Um criador de conteúdo resolveu rodar Factorio usando disquetes de 3,5 polegadas. Em vez de instalar o jogo no disco rígido, ele usou 1.250 disquetes antigos. Cada disquete tem cerca de 1,5 MB. Factorio ocupa entre 1 GB e 1,5 GB quando instalado, então o desafio ficou gigante.
Para fazer isso funcionar, o criador escreveu um sistema de arquivos próprio em Rust chamado Fluster. O sistema divide cada disquete em blocos de 512 bytes, com 2.880 blocos por disco. Quatro bytes de cada bloco ficam para a soma de verificação e há ponteiros que indicam o número do disco e o número do bloco. No início ele tentou no Windows, mas migrou para Linux por causa de problemas com suporte ao sistema de arquivos e passagem de USB.
Nos testes iniciais, escrever mil arquivos pequenos causou quase meio milhão de trocas de disquete. Depois de tentar várias estratégias de cache, o criador reduziu isso para cerca de 1.500 trocas para carregar o jogo. Ele limpou todos os 1.250 disquetes manualmente, com 10% de falhas no processo, e colou 2.000 adesivos personalizados.
Sobre custos, 10 disquetes custavam cerca de R$120 e, no total, os disquetes somaram cerca de R$13.000. Um arranjo com um drive para cada disquete custaria mais de R$52.000 e foi descartado. Carregar o jogo leva mais de uma semana trabalhando do amanhecer ao anoitecer, mas partidas salvas conseguem abrir e ele conseguiu completar o jogo em menos de nove horas. O código do Fluster foi liberado como código aberto em um repositório público. É um projeto que mistura paciência, programação e criatividade.
The Elder Scrolls Online está mudando a forma como recebe atualizações. Os desenvolvedores abandonaram o ciclo anual de “capítulos” e passam a trabalhar por temporadas. A ideia é ter mais liberdade para corrigir problemas e melhorar a jogabilidade sem esperar 18 meses por cada grande lançamento.
Em entrevista, a produtora executiva e o diretor falaram que montaram uma equipe dedicada para ouvir a comunidade e resolver reclamações antigas. Atualização 49 já começa a tratar várias queixas de longa data, como o tempo para treinar montarias. Em vez de esperar tudo perfeito, o estúdio vai liberar mudanças em partes e continuar trabalhando nas falhas.
Uma das mudanças práticas mais aguardadas é o sistema de reatribuição de pontos (respec), que permitirá refazer a build com um clique e sem custo em moeda do jogo. Isso facilita testar novas builds, especialmente com o sistema de subclasses que buscou aumentar a variedade. A nova mentalidade também tira a rigidez do planejamento, dando permissão para testar e ajustar sem seguir um roteiro fixo.
Os responsáveis evitam prometer tudo de uma vez, mas se mostram otimistas. A meta é tornar o jogo mais sólido para durar muitos anos, corrigindo experiências fundamentais e ouvindo os jogadores. Se tudo correr bem, ESO pode reencontrar o ritmo e oferecer mais liberdade para quem joga.
Talystro é um roguelike deckbuilder que vira tudo do avesso: aqui o objetivo não é fazer o número maior, e sim acertar o número certo. Você controla um rato que enfrenta inimigos que são apenas números — de 1 até mais de 50. Para derrotar um inimigo, é preciso montar um ataque que dê exatamente aquele valor. Um 11 só é vencido por um 11; um 23 só por um 23. Isso transforma cada combate num problema de precisão, não de força bruta.
Cada rodada você rola um conjunto de dados e compra cartas. Os dados são encaixados em espaços nas cartas, e cada carta pode somar ou subtrair valores. Todas as cartas com dados ativos formam seu total de ataque; quando estiver do jeito que quer, você lança o ataque. Com limites de dados e espaços por turno, o desafio é usar o que tem sem gastar demais. A sensação é de resolver um quebra-cabeça num tempo apertado, buscando a solução mais eficiente para cada fila de inimigos.
Outro ponto legal é que cada encontro é uma fila: ao matar um inimigo, outro entra em modo ‘idle’ e só começa a agir na rodada seguinte. Isso permite planejar eliminações em cadeia e conservar recursos. O visual é inspirado em desenhos antigos, dando personalidade ao jogo. A versão que joguei ainda tem arestas na interface e não tem data de lançamento, mas há previsão de demo pública em breve; vale ficar de olho e adicionar na wishlist se quiser testar.
