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Rocinha Wars
Jogos de Área de Trabalho

Sete jogos que passaram longe dos holofotes, mas que merecem um olhar — de simuladores relaxantes de incenso a guerras urbanas made in Brasil.

Incense Nook

Às vezes a simplicidade é o ponto. Incense Nook é um idle game casual que transforma um cantinho da tela do seu desktop em um pequeno altar de incenso. Você coloca o incenso, ele queima lentamente, e a energia acumulada vai desbloqueando novos tipos de queimadores e fragrâncias ao longo do tempo. Não há combate, progressão agressiva ou pressão de nenhum tipo — é um loop zen voltado para quem gosta de ter algo tranquilo acontecendo em segundo plano enquanto trabalha ou estuda. O jogo está com desconto no lançamento, saindo por R$ 5,00. Ver na Steam.

Rocinha Wars

Desenvolvido por Amadeu Augusto de Carvalho Venturini e publicado pela Zona Sul Company, Rocinha Wars é um jogo de ação online ambientado em um cenário urbano vertical e denso, inspirado na cultura de rua brasileira. A ideia central é PVP em terceira pessoa dentro de um ambiente que imita a topografia e a estética das favelas da América Latina. O combate gira em torno de posicionamento, escolha de loadout e leitura constante do mapa. Um ciclo de dia e noite altera visibilidade e tensão, e veículos permitem atravessar o mapa mais rápido ou montar flanqueamentos. O jogo suporta squads com comunicação por voz e é voltado para quem curte partidas rápidas e intensas em ambiente urbano. É um lançamento indie corajoso que aposta na identidade brasileira como diferencial visual e cultural. O jogo custa menos de R$ 16. Ver na Steam.

Grand Vegas Casino

Grand Vegas Casino é um simulador de cassino que reúne quatro dos jogos de mesa mais populares do mundo — Pôquer, Blackjack, Roleta e Caça-níqueis — em um único pacote. O jogo segue as regras clássicas de cada modalidade, tornando-se uma opção tanto para iniciantes que querem aprender quanto para jogadores que querem praticar estratégias sem risco real. O visual é em HD 2D animado com uma estética colorida que remete ao glamour das grandes salas de cassino. O jogador acumula recompensas ao derrotar oponentes controlados pela IA e pode reiniciar livremente caso fique sem fichas. O jogo sai por R$ 17. Ver na Steam.

Cowboy Ocupado: Ceifador do Oeste

Com o nome original de Cowboy Busy: Mowdown, esse roguelite de sobrevivência coloca você no papel de um cowboy que enfrenta hordas de zumbis no Velho Oeste. A mecânica central combina esquiva ativa com um sistema de evolução de habilidades ativas e passivas que podem ser fundidas em poderosas Super Habilidades — uma faca pode evoluir, uma torrente pode ser combinada com uma railgun. Cada run dura cerca de 10 minutos, o que torna o jogo perfeito para sessões rápidas. Ao morrer, o personagem respawna e o ciclo de evolução recomeça diferente. O arsenal vai de facas e revólveres a armas de alta tecnologia, e a variedade de builds possíveis garante rejogabilidade. O jogo foi lançado com desconto e sai por R$ 11,02. Ver na Steam.

Fantasmas, Fiquem Longe!

Lançado com o nome em inglês Ghosts Keep Out, esse shooter roguelite de sobrevivência com elementos de Tower Defense tem como missão defender sua base contra ondas de zumbis e fantasmas. A cada rodada de 5 minutos você combina habilidades aleatórias e evolui gemas para criar seu build, misturando ativos e passivos em um sistema de tripla progressão: Espíritos, armas e heróis. A proposta é fácil de aprender mas com alto teto de complexidade conforme você desbloqueia novos elementos. Cada run tem composição diferente, mantendo a sensação de novidade mesmo após muitas horas. O jogo foi lançado em promoção por R$ 11,02. Ver na Steam.

OSAKANA PING PONG

OSAKANA PING PONG é um jogo de air hockey online 1 contra 1 com uma premissa completamente nonsense e adorável: a quadra de jogo é formada por cardumes de peixe em 3D. A arena existe porque centenas de peixinhos decidem se organizar em formato de campo — e você bate um disco tentando fazê-lo entrar no gol do adversário enquanto os peixes oscilam ao redor. A ideia é simples mas visualmente encantadora, com um estilo artístico que mistura aquático e arcade de uma forma que poucos jogos tentariam. O foco total é no duelo online, com uma curva de aprendizado acessível e camadas de profundidade para quem quiser dominar os ângulos de rebatida. É o tipo de jogo que você mostra para um amigo antes de desafiar em uma partida — e passa a próxima hora jogando. O jogo custa apenas R$ 3,99. Ver na Steam.

