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JRPG

Já parou para pensar quantos tipos de missões existem em um RPG? Em entrevista, um dos criadores de Fallout explicou que existem nove categorias principais. Um detalhe curioso: assassinato é diferente de matar — o primeiro pede eliminar uma pessoa específica, enquanto o segundo exige eliminar um número de inimigos genéricos.

As outras categorias são diretas. Buscar pede ir a um local e pegar um item; coletar exige reunir certa quantidade de objetos; entrega é levar algo a alguém, como em Death Stranding. Escolta obriga a proteger e acompanhar uma pessoa, algo presente em The Last of Us. Conversa pede convencer um NPC. Quebra-cabeça envolve enigmas no cenário. Missões com tempo limitado costumam ser mal recebidas pelos jogadores e muitas vezes aparecem como um modificador em outras tarefas.

Mais tipos de missão aumentam a liberdade do jogador. No Fallout original, por exemplo, salvar uma personagem pode ter soluções de combate, persuasão, negociação ou suborno, cobrindo várias categorias ao mesmo tempo. O problema é que suportar muitas categorias pede mais trabalho de design, código e arte. Com orçamento apertado, adicionar variedade pode reduzir recursos para testar e ajustar, o que pode aumentar bugs. Menos tipos pode significar menos problemas, mas também menos opções para o jogador.

RTX 5070 Ti pode estar morta: estoques sumiram e produção não volta por falta de memória
Asus

Uma confusão sobre o futuro das placas GeForce RTX 5070 Ti e RTX 5060 Ti 16 GB começou depois que um canal de tecnologia afirmou que a Asus teria colocado esses modelos como fim de linha. A Asus divulgou um comunicado esclarecendo que as placas não foram descontinuadas e que não há planos para interromper as vendas. A empresa diz que informação incompleta causou o mal-entendido.

O problema real é a falta de memória, que tem atrapalhado a produção e a reposição em alguns mercados. Isso tornou as placas mais difíceis de encontrar no varejo, mas a escassez não significa aposentadoria. Há mudança de prioridade na fabricação e maior foco em enviar unidades para montadoras e clientes corporativos, o que reduz a oferta para quem monta PCs por conta própria.

Outros fabricantes também afirmaram que não têm planos de encerrar modelos. Na prática, quem procura uma RTX 5070 Ti hoje pode ter dificuldade de achar o modelo por um preço justo. Mesmo sem fim de linha oficial, a baixa produção e a prioridade a outros clientes podem fazer com que essas placas pareçam “mortas” nas lojas por um tempo. A Asus garante que vai manter suporte e trabalhar com parceiros para normalizar o fornecimento.

Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties
Yakuza Kiwami 3

Ryu Ga Gotoku Studio montou um modo roguelite usando elementos já conhecidos da série Like a Dragon para Yakuza Kiwami 3: Dark Ties. A principal novidade é a Hell’s Arena, um clube de luta subterrâneo com andares gerados aleatoriamente. O objetivo do modo é repetir corridas para liberar armas, aliados e melhorias permanentes.

A expansão coloca Yoshitaka Mine como protagonista. Mine tem um estilo de luta ágil e um golpe que o faz saltar sobre os inimigos para atingir outros, ideal para avançar rápido. Mine passa boa parte da campanha ajudando pessoas da cidade, mas o modo roguelite pode facilmente roubar seu tempo.

Hell’s Arena tem duas variações: Brawler Hell, uma luta em jaula, e Survival Hell, que adiciona um cronômetro e tensão maior, com espectadores mascarados e minibosses. Se você morrer numa corrida, perde o que ganhou, mas desbloqueia atalhos para futuras tentativas.