Meu hábito de correr de cabeça em grupos de lobos e esqueletos em Hytale me obrigou a aprender a reparar cedo. Armas e armaduras novas me deixam confiante demais, e já deixei itens com durabilidade zero mais de uma vez.
Felizmente, é fácil consertar ferramentas e armas se você tiver alguns recursos extras. O menu de reparo fica meio escondido, então pode levar um tempo para achar. Aqui vai um guia rápido e a lista de materiais para reparar equipamentos com pouca durabilidade.
Você cria um Kit de Reparo na Bancada de Trabalho Nível 1 (ou superior). A opção está na segunda aba, no canto superior esquerdo — eu cheguei a confundir o ícone com um pedaço de ferro. Equipe o Kit de Reparo na barra de atalho e selecione o item que quer consertar na nova janela.
Use os kits com moderação. Hytale não permite consertar tudo andando até qualquer bancada, e os materiais para fabricar kits somam rápido. Evite reparar itens com 90% de durabilidade; guarde os kits para quando estiverem perto de quebrar.
Materiais necessários para fazer um Kit de Reparo:
- 2 retalhos de linho
- 1 lingote de ferro
- 1 couro leve
Retalhos de linho caem de vários inimigos na Zona 1. Eu consegui muitos matando Skeleton Fighters, Goblin Scrappers e tipos de Trork. Esqueletos patrulham campos na superfície; goblins aparecem no subsolo; Trork ficam em vilas.
Lingotes de ferro são mais difíceis de conseguir. Refine minério de ferro no Forno Nível 1 e use gravetos como combustível para produzir lingotes.
O couro leve também exige dois passos. Colete pele leve de coelhos, porcos, ratos e outros animais pequenos. Para transformar a pele em couro, construa um Suporte de Secagem Nível 1 e coloque a pele nele.
Dica: priorize reparar as armas e armaduras que você usa mais, assim os kits rendem mais.
A Ubisoft anunciou um novo corte nos seus estúdios da Suécia. Em comunicado, a empresa informou que uma proposta de reorganização pode afetar cerca de 55 vagas em Malmö (Massive Entertainment) e em Estocolmo (Ubisoft Stockholm). A mudança vem após o programa de saída voluntária lançado no outono de 2025, que não reduziu a equipe o suficiente.
A empresa diz que a reorganização ocorreu depois da finalização do plano de longo prazo e de ajustes na equipe, que deram mais clareza sobre a estrutura necessária para o trabalho dos estúdios. Massive Entertainment é responsável por The Division, Star Wars Outlaws e Avatar: Frontiers of Pandora. Ubisoft Stockholm trabalha em um jogo ainda não anunciado. A empresa afirma que a direção de longo prazo dos estúdios não será alterada.
É a segunda rodada de cortes do ano: a decisão vem pouco depois do fechamento do estúdio de Halifax, que votou a favor da sindicalização duas semanas antes. A Ubisoft disse em comunicado que a votação não foi a causa do fechamento, e que as medidas fazem parte de ações para reduzir custos e ajustar operações. A empresa também firmou, em 2025, uma parceria com a Tencent para criar a Vanguard Studios, que ficará com o desenvolvimento das franquias Assassin’s Creed, Far Cry e Rainbow Six. Para os funcionários afetados, a situação é incerta e os detalhes sobre pacotes de desligamento ainda não foram divulgados.
Eu joguei muitos simuladores de vida, mas ultimamente me entediava rápido quando não havia algo imediato que me prendesse. Heartopia apareceu justo nesse momento e me reconectou com o gênero. O visual em tons pastéis e o clima My Sims deram a sensação certa, e mesmo com alguns bugs (como neve dentro da minha casa) eu volto todo dia para ver as quests e resgatar recompensas diárias. Mas o que mais me fisgou foi um recurso simples: os hobbies.