PoopooDino

Parte pet virtual, parte assistente de produtividade, PoopooDino é um dinossauro bobinho que mora na sua tela, pede lanchinhos, cresce ao seu lado e, de brinde, invade os desktops dos seus amigos para deixar cartas e surpresas hilariantes. O jogo também inclui um timer Pomodoro integrado, posicionando o dino como um companheiro de trabalho — alguém que te lembra de fazer pausas enquanto faz caretas na borda da tela. É claramente voltado para quem gosta de ter um pouco de caos controlado e fofura durante o dia a dia no PC. Foi lançado com desconto por apenas R$ 4,79. Veja na Steam.

Zenless Zone Zero
COPA CITY

Esta última terça, 16 de junho, trouxe dois lançamentos importantes de jogos na Steam, vamos conhecer?

Zenless Zone Zero

O principal lançamento do dia é sem dúvida Zenless Zone Zero, RPG de ação da HoYoverse que finalmente chegou ao Steam. O jogo transporta os jogadores para a cidade de New Eridu, último grande refúgio da humanidade após uma série de catástrofes dimensionais conhecidas como Hollows. Os jogadores assumem o papel de um Proxy, responsável por guiar equipes de agentes em missões de combate e exploração.

A produção aposta em combate rápido, combos cinematográficos e uma forte identidade visual inspirada em anime urbano. O estilo artístico extremamente polido, aliado à trilha sonora dinâmica e personagens carismáticos, tornou o jogo um dos maiores sucessos recentes da HoYoverse.

As opiniões dos usuários e da comunidade continuam bastante divididas. Muitos elogiam a fluidez do combate, a apresentação visual e a personalidade do elenco, enquanto parte dos jogadores mantém críticas ao modelo gacha e à progressão baseada em sorte. Ainda assim, o lançamento no Steam atraiu imediatamente milhares de jogadores simultâneos. Link do jogo na Steam.

COPA CITY

Também merece destaque COPA CITY, um simulador de organização de eventos esportivos que foge completamente dos tradicionais jogos de futebol.

Em vez de controlar atletas dentro de campo, o jogador assume a responsabilidade de preparar uma cidade inteira para receber grandes partidas. É necessário coordenar transporte, segurança, entretenimento, infraestrutura e a experiência dos torcedores que chegam para acompanhar os jogos.

A proposta mistura elementos de gestão urbana, estratégia e simulação econômica. O diferencial está justamente em abordar o lado dos bastidores dos grandes eventos esportivos, algo raramente explorado nos videogames.

As primeiras impressões apontam para um jogo bastante detalhado, voltado principalmente para fãs de city builders e simuladores administrativos. Seu escopo e produção colocam o título acima da média dos lançamentos independentes do dia. Link do jogo na Steam.

O que achou? Prefere jogar Zenless Zone Zero na Steam ou criar gerenciar a copa do mundo em COPA CITY?

ChainStaff

Os fãs de desafios que achavam ter dominado completamente o universo de ChainStaff acabam de ganhar um novo motivo para retornar ao jogo. A desenvolvedora independente Mommy’s Best Games lançou gratuitamente a atualização Hard Mode, disponível para todos os jogadores, trazendo uma reformulação significativa da experiência para quem já havia vencido a campanha e buscava algo além de simples ajustes numéricos de dificuldade.

Antes de mergulhar nas novidades, vale lembrar que já tivemos a oportunidade de analisar outro indie de ação intensa recentemente. Se você gosta de experiências frenéticas e mecânicas bem construídas, confira também nossa análise de Storm Lancers.

Um modo difícil que realmente muda o jogo

Existe uma crítica recorrente entre jogadores veteranos quando falamos de modos difíceis em games de ação: muitas vezes a dificuldade extra se resume a inimigos com mais vida, mais dano e pouco mais do que isso. Felizmente, esse não parece ser o caminho escolhido para ChainStaff.

