Artigos por Autor: Leo "Blade"
Sou o Leo, geralmente jogo com o nick blade95. Sou apaixonado por jogos de FPS e amo montar PC Gamer! Aqui no Steamaníacos cuido de tudo sobre Hardware, review, preview, testes e novidades para o nosso mundo gamer!
Uma grande reestruturação interna na Ubisoft, anunciada recentemente, inclui o cancelamento de seis projetos, entre eles o remake Prince of Persia: The Sands of Time. A empresa anunciou mudanças na hierarquia, fechamento de estúdios e cortes de pessoal, e prometeu investir mais em ferramentas de IA voltadas ao jogador.
O anúncio provocou forte reação do mercado: as ações caíram cerca de 34% e, quando o pregão fechou, o preço estava em torno de R$24 por ação, aproximadamente. Esse é o menor valor registrado em anos e marca um momento crítico após uma trajetória de queda desde 2021.
A resposta interna foi intensa. Um sindicato francês do setor chamou para uma greve e exigiu o fim do plano de redução de custos, aumentos salariais e melhores condições de trabalho remoto. A empresa, por sua vez, confirmou ordens de retorno ao escritório e disse que haverá mais fechamentos de estúdios.
Essas mudanças mostram como o mercado de jogos está se consolidando: editoras grandes vêm sendo compradas ou integradas, e sobra menos espaço para publishers independentes em dificuldades. Para os jogadores, a consequência imediata é a perda de projetos anunciados; para os funcionários, vem a incerteza sobre vagas e condições de trabalho.
O lead designer do Minecraft, Jens Bergensten, comentou em uma postagem nas redes sociais que Hytale é ‘muito polida’ mas gostaria que o jogo fosse mais diferente. O comentário ganhou repercussão porque muitos notaram semelhanças fortes entre os dois jogos; inclusive, em poucos dias um modder conseguiu criar crossplay funcional entre Hytale e Minecraft. Para alguns veteranos, a versão atual de Hytale ainda soa próxima demais do estilo já conhecido.
O fundador e CEO do estúdio por trás de Hytale respondeu abertamente e disse que entende a crítica. Ele admitiu que o lançamento em acesso antecipado está simples em algumas partes e que ainda faltam várias características que vão dar identidade ao jogo. A equipe planeja melhorias na geração de mundos com uma nova versão do sistema, a criação de um modo aventura com mecânicas de RPG e o lançamento de ferramentas de modding robustas. Ele também ressaltou que muitos integrantes do time vêm da comunidade de mods e têm experiência para entregar essas mudanças.
Desde que o projeto voltou a receber investimento e foco, o estúdio está traçando um plano ambicioso para diferenciar Hytale. A promessa é por mais combate, exploração, mundos de fantasia e suporte amplo para criadores. Resta ver se as próximas atualizações fazem Hytale se distanciar suficientemente de outros jogos do estilo e conquistar uma identidade própria.
Arc Raiders vai ficar mais perigoso: Escalation traz novo mapa, Arcs gigantes e atualizações mensais
O Arc Raiders ganhou um plano chamado Escalation: quatro atualizações temáticas de janeiro a abril de 2026 que trazem mapas, inimigos e mudanças no clima. Ao longo desses meses o estúdio vai lançar novas condições de mapa, projetos, expedições, um mapa totalmente novo, versões pequenas e grandes dos Arcs e uma atualização no Sucata. Também virão missões, eventos e equipamento novo durante o ano.
Janeiro, Headwinds, adiciona pareamento por nível para jogadores acima do nível 40, o que deve facilitar a entrada de novatos. Haverá também uma condição de mapa menor e um projeto inédito que pede coleta de sucata. Fevereiro, Shrouded Sky, é maior: além de uma atualização que altera áreas já conhecidas, chega um novo Arc e uma condição climática tempestuosa que deve deixar as partidas mais caóticas.
Março traz Flashpoint, com outra condição de mapa e mais um Arc para enfrentar, além da promessa de renovar as ofertas do Sucata. Abril chega com Riven Tides, o maior passo do Escalation: um mapa novo à beira-mar, clima de tempestade, e um Arc grande — talvez um caranguejo gigante — que pode trazer uma arma lendária parecida com o Afélio. No geral, o roteiro promete escalada de perigo e conteúdo, deixando a comunidade na expectativa para ver até onde isso vai.
Highguard é um novo hero shooter free-to-play criado por ex-desenvolvedores de Apex Legends e Titanfall. O jogo estreia na próxima semana e, conforme a página da loja, exige Secure Boot, TPM 2.0 e Easy Anti-Cheat para rodar. Se o seu PC roda Windows 11 e tem hardware relativamente recente, você provavelmente conseguirá habilitar esses requisitos com facilidade. Máquinas mais antigas, no entanto, podem ficar de fora.