No jogo há as atividades tradicionais — pesca, jardinagem e cozinha — mas Heartopia vai além e oferece sete hobbies: também dá para pegar insetos, cuidar de gatos, cuidar de cães e observar pássaros, entre outros. Cada hobby começa com tutoriais curtos e pequenas missões dadas por personagens da cidade. Ao completar tarefas você ganha pontos de proficiência que sobem o nível do hobby e permitem melhorar habilidades. Essas melhorias trazem benefícios práticos, como aumento na qualidade dos peixes e das colheitas, e não há uma ordem fixa para evoluir, então dá para focar só no que você gosta.
Acabei ficando obcecado por evoluir hobbies sempre que podia. Não há uma recompensa grandiosa no fim, mas ver o avatar ficando melhor em coisas simples é muito satisfatório. Atualmente é preciso subir o nível D.G. até 12 para desbloquear todos os hobbies, mas não há nada que impeça adicionarem mais no futuro. No fim, esse sistema de hobbies é o toque que me faz voltar para Heartopia todos os dias.
Larry Hryb, conhecido como Major Nelson, foi demitido da Unity após 19 meses como diretor de Comunidade e Advocacy. Ele anunciou a saída nas redes sociais e disse que, como muita gente no setor, foi dispensado.
Hryb construiu carreira de mais de 20 anos ligada ao Xbox. Entrou na Microsoft em 2001, criou o podcast Major Nelson e se tornou a voz constante da marca entre jogadores. Mesmo quando ocupou cargos de gestão, manteve forte conexão com a comunidade.
Na Unity, Hryb diz que reconstruiu a equipe de comunidade e criou uma estratégia para aproximar criadores, desenvolvedores e jogadores. Ele relata que trouxe energia a canais que estavam parados, ajudou a restaurar confiança e elevou a presença da empresa em eventos como a PAX. Também alinhou o engajamento da comunidade com a estratégia de produto.
A demissão acontece enquanto a Unity passa por um momento conturbado, com cortes, fechamento de escritórios e polêmicas sobre mudanças nas políticas. Não está claro se a saída faz parte de novos cortes mais amplos. A situação gera desconforto entre desenvolvedores e criadores, e a empresa ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.
Hryb é visto como um ícone pela comunidade e a saída surpreendeu muita gente. Seu trabalho com criadores e desenvolvedores funcionava como ponte entre a empresa e os usuários. Resta esperar que ele anuncie seus próximos passos em breve.
Reus 2 ganhou a terceira DLC, Planícies, que traz um novo bioma, líderes inéditos e várias eras extras. A expansão adiciona também novos pontos de virada e mudanças nas mecânicas que afetam como você cria e transforma seus mundos.
O novo bioma Estepe pode ser colocado pelo Gigante da Savana, Jangwa, quando o jogador ativa o modo Pradaria. Jangwa recebe um visual renovado. Estepe inclui mais de 65 novas espécies, como bisão, lavanda-da-estepe e o cão-da-pradaria. Uma mecânica nova faz com que cada biota aumente o estresse do solo até que faíscas provoquem incêndios. O fogo se espalha e permite que a natureza renasça com biotas fortalecidas e domesticadas.
A DLC traz quatro novos líderes: o Agricultor, que foca na expansão agrícola; o Cultista, que usa oferendas sombrias para gerar riqueza; o Arquiteto, que aumenta a curiosidade com construções; e o Astronauta, que acelera a evolução tecnológica. Há também três novas eras — Cidade Fabulosa, Planeta Celestial e Sonho Biocinético — que oferecem caminhos diferentes para o desenvolvimento humano.
O jogo continua a permitir que você molde mundos usando quatro poderosos Gigantes, cada um com habilidades únicas sobre plantas, animais e minerais. Com a atualização Cataclisma, líderes podem formar relações, trocar ou entrar em guerra, e a humanidade pode até enviar caçadores para atacar os Gigantes. Experimente combinações de flora, fauna e materiais para criar ecossistemas que geram sinergias e conduzem a novas eras. Cada partida deixa um legado e abre novas possibilidades para a próxima criação.
Em uma entrevista ao vivo durante a CES 2026, o gerente de marketing da Patriot falou sobre a crise na oferta de memória. Ele afirmou que empresas de IA compraram cerca de 40% da produção de wafers — e isso antes mesmo das memórias virarem chips prontos. Essa demanda gigantesca ajuda a explicar por que a RAM anda tão cara. Parte desse estoque pode nem estar em uso, porque faltam energia e infraestrutura para montar tantos data centers.