Segundo Nathan Fouts, diretor e designer do projeto, o objetivo da atualização foi criar uma experiência capaz de surpreender até mesmo quem já conhece cada canto do mapa. Em vez de transformar os inimigos em simples “esponjas de dano”, o Hard Mode altera seus comportamentos, adiciona novos padrões de ataque e modifica trechos inteiros das fases.

Na prática, isso significa que a memória muscular construída durante a primeira jogatina deixa de ser suficiente. Os jogadores precisarão reaprender rotas, rever estratégias e utilizar as ferramentas disponíveis de maneiras diferentes para sobreviver.

Essa filosofia de design é particularmente interessante porque respeita o tempo investido pelos jogadores. O desafio não surge de números inflados, mas da necessidade de dominar verdadeiramente as mecânicas centrais do jogo.

O ChainStaff continua sendo a estrela do espetáculo

Grande parte do charme de ChainStaff está em sua arma principal, uma criação que mistura lança, gancho e escudo em um único equipamento versátil.

Com um único comando, os jogadores podem arremessar a arma para atravessar inimigos, utilizá-la para bloquear ataques ou transformá-la em uma ferramenta de movimentação para atravessar cenários repletos de ameaças. O resultado é uma jogabilidade que mistura combate e plataforma de forma extremamente dinâmica.

O novo Hard Mode acaba destacando ainda mais essa versatilidade. Como os inimigos agora apresentam novos comportamentos, dominar todas as possibilidades do ChainStaff deixa de ser opcional e passa a ser uma necessidade para avançar.

É exatamente esse tipo de design que diferencia muitos indies modernos dos grandes lançamentos. Em vez de apostar em dezenas de sistemas complexos, ChainStaff constrói sua identidade ao redor de uma única mecânica extremamente refinada.

Escolhas grotescas e consequências permanentes

Outro elemento que ajuda a dar personalidade ao jogo é seu sistema de progressão.

Durante a campanha, soldados sobreviventes podem ser encontrados espalhados pelos cenários. O jogador então precisa tomar uma decisão: resgatá-los ou devorar seus órgãos para obter poder.

A escolha não é apenas estética. Cada caminho desbloqueia habilidades diferentes e influencia diretamente a evolução do protagonista, um mutante que já começa sua jornada com um alienígena preso à cabeça.

Esse sistema cria um interessante conflito entre sobrevivência e humanidade, algo que combina perfeitamente com a estética inspirada em capas de álbuns clássicos de heavy metal e ficção científica dos anos 1980.

Chainstaff

Um indie que aposta em identidade própria

Em um mercado cada vez mais saturado de jogos de plataforma e metroidvanias, ChainStaff se destaca por não tentar seguir tendências.

Suas dez fases apresentam uma direção artística extremamente agressiva, repleta de criaturas mutantes, ambientes grotescos e chefes gigantescos que exigem abordagens específicas para serem derrotados. Cada confronto serve como uma espécie de quebra-cabeça de combate, incentivando o jogador a explorar novas formas de utilizar sua arma transformável.

A campanha principal pode ser concluída em aproximadamente quatro a seis horas, mas a presença de três finais distintos e do modo Novo Jogo+ oferece incentivos para múltiplas partidas.

Além disso, a trilha sonora assinada por Deon van Heerden — conhecido por trabalhos marcantes em jogos de ação explosiva — reforça a atmosfera de adrenalina constante que acompanha toda a aventura.

Atualização chega em boa hora

O lançamento do Hard Mode também funciona como uma excelente oportunidade para novos jogadores conhecerem o título. Além da atualização gratuita, o game recebeu desconto temporário no Steam, tornando o custo de entrada ainda mais atraente para quem procura um indie focado em habilidade, precisão e combate criativo.

Mais importante do que adicionar dificuldade, a atualização demonstra um compromisso raro de muitos estúdios independentes: continuar expandindo a experiência após o lançamento sem comprometer a visão original do projeto.

Para quem já havia finalizado ChainStaff, o Hard Mode oferece uma justificativa convincente para retornar. Para quem ainda não experimentou o jogo, talvez este seja o momento ideal para descobrir um dos indies de ação mais peculiares e estilisticamente marcantes dos últimos tempos.

Call of Duty: Modern Warfare 4

Nem todo grande anúncio consegue dominar as manchetes. Enquanto gigantes da indústria disputam a atenção dos jogadores, diversos projetos promissores acabam passando despercebidos em meio ao fluxo constante de novidades. Nesta semana, porém, surgiram sete jogos que merecem estar no radar de qualquer gamer, seja pela nostalgia que despertam, pela ambição de suas propostas ou pelo peso das franquias envolvidas.