A exigência provocou receios legítimos. Secure Boot e anti-cheats em nível de kernel atuam com privilégios profundos no sistema, o que deixa parte da comunidade desconfiada. Também há o problema do TPM: equipamentos sem esse módulo não atendem aos requisitos. Jogadores que usam Linux se sentem particularmente prejudicados, já que não há um caminho casual para rodar esses jogos sem depender do Windows. Por outro lado, desenvolvedores defendem que essas medidas são uma das formas mais eficazes de reduzir trapaceiros, sobretudo em jogos gratuitos onde criar novas contas é fácil.
Se você pretende jogar Highguard no lançamento, verifique e habilite TPM 2.0 e Secure Boot no seu PC com antecedência. A exigência técnica virou um dos assuntos mais comentados desde o anúncio, e o jogo vai precisar de uma boa base de jogadores para decolar. Faça a checagem no setup da sua placa-mãe e esteja pronto para o primeiro dia.
World of Warcraft recua em menos de uma semana: transmog fica mais barato e todos ganham vaga grátis
O sistema de transmog de World of Warcraft foi reformulado. Antes, sempre que você encontrava uma peça nova precisava visitar um especialista. Agora as aparências são gerenciadas por vagas de visual que são compradas com ouro do jogo. A mudança evita visitas repetidas ao especialista, mas reduz a liberdade e aumenta o custo para quem gosta de trocar de look o tempo todo.
A alteração irritou parte da comunidade. Jogadores reclamaram da perda de flexibilidade e do gasto de ouro. Em resposta rápida, a Blizzard publicou nos fóruns oficiais que vai reduzir o preço de criação de conjuntos pela metade para ficar mais próximo do sistema antigo. A empresa também promete liberar uma vaga de visual gratuita para todos os personagens antes da próxima atualização, por meio de uma correção rápida.
Sobre o evento Trial of Style, a Blizzard explicou que os participantes receberão uma vaga especial de visual que pode ser usada dentro e fora da competição; todas as mudanças feitas nessa vaga são gratuitas enquanto o evento estiver ativo, e a vaga é retirada quando o evento termina. A correção mostra que a equipe tem agido rápido. Ainda há pontos a melhorar no novo sistema, mas a redução de custos e a vaga grátis devem acalmar boa parte dos jogadores.
Hytale já tem uma base ótima para quem curte jogar de forma tranquila: decoração detalhada, móveis, bichinhos de pelúcia e até peças verticais que deixam as construções mais caprichadas. Ainda assim, as mecânicas de fazenda e cozinha estão bem básicas na versão de acesso antecipado. Uma atualização recente trouxe novidades promissoras, mas faltam sistemas fundamentais, como reprodução de animais e incentivos para cuidar da fazenda.
O líder do Hytale, Simon Collins-Laflamme, disse em resposta nas redes sociais que quer montar uma equipe totalmente dedicada ao lado de fazenda e ao aspecto cozy do jogo, com o objetivo de alcançar o que chamou de ‘cosy heaven gameplay vibes’. Isso foi recebido com animação pela comunidade, já que uma equipe especializada pode transformar o gameplay relaxante que muitos players esperam.
Enquanto isso, mods já ajudam a preencher essas lacunas. Pacotes como os de NoCube (Tavern, Orchard, Culinary, Bakehouse e Cultivation) e os da Violet’s Workshop (Furnishings, Plushies e Wardrobe) adicionam atividades como confeitaria, taverna e mobília fofa. Observe que alguns criadores podem se mudar para outros projetos, então nem todos os packs receberão atualizações no futuro. No fim, é provável que uma equipe dedicada demore a aparecer, mas a ideia de expandir o lado cozy do jogo é uma ótima notícia para quem gosta de criar, cozinhar e cuidar de fazendas em mundos de blocos.
Fable voltou e ganhou um trailer de gameplay em um evento da Xbox. Depois de 16 anos sem um novo jogo, a série está nas mãos do estúdio Playground Games, conhecido por Forza Horizon. O diretor do jogo disse em entrevista que o objetivo foi claro: não tentar copiar a Lionhead. Eles querem fazer um Fable com a cara do Playground.
Quando começaram, o time recebeu muitos documentos antigos da Lionhead. Um deles resumiu bem a ideia: Fable é conto de fadas, não fantasia. Essa visão orienta o tom do mundo, que mistura humor, escolhas morais e um ambiente de vila que lembra histórias tradicionais.
A moralidade funciona de forma diferente. Em vez de uma barra que sobe e desce, o jogo cria reputações com base em ações vistas por outras pessoas. Se alguém vê você chutar uma galinha, você pode ficar conhecido como ‘perseguidor de galinhas’ nessa comunidade. O interessante é que nem todo NPC reage igual: alguns podem achar certo. A visão de cada personagem muda como eles tratam você.
O teaser mostrou referências clássicas e promessas de combates grandes e situações engraçadas. Fable chega no outono. Quem curte a combinação de conto de fadas, humor e decisões que importam deve ficar de olho.