O executivo ressaltou que a Patriot fabrica módulos, não os chips em si. Poucas empresas fazem os circuitos integrados que vão para os módulos, e são essas fábricas que limitam a oferta. Isso pressiona preços para cima e faz com que fabricantes menores também acabem pagando caro pelas peças. A empresa diz que vai continuar no mercado de consumo, mas admite que ninguém sabe exatamente quando os preços vão cair — e há declarações de grandes fabricantes afirmando que não vão aumentar capacidade tão cedo.
Para quem joga, o conselho é prático: se seu PC ainda roda os jogos que você joga, não atualize agora. Se for comprar memória, escolha um kit que faça sentido para seu uso, em vez do top mais caro. Muitas pessoas usam módulos padrão e nunca ativam XMP, então nem precisam das versões mais caras. Guardar dinheiro para GPU, CPU ou mais armazenamento pode ser opção melhor. Além disso, outros componentes podem subir de preço, então, se não estiver quebrado, segure o upgrade.
A Microsoft detectou que os certificados usados pelo Secure Boot vão expirar em junho. Para evitar problemas, ela já começou a liberar uma atualização do Windows (KB5074109) que checa se o PC usa os certificados antigos de 2011 e instala as novas chaves de 2023 quando necessário. Muitos PCs fabricados desde 2024 já vêm com os certificados 2023, mas alguns modelos ainda dependem da entrega pelo Windows ou de atualizações de firmware dos fabricantes.
Isso interessa a jogadores porque vários sistemas anti‑cheat populares dependem do Secure Boot para validar firmware, drivers e carregadores de boot. Se o certificado expirou e não foi substituído, o Secure Boot pode não conseguir verificar módulos essenciais, o que pode impedir o funcionamento do anti‑cheat ou causar instabilidades no sistema e no jogo. Apesar das críticas que o software anti‑cheat já recebeu por causar problemas, muitos estúdios afirmam que o Secure Boot ajuda a reduzir trapaças.
Para conferir no seu PC, abra o PowerShell como administrador e execute: ([System.Text.Encoding]::ASCII.GetString((Get-SecureBootUEFI db).bytes) -match ‘Windows UEFI CA 2023’) Se aparecer True, seu PC já tem os certificados de 2023. Se aparecer False, o Windows Update deverá entregar a correção em breve e os fabricantes podem liberar firmware para garantir compatibilidade.
Na maioria dos casos não é preciso agir além de manter o Windows atualizado e ter o Secure Boot ativado. A Steam também tem uma opção rápida para mostrar se o Secure Boot está ativo. Fique atento às atualizações até junho para evitar qualquer problema com anti‑cheats nos seus jogos.
Um jogador da comunidade revelou um jeito muito mais fácil de conquistar o troféu Death From Above em Arc Raiders. Esse troféu é um dos mais raros do jogo — só cerca de 2,6% dos jogadores o têm — porque exige que você cause pelo menos 50 pontos de dano a um inimigo (um Arc ou um Raider) enquanto estiver em cima de um Rocketeer.
A dica é simples: não é preciso ficar sobre um Rocketeer vivo. Você pode subir em uma parte de um Rocketeer morto e atirar em um Arc ou outro inimigo a partir dali. Jogadores testaram o método e confirmaram que o jogo conta o dano quando você está em cima da peça morta, liberando o troféu sem precisar arriscar pular num robô voador.
Ainda assim, há trabalho: é preciso encontrar um Rocketeer morto ou derrubar um, o que pode ser perigoso. Às vezes o jogo dá sorte e rocketeers bugados ficam no chão, virando alvos fáceis. Alguns jogadores reclamam que o truque tira a graça do feito, mas para quem tem medo de altura ou quer uma rota mais segura, é uma alternativa prática e eficaz.
Fica mais fácil quando as atividades com Rocketeers estiverem ativas no jogo. Procure se juntar a uma equipe e combinar a tentativa, assim um jogador pode derrubar ou provocar um Rocketeer enquanto outro sobe na peça. Com cuidado e um pouco de sorte, dá para conseguir o troféu sem morrer no processo.