Da volta de uma das séries mais influentes dos RPGs modernos ao retorno de uma das maiores franquias de tiro do mercado, passando por novos JRPGs, experiências táticas e simuladores cada vez mais avançados, os anúncios recentes mostram que os próximos anos serão bastante movimentados para quem gosta de descobrir novos mundos. Confira os destaques que você talvez tenha perdido.

Full Circle aposta na nostalgia dos JRPGs da era PS1

Full Circle

A parceria entre Deck13 e o desenvolvedor solo 2ndPlayerGames revelou Full Circle, um JRPG que parece ter saído diretamente da geração PlayStation 1.

Com visual 2.5D em pixel art, o game apresenta um mundo pós-apocalíptico onde cidades flutuantes sobrevivem acima de uma superfície dominada por criaturas mutantes. Além do combate estratégico por turnos, o título adiciona mecânicas em tempo real que prometem tornar as batalhas mais dinâmicas.

Para quem sente falta dos clássicos japoneses dos anos 90, este é um dos projetos mais promissores da lista. Confira o trailer:

Runesmith coloca você na pele de um anão que resolve tudo na base da marreta

Runesmith

Em Runesmith, a fantasia tradicional ganha uma abordagem bem-humorada. O RPG tático da Terahard Studios coloca os jogadores no papel de um ferreiro anão especializado em runas.

Entre aventuras, brigas de taverna e litros de cerveja, o protagonista reúne um grupo de aventureiros nada convencionais para perseguir um vilão poderoso. O diferencial está justamente no tom irreverente da narrativa, que brinca constantemente com os clichês do gênero.

DIOXIDE mistura FPS tático e elementos soulslike

Dioxide

Conhecida por Forgive Me Father, a Byte Barrel apresentou DIOXIDE, um FPS ambientado em uma distopia industrial extremamente brutal.

O diferencial da história está em um sistema que permite ao protagonista retornar da morte após obter um módulo especial chamado Core-ID. A partir daí, ele se torna alvo de um sistema corporativo opressor e inicia uma jornada para construir um refúgio para os últimos sobreviventes da humanidade.

Visualmente, o jogo mantém o estilo inspirado em histórias em quadrinhos que se tornou marca registrada do estúdio.

Planet Zoo 2 amplia a experiência com aquários e aviários

Planet Zoo 2

A Frontier Developments finalmente revelou Planet Zoo 2, sequência de um dos simuladores de zoológico mais populares do mercado.

Entre as novidades mais importantes estão a inclusão de espécies aquáticas e voadoras, além de um sistema mais robusto voltado para conservação ambiental. Os jogadores poderão não apenas administrar zoológicos, mas também restaurar habitats naturais e reintroduzir animais na natureza.

A evolução tecnológica promete comportamentos mais realistas e animações significativamente mais avançadas. Confira o trailer:

Call of Duty: Modern Warfare 4 leva a guerra para a Península Coreana

Call of Duty Modern Warfare 4

A Activision confirmou oficialmente Call of Duty: Modern Warfare 4.

A campanha abordará um conflito global iniciado após uma invasão da Coreia do Sul pela Coreia do Norte. O modo história promete cenários espalhados pelo mundo, incluindo Nova York, Paris, Mumbai e diversas regiões da própria península coreana.

Já o multiplayer seguirá apostando em combates mais táticos e movimentação refinada, enquanto o modo DMZ retorna com foco em missões de extração de alto risco. Assista ao trailer que está sensacional!

Dragon Quest Monsters: The Withered World marca o retorno da série

Dragon Quest Monsters The Withered World

A Square Enix também aproveitou o Dragon Quest Day para revelar Dragon Quest Monsters: The Withered World.

Ainda cercado de mistério, o novo capítulo da tradicional série de captura e treinamento de monstros terá Bianca e Nera como protagonistas, personagens bastante conhecidos pelos fãs de Dragon Quest V.

Mais detalhes devem ser divulgados nos próximos meses. Confira o trailer:

The Witcher 3 receberá uma terceira expansão em 2027

The Witcher 3 Songs of the Past

Fechando a lista, uma das maiores surpresas da semana foi o anúncio de Songs of the Past, a terceira expansão de The Witcher 3: Wild Hunt.

