#Godzone 6
Jonathan Chey, cofundador da Irrational e veterano de BioShock, voltou a falar de Godzone 6, o novo imsim da Blue Manchu. A ideia do projeto é mexer justamente num ponto que sempre pega em jogos cheios de poderes e possibilidades: fazer o jogador sair da build confortável.
Chey relembra o sistema de plasmídeos de BioShock — aquele arsenal de poderes psíquicos, como fogo e choque elétrico — e diz que muita gente acaba zerando o jogo usando praticamente uma só habilidade. Para ele, quando a campanha fecha em 15 ou 20 horas, fica difícil vender a ideia de testar o resto do kit numa próxima run.
Em Godzone 6, a resposta vem com uma pegada de roguelike deckbuilder: runs mais curtas, escolhas limitadas e recompensas aleatórias, obrigando o jogador a adaptar o plano o tempo todo. A proposta é funcionar como Slay the Spire: você monta um arsenal com as cartas que aparecem, não com as que queria pegar.
No preview mostrado pela equipe, rolou até uma run de “snakeman”, uma criatura que rasteja pelo mapa e acessa frestas onde outras formas não entram. E essa é só uma das possibilidades: dá para jogar como hacker, furtivo, mago, personagem que roda programas, criatura minúscula, gigante ou até um mutante voador.
Godzone 6 ainda não tem data de lançamento, mas já deixou claro que quer ser um imsim para quem curte experimentar, improvisar e montar builds absurdas a cada nova run.
Godzone 6, novo roguelike em primeira pessoa para PC da Blue Manchu, quer levar a liberdade dos immersive sims a outro nível. O jogo está sendo comandado por Jonathan Chey, veterano de nomes como System Shock 2, BioShock e Thief.
Para Chey, este é o projeto mais aberto que ele já tocou. A ideia é começar cada run montando um mutante bizarro e, depois, atravessar fases pequenas, densas e geradas proceduralmente, cheias de detalhes, atalhos e situações imprevisíveis.
O grande charme de Godzone 6 é que a build não fica presa ao óbvio. Não é só escolher uma arma e sair atirando: dá para jogar na furtividade, virar hacker, apostar em magia, usar programas, focar em inteligência para destravar tecnologia, encolher para passar por frestas, voar ou até abusar de habilidades orgânicas como veneno e garras.
A proposta lembra um imsim raiz: o jogo entrega um espaço de possibilidades enorme, mas a aleatoriedade das mutações te força a improvisar. Em vez de repetir sempre a mesma fórmula, você precisa tirar leite de pedra com o que vier na mão.
Na lore, Godzone 6 aposta numa ficção científica estranha e pesada. Os mutantes vivem sob o domínio de “deuses” que, na real, são sistemas computacionais impossíveis de entender de cara. Até a linguagem dos inimigos foi criada para soar como um pidgin inglês misterioso, que o jogador vai decifrando aos poucos.
A Blue Manchu ainda está na fase de protótipo, mas a intenção é abrir o jogo cedo para a comunidade com demos, builds de preview e testes beta. Para quem curte liberdade, exploração e aquele caos delicioso de imsim, Godzone 6 já entrou forte no radar.