O grande chamariz é o Black Ops Royale, um Battle Royale gratuito em Avalon com pegada clássica de Blackout: cair “pelado”, lootear rápido e brigar até sobrar um time. Em Call of Duty: Black Ops 7, isso tem cara de modo que vai roubar tempo do multiplayer por um bom tempo.
No Warzone e no novo modo, rolam mudanças de Vantagens (Momentum, Berserker e Hunter) e o evento Fim da Jornada puxa você para Zonas de Pesadelo, com Ruptura de Falha, ondas de inimigos e briga contra o Glitch Boss. Se você curte montar arma forte, o Exotic Fabricator é o tipo de recurso que vicia.
- Multiplayer: Torque e Cliff Town (o antigo Yemen), além de Mission: Peak no 20v20; Grind e Firing Range retornam.
- Modos: Provação e Infectado.
- Zumbis: mapa com loop temporal, Cão Radioativo e a volta da Blundergat.
Se Call of Duty: Black Ops 7 mantiver o ritmo, essa meia temporada tem tudo para ser a mais divertida até agora.