O conteúdo será desenvolvido em parceria com a Fool’s Theory, estúdio que conta com veteranos envolvidos na criação do RPG original. A expansão colocará os jogadores novamente no controle de Geralt de Rívia em uma aventura inédita.

Mesmo após mais de uma década de seu lançamento original, The Witcher 3 continua recebendo suporte relevante, algo raro mesmo entre os maiores RPGs da indústria.

Uma semana recheada de promessas

Embora cada um desses títulos siga uma direção completamente diferente, todos compartilham algo em comum: a capacidade de gerar expectativa muito antes do lançamento. Full Circle aposta na nostalgia dos JRPGs clássicos, Runesmith traz humor ao RPG tático, DIOXIDE tenta inovar dentro dos shooters, enquanto Planet Zoo 2 amplia uma fórmula já consagrada. Ao mesmo tempo, franquias gigantes como Call of Duty, Dragon Quest e The Witcher mostram que ainda têm muito combustível para alimentar suas comunidades.

Se os primeiros detalhes servirem de indicativo, essa nova leva de anúncios pode esconder alguns dos jogos mais comentados dos próximos anos. Agora é hora de adicionar seus favoritos à lista de desejos e acompanhar de perto o desenvolvimento de cada projeto.

Jogos de Golfe

O criador de clássicos mobile como Fruit Ninja e Jetpack Joyride está voltando com um projeto que parece ter saído diretamente de um experimento social. O desenvolvedor Luke Muscat anunciou Normal Golf Game, uma simulação de golfe para PC que insiste o tempo todo em dizer que é “normal”. Naturalmente, isso já é o primeiro sinal de que absolutamente nada aqui será normal.

O jogo já possui um demo jogável, e a proposta mistura física brutalmente detalhada, humor psicológico e uma vibe desconfortável que lembra títulos experimentais como Getting Over It, Golfing Over It e até alguns momentos de terror existencial disfarçados de esporte casual.

Segundo a descrição oficial, Normal Golf Game é uma “recriação sadicamente precisa” do golfe. E isso não parece exagero de marketing.

Ao contrário da maioria dos games de golfe arcade, aqui o jogador não simplesmente escolhe força e direção. Você precisa controlar praticamente tudo: postura do personagem, trajetória do taco, ângulo da face do clube, alinhamento corporal e o movimento físico do swing. É quase como pilotar um simulador de voo… só que tentando acertar uma bolinha minúscula enquanto o jogo parece rir da sua cara.

A proposta lembra a filosofia de design dos jogos “rage game”, aqueles feitos especificamente para gerar tensão, frustração e aquela sensação irresistível de “só mais uma tentativa”. Mas talvez o elemento mais interessante seja o próprio mapa.

Normal Golf Game
Um jogo normal de Golfe teria uma câmera de segurança?

O campo de golfe não parece apenas um cenário esportivo tradicional. Há uma sensação constante de exploração livre, quase como se o jogo escondesse segredos, áreas bizarras e situações inesperadas fora do percurso principal. A frase “atire de qualquer lugar, mire em qualquer coisa” sugere que o design pode ser muito menos linear do que aparenta inicialmente.

E honestamente? Esse talvez seja o maior diferencial de Normal Golf Game. Não parece um simulador de esporte convencional tentando competir com franquias gigantes como PGA Tour 2K25 ou EA Sports PGA Tour. O projeto parece mais interessado em usar o golfe como ferramenta para criar caos, humor e estranheza.

Ainda não existe data oficial de lançamento, mas a demo já dá uma ideia clara da direção do projeto. E se o jogo completo conseguir expandir essa mistura de física hardcore, exploração surreal e humor desconfortável, existe um potencial enorme para virar um dos indies mais comentados da cena PC.

Porque convenhamos: quando um jogo precisa repetir o tempo inteiro que ele é “normal”, provavelmente ele está escondendo alguma coisa muito errada.

Mago Hyperdelicious
Mago

Mago: Hyperdelicious Edition ganhou destaque no cenário indie em 2022 por apostar em uma estrutura clássica de plataforma 2D sem depender apenas da nostalgia visual. Agora, a nova Hyperdelicious Edition levará o jogo para PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series S|X e Nintendo Switch no quarto trimestre de 2026, adicionando conteúdo inédito, melhorias de acessibilidade e versões físicas voltadas ao público colecionador.

O lançamento original no PC recebeu avaliações “Muito Positivas” na Steam, mantendo aprovação superior a 90%. Entre os elogios mais frequentes dos jogadores aparecem o ritmo da aventura, a criatividade das fases e a variedade constante de mecânicas. Diferente de muitos plataformas retrô modernos que repetem a mesma fórmula até o final, Mago construiu boa parte de sua reputação justamente por apresentar novas ideias durante toda a campanha.

As fases alternam exploração, puzzles leves, combate, minigames e batalhas contra chefes sem perder fluidez. Até mesmo os segmentos envolvendo um robô mecha aparecem como uma quebra proposital de ritmo, adicionando momentos mais caóticos e reforçando o tom fantasioso do jogo. Essa variedade virou um dos aspectos mais comentados pela comunidade desde o lançamento original.

Outro ponto frequentemente citado pelos jogadores é a construção dos cenários. O game aposta em mapas cheios de rotas alternativas, segredos escondidos e colecionáveis opcionais, incentivando exploração sem transformar a progressão em algo excessivamente repetitivo. A estrutura lembra plataformas clássicos da era 16-bit, mas com controles mais modernos e movimentação muito mais fluida.

A Hyperdelicious Edition expande diretamente essa proposta com a adição do Dream World, um novo mundo pós-game criado exclusivamente para essa versão. O conteúdo inclui novas batalhas contra chefes, itens secretos, roupas adicionais e um desafio inspirado em dungeons clássicas de jogos de aventura.

A principal novidade desse conteúdo extra é a mecânica que alterna o cenário entre versões de sonho e pesadelo em tempo real. A mudança afeta plataformas, inimigos, elementos do mapa e até a trilha sonora durante a exploração. Em vez de funcionar apenas como um conjunto de fases extras reaproveitadas, o Dream World adiciona novas regras de gameplay e amplia a variedade que já era considerada um dos pontos fortes do jogo original.

A nova edição também corrige uma das críticas mais recorrentes feitas por parte dos jogadores no PC: o excesso de punição em determinados trechos da campanha. O novo Modo Fácil pode ser ativado a qualquer momento e altera sistemas importantes da progressão, oferecendo mais vida, checkpoints gratuitos e eliminando mortes instantâneas causadas por quedas em buracos.

A funcionalidade de corrida automática segue a mesma linha de acessibilidade. Embora pareça uma mudança pequena, ela remove a necessidade de manter constantemente o botão de corrida pressionado, deixando a movimentação mais confortável sem alterar a essência do gameplay clássico.

Visualmente, Mago: Hyperdelicious Edition continua chamando atenção pelo uso detalhado de pixel art e pela identidade própria dos cenários. O jogo evita copiar diretamente franquias famosas do passado e constrói ambientes bastante distintos entre si, passando por pradarias coloridas, ruínas antigas, árvores gigantes e cidades musicais cheias de NPCs e upgrades.

A cidade de Musicalia, por exemplo, funciona como um centro de interação entre as fases e ajuda a dar mais personalidade ao universo do jogo. Esse cuidado com ambientação aparece constantemente nas análises dos jogadores, principalmente pela forma como cada área tenta apresentar novos elementos visuais e mecânicos.

Além da versão digital, a Selecta Play confirmou duas edições físicas para PlayStation 5 e Nintendo Switch. A edição padrão custará 39,99 EUR/USD, enquanto a Gourmet Box terá preço de 69,99 EUR/USD e incluirá itens colecionáveis como diorama, cartões postais, manual especial de 66 páginas e caixa temática.

O caso de Mago: Hyperdelicious Edition chama atenção porque a Hyperdelicious Edition não foi apresentada apenas como uma adaptação simples para consoles. As mudanças anunciadas mostram um esforço claro para expandir conteúdo, melhorar acessibilidade e responder diretamente ao feedback acumulado desde o lançamento original no PC.

Isso ajuda a explicar por que o jogo conseguiu construir uma comunidade tão positiva dentro da cena indie mesmo sem o alcance de grandes produções do gênero.

Warhammer 40k

Os fãs de Warhammer 40,000: Gladius – Relics of War receberam uma surpresa inesperada durante o evento anual Warhammer Skulls. Em meio a anúncios de novos jogos, sequências e atualizações bombásticas para o universo de Warhammer, um detalhe acabou passando despercebido por muita gente: o game está disponível gratuitamente no Steam por tempo limitado.