DreadBound parece feito para quem gosta de jogos com começo, meio e fim, mas sem abrir mão do improviso. O trailer mostra uma mistura de stealth, plataformas e combate com um toque de humor físico. Em vez de exploração cerebral, o foco parece ser a criatividade na hora de enfrentar inimigos.
No vídeo aparecem várias ferramentas de improviso: armadilhas de espinhos que você coloca no chão, poças de óleo que fazem inimigos escorregarem ou pegarem fogo, projéteis de serra circular que se cravam em paredes e viram plataformas, e um chute rápido no estilo Dark Messiah para empurrar inimigos. Tudo sugere um jogo que valoriza truques e soluções inesperadas.
A proposta de uma cidade amaldiçoada que muda a cada morte traz o elemento roguelike para um immersive sim. Isso pode impedir que o jogador caia na rotina e força adaptação a cada partida. Há exemplos em que essa combinação funciona bem, como em Amnesia: The Bunker e na DLC Mooncrash de Prey, onde o aleatório adiciona tensão e variedade.
O jogo ainda não tem janela de lançamento. Já dá para adicionar à lista de desejos na loja e uma demo está prometida para breve. Se DreadBound cumprir o que o trailer sugere, pode ser um jogo que mistura improviso e desafio de forma muito divertida.
Hytale recebeu a Atualização 2 pouco mais de uma semana após o lançamento. A versão está em teste pré-lançamento no lançador e a equipe espera liberar a atualização para todos entre sexta e sábado. O CEO da Hypixel disse nas redes sociais que a Atualização 3 já está em desenvolvimento, então as novidades devem continuar chegando rápido.
A mudança mais notável é a mineração: agora a velocidade depende da qualidade da picareta, e os minérios foram redistribuídos entre as zonas. Há muito mais minérios no subsolo, especialmente nas Terras Devastadas, e a Adamantita passou a exigir uma picareta de Tório ou Cobalto. Essas alterações tornam a progressão de equipamentos mais recompensadora.
A grande nova mecânica é o Grimório de Necromancia, que pode cair do Pretoriano Esqueleto e permite levantar até cinco servos esqueléticos por cerca de cinco minutos ou até o conjurador morrer. A equipe avisou que isso não substitui o sistema de magia planejado, é só um item divertido que deve evoluir com o tempo. Também chegaram opções de personalização, como alternar a visibilidade da armadura, novas máscaras e variações de boca, melhorias na interface, ajustes na agricultura e várias correções de estabilidade e servidor. A WorldGen V2 foi preparada para documentação pública, o que deve facilitar mods e novos templates de mundo.
A atualização Midnight de World of Warcraft mudou a interface do jogo de forma drástica. Muitos addons de interface foram desativados e agora não funcionam. Até addons que não mexem no combate passaram a precisar de atualização para a nova infraestrutura. Isso encerra quase duas décadas em que mods de interface eram parte central da experiência.
O motivo é simples: jogadores e grupos passaram a depender de muitos addons. Builds e rotinas podem exigir dezenas de WeakAuras e mods de nameplates. Em grupos aleatórios, novatos às vezes são cobrados por não ter essas ferramentas, o que cria barreiras de entrada e frustra quem joga casualmente.
Em entrevista, o diretor do jogo admitiu que a mudança deveria ter acontecido antes, mas a equipe optou por agir agora para que esse modelo não se torne definitivo. A Blizzard já substituiu várias funções por sistemas internos e trabalha para recuperar funcionalidades importantes, incluindo recursos ligados à acessibilidade.
A transição vai causar atritos no começo. Algumas especializações receberam redesigns para reduzir a necessidade de addons; quem depende de setups complexos terá trabalho para se ajustar. No fim, a ideia é nivelar o jogo para novos e velhos jogadores. Pode ser desconfortável agora, mas o estúdio acredita que é melhor enfrentar a mudança hoje do que adiar de novo.
A pré-atualização de World of Warcraft para a expansão Midnight trouxe um ajuste nas estatísticas que enxugou os números de dano e cura. Esse tipo de correção é comum em MMOs antigos, porque valores muito altos ficam difíceis de equilibrar. Na prática, a intenção é manter as proporções para que ninguém perca força, mas a mudança pode criar efeitos colaterais.
Um desses efeitos apareceu na comunidade: algumas poções de cura e alimentos de início de jogo passaram a indicar que restauram zero de vida. Uma Poção de Cura Menor, por exemplo, mostra a descrição ‘Restaura 0 de vida’. Outros itens chegam a exibir ‘-0’ em vez de um valor útil.
Testei no meu personagem e confirmei que várias poções e comidas não recuperam vida. Algumas nem aparecem no registro de combate quando usadas, tornando difícil perceber que o item falhou. Ao usar uma delas perdi ouro da loja e não vi qualquer recuperação.
Isso é ruim para quem está começando: receber uma poção que não cura não dá uma boa experiência inicial. A comunidade já sinalizou o problema e resta esperar uma correção rápida da Blizzard para que vendedores e inventário voltem ao normal. Enquanto isso, jogadores recomendam evitar comprar ou usar poções de baixo nível.