  • Armas de Sobrevivência desbloqueáveis, com efeitos como cura ou congelamento
  • Mercenários desbloqueáveis para levar às lutas, cada um com bônus próprios
  • Evangelhos — tesouros permanentes que aumentam atributos
  • Itens aleatórios que renovam usos de armas ou aumentam ganhos temporariamente
  • Vários níveis de dificuldade e chefes de fase
  • Loja que vende músicas de outros jogos da SEGA

O combo de combate ágil de Mine, a variedade de armas e aliados e o sistema de risco versus recompensa tornam o modo perigoso e viciante. Mesmo com tudo já desbloqueado, a dificuldade mais alta pode derrubar você rápido. Se perder muito, basta reduzir a dificuldade e voltar à Arena.

Kouji Okada
Compile Heart

Kouji Okada, cofundador da Atlus e cocriador de Shin Megami Tensei e Persona, está de volta ao desenvolvimento de jogos depois de 16 anos. Ele agora trabalha com o estúdio Compile Heart em um novo “RPG escolar” junto de veteranos da Atlus.

O estúdio descreve o projeto como a mensagem de Okada para a próxima geração. Um site de teaser foi lançado com um trailer de tom sci‑fi e leve horror. Ainda não há nome nem janela de lançamento, mas a apresentação completa sai em 29 de janeiro.

Ao lado de Okada está o roteirista Tadashi Satomi, ligado a títulos como Persona 2 e Digital Devil Saga, e o compositor Tsukasa Masuko, presente nos primeiros JRPGs da Atlus. A equipe reúne autores que já trabalharam em jogos de tom psicológico e surreal.

Okada ajudou a criar o tom das primeiras histórias de Persona e trouxe elementos como a fusão de personagens e o cenário escolar desde o início. Ele não participou de jogos posteriores que mudaram certas mecânicas, como Persona 3 e seu sistema social.

Para quem gosta de JRPGs surreais em colégios japoneses, a notícia é animadora. Além deste projeto, há movimentação em torno de relançamentos e de uma nova sequência da franquia Persona, o que promete um ano interessante para o gênero.

Sonic

Sonic completa 35 anos em 2026 e a SEGA já deu o pontapé inicial nas comemorações. Desde sua estreia em 1991, o personagem virou referência em jogos e também ganhou filmes, séries, músicas e uma avalanche de produtos. Para marcar a data, a empresa lançou um trailer de aniversário que revisita momentos marcantes da franquia e anima a comunidade.

Ao longo do ano, a SEGA vai promover diversas ações: conteúdos digitais que mostram a evolução de Sonic por décadas, encontros de fãs, parcerias com marcas para mercadorias em edição limitada, exposições temporárias e mostras de arte em museus, concertos ao vivo com trilhas da série e um podcast narrativo inédito. A proposta é oferecer experiências diferentes para públicos variados, dos colecionadores aos jogadores casuais.

Em comunicado, a SEGA diz estar orgulhosa e descreve o marco como uma chance de olhar para o futuro da franquia, além de celebrar o passado. A empresa quer reunir a comunidade global e criar eventos memoráveis durante 2026. Detalhes sobre datas e locais serão divulgados aos poucos.

Fãs que quiserem participar devem ficar atentos aos canais oficiais da SEGA para não perder anúncios e pré-vendas de itens limitados. As celebrações devem trazer novidades para quem acompanha Sonic há décadas e para quem está chegando agora.

Nvidia
Nvidia

A NVIDIA liberou hoje o DLSS 4.5 Super Resolution para todos os usuários do app NVIDIA. O novo modelo transformer de 2ª geração traz qualidade de imagem superior e já está disponível em mais de 400 jogos e aplicativos para todas as GPUs GeForce RTX. A atualização chega pelo app NVIDIA e pode ser instalada automaticamente ou manualmente.

O modelo usa cinco vezes mais poder de computação que o original e foi treinado com um conjunto de dados maior e de alta fidelidade. Testes na versão beta apontaram imagem mais nítida e boa estabilidade, especialmente nos modos DLSS Performance e Ultra Performance. A NVIDIA também anunciou que DLSS 4 com Multi Frame Generation já roda em mais de 250 jogos, incluindo títulos como 007 First Light, Phantom Blade Zero, PRAGMATA, Resident Evil Requiem, Active Matter, Screamer e DEFECT.

Dois jogos ganham DLSS esta semana: StarRupture e LET IT DIE: INFERNO. Além disso, o app ganhou a versão 11.0.6 com melhorias em ajustes de monitores, nomes completos em Advanced Optimus, um modo de depuração que remove overclock até reiniciar o sistema e uma opção de desenvolvedor. Para quem cria jogos, há atualizações de SDK: plugins para DLSS 4.5 Super Resolution, RTX Neural Texture Compression, expansão do NVIDIA ACE para modelos menores e melhorias no Nsight Graphics 2025.5. No geral, é uma atualização focada em desempenho, qualidade de imagem e ferramentas para desenvolvedores.

PUBG

A KRAFTON anunciou sua estratégia para 2026 na KRAFTON LIVE TALK, realizada em 15 de janeiro. O CEO CH Kim disse que a prioridade é criar uma ‘Grande IP de Franquia’ capaz de gerar crescimento sustentável. Para isso, a empresa vai apostar em três ações principais: aumentar o investimento em produções próprias, ampliar o volume de publicações e otimizar a alocação de recursos. O objetivo é ir além de um único jogo e explorar novos gêneros, formatos e serviços.

Em 2025 a KRAFTON reforçou sua liderança criativa, contratando 15 talentos-chave e adotando equipes menores para desenvolver jogos de forma mais ágil. Hoje são 26 projetos em produção, e 12 títulos têm lançamento previsto nos próximos dois anos, incluindo Subnautica 2, Palworld Mobile e NO LAW. Cada jogo começará em mercados com bases de fãs bem definidas, para validar rapidamente seu potencial.

IPs já estabelecidas também serão escaladas. inZOI e MIMESIS, lançados em Acesso Antecipado, venderam mais de um milhão de cópias cada e criaram comunidades fortes. A KRAFTON planeja ampliar inZOI com simulação por IA e conteúdo gerado pelos usuários, enquanto MIMESIS seguirá como referência no gênero de terror cooperativo.

O plano para PUBG foca em transformar a franquia em uma plataforma de conteúdo. Haverá mais ferramentas de UGC no estilo sandbox, melhorias de movimento e novos modos de jogo. Versões mobile e multiplataforma e títulos como PUBG: Black Budget e PUBG: BLINDSPOT vão testar a expansão do universo PUBG para novos gêneros e públicos.

Marathon

A Bungie publicou um vídeo da equipe de desenvolvimento sobre Marathon, seu jogo PvPvE de extração e sobrevivência. Nele, os jogadores são Corredores biocibernéticos que exploram a colônia perdida de Tau Ceti IV em busca de recursos, enfrentando tropas de segurança hostis, Corredores rivais e ambientes inóspitos. O vídeo explica como os Corredores transferem a consciência para armações — corpos especializados que determinam capacidades, mobilidade e resistência em cada partida.

Os comentários mostram as várias formas de jogar com cada armação e como personalizar seu estilo com núcleos, implantes, armas, mods e outras opções. Há uma descrição detalhada das armações e seus arquétipos: Destruição, Assassino, Reconhecimento, Vandalismo, Rapina, Triagem e ROOK. Cada armação traz papéis diferentes, como causar dano, agir na sombra, coletar informações, causar caos em combate, adquirir itens, dar suporte médico ou explorar zonas perigosas.

O vídeo é uma boa referência para quem quer planejar builds e entender como as escolhas mudam o ritmo das partidas. As armações oferecem variedade tanto para jogadores solo quanto para esquadrões, e a personalização permite ajustar seu papel sem perder a identidade do estilo escolhido. Vale assistir para ver quais combinações funcionam melhor em Tau Ceti IV.

Cena de Pathogenic
Pathogenic

Pathogenic pega a ideia do estágio celular de Spore e transforma em um jogo próprio. Em vez de um microbe banal, você é um parasita que invade um corpo humano e enfrenta anticorpos como inimigos. A ação lembra um twin-stick shooter: controlar a criatura é responsivo e tem uma sensação de natação que combina com o ambiente viscoso.

O grande trunfo é a customização. Fora dos combates, você abre um editor e encaixa organelas nos nós do corpo do bicho, mudando como atira, como se move e quais bônus ativa. Inimigos fortes deixam novas peças; com DNA roubado você pode evoluir para formas inteiras diferentes, cada uma com estatísticas e layout próprios. Em uma das minhas corridas, meu blob virou uma ‘água-viva da morte’ com tentáculos e um jato de ácido; certos acertos aumentavam o dano, errar reduzia, o que força tiros mais precisos em vez de spray.

O jogo também acerta no design de roguelike: a interface é discreta e mantém mapa, munição e organelas relevantes sempre visíveis. Você pode teleportar instantaneamente para salas já limpas, o que facilita explorar sem perder tempo. O demo está disponível e, mesmo em desenvolvimento, já mostra polimento e ideias sólidas. Se você sente falta do que Spore tentou, Pathogenic é uma reimaginação interessante que vale testar.

Cena de Clair Obscur: Expedition 33
Clair Obscur: Expedition 33

Clair Obscur: Expedition 33 segue colecionando prêmios. Depois de dominar a última edição do The Game Awards, o RPG francês recebeu oito indicações ao Game Developers Choice Awards — ficando de fora apenas da categoria Impacto Social. As nomeações cobrem áreas técnicas e criativas, incluindo Áudio, Estreia, Design, Inovação, Narrativa, Tecnologia, Arte Visual e Jogo do Ano.

O jogo tem chamado atenção pela mistura de combates em tempo real e por turnos, algo que alguns críticos consideram muito ousado: há quem elogie a inovação e quem ache a junção fora de sintonia. O elenco também conquistou público; o ator Charlie Cox recebeu uma indicação por performance vocal, mas ele mesmo atribuiu muito do crédito ao trabalho do ator de captura de movimento Maxence Cazorla.

Desenvolvido pelo estúdio Sandfall Interactive em sua estreia, o jogo já vinha de uma sequência impressionante de vitórias em premiações importantes, e a equipe admite sentir pressão para o próximo projeto, mas pretende seguir seus instintos. Na corrida do GDCA, Ghost of Yōtei aparece na sequência com cinco indicações, e Blue Prince soma quatro.

Os vencedores do GDCA serão anunciados nas próximas cerimônias, e agora resta ver se Clair Obscur confirma o favoritismo também entre desenvolvedores. Até o presidente da França fez uma menção pública, o que reforça o orgulho nacional em torno do jogo.

Cena de Arc Raiders
Arc Raiders

O evento Cold Snap em Arc Raiders acabou e deixou números curiosos. Entre os 12,4 milhões de jogadores que compraram o jogo, apenas 1 milhão conseguiu servir o Banquete Candleberry, cerca de 8% do total. Isso pode ser por Candleberries serem difíceis de encontrar ou por pouca gente ter se interessado em completar a tarefa.

Durante o evento houve muita brincadeira: 95 milhões de bolas de neve foram lançadas. Mesmo assim, as bolas só causavam cerca de um ponto de dano por acerto. No total, apenas 10.577 derrotas foram atribuídas a elas, com 91 jogadores sendo nocauteados por bolas de neve, número menor do que se esperava.

Houve também 2,9 milhões de fogos de artifício acionados e 9,2 milhões de estalinhos arremessados. Mas o fator mais letal acabou sendo o frio: 3,5 milhões de jogadores foram nocauteados por hipotermia. Se você ficou do lado de fora sem itens de cura, a situação podia ficar complicada.

Mesmo curto, o Cold Snap agradou boa parte da comunidade. Um jogador nas redes sociais comentou que o evento deveria ter durado mais, porque o jogo fica vazio sem mais eventos secundários. Agora o foco vira para possíveis eventos futuros, como um pântano tóxico ou até uma erupção vulcânica.