E não estamos falando de um simples brinde irrelevante. Apesar de dividir opiniões desde o lançamento, Gladius acabou se transformando em uma experiência cult dentro da franquia, especialmente para quem curte estratégia pesada no estilo 4X.

Warhammer Skulls veio carregado de anúncios

O evento Warhammer Skulls deste ano praticamente despejou conteúdo novo para os fãs do universo criado pela Games Workshop.

Entre os principais anúncios tivemos:

  • Warhammer Age of Sigmar: Deathmaster, um beat ‘em up 2D focado em um assassino Skaven;
  • a sequência de Warhammer 40,000: Chaos Gate – Daemonhunters;
  • novidades para Warhammer 40,000: Darktide;
  • e até a demo de Warhammer 40,000: Boltgun 2, que já começou a gerar comentários positivos entre jogadores veteranos da franquia.

No meio desse bombardeio de anúncios, muita gente nem percebeu que Gladius simplesmente apareceu grátis no Steam.

O único “Civilization” sombrio de Warhammer 40K

Diferente da maioria dos jogos da franquia, Warhammer 40,000: Gladius – Relics of War aposta numa estrutura clássica de estratégia 4X:

  • explorar;
  • expandir;
  • explorar recursos;
  • exterminar inimigos.

Na prática, imagine algo próximo de Civilization, mas substituindo diplomacia por guerra constante, fanáticos religiosos, tanques gigantescos e alienígenas tentando arrancar sua coluna vertebral.

O jogo se passa em Gladius Prime, um planeta destruído pela guerra onde várias facções entram em conflito permanente:

  • Space Marines;
  • Astra Militarum;
  • Orks;
  • Necrons;
  • Tyranids;
  • Chaos Space Marines;
  • Adeptus Mechanicus;
  • entre outras adicionadas via DLC.

E aqui está o diferencial: ao contrário de muitos 4X tradicionais, Gladius praticamente elimina diplomacia. O foco é combate o tempo inteiro.

O lançamento foi morno… mas o jogo mudou muito

Quando saiu em 2018, o game recebeu críticas bastante divididas.

Muita gente apontava:

  • IA previsível;
  • pouca variedade estratégica;
  • ritmo lento;
  • mapas repetitivos.

Só que existe um detalhe importante: Gladius recebeu uma quantidade absurda de atualizações ao longo dos anos.

Os DLCs adicionaram:

  • novas facções;
  • unidades inéditas;
  • reworks de balanceamento;
  • melhorias na IA;
  • sistemas mais profundos de progressão.

Hoje, a percepção da comunidade é bem diferente daquela do lançamento original.

Dentro da bolha de fãs de Warhammer 40K, o jogo acabou encontrando um público extremamente fiel, especialmente entre jogadores que gostam de campanhas longas e guerras de atrito gigantescas.

Por que Gladius funciona melhor do que muitos jogos modernos de Warhammer

O universo de Warhammer 40K sempre teve dificuldade para adaptar sua escala colossal aos videogames.

Muitos títulos focam apenas:

  • em ação;
  • em tiro;
  • em combates pequenos;
  • ou em experiências mais lineares.

Gladius faz algo raro: ele transmite a sensação de guerra total.

Você realmente sente:

  • impérios expandindo;
  • linhas de frente desmoronando;
  • enxames alienígenas consumindo territórios;
  • cidades industriais produzindo tropas sem parar.

É um dos poucos jogos da franquia que consegue representar o lado mais brutal e industrial do universo 40K.

Vale a pena pegar grátis?

Sem dúvida.

Mesmo que você nunca tenha jogado um 4X antes, o fato de Warhammer 40,000: Gladius – Relics of War estar gratuito já torna a experiência praticamente obrigatória para fãs de Warhammer.

E existe outro fator importante: o jogo envelheceu melhor do que muita gente imaginava.

Com o crescimento recente da franquia nos games — especialmente após o sucesso de:

  • Warhammer 40,000: Space Marine 2;
  • Warhammer 40,000: Darktide;
  • e Total War: Warhammer III —

… muita gente começou a revisitar títulos antigos da franquia, e Gladius acabou sendo redescoberto por uma nova geração.

A estratégia da Games Workshop está ficando clara

O mais curioso é perceber como a Games Workshop mudou completamente sua abordagem com videogames nos últimos anos.

Antes, o selo Warhammer aparecia em dezenas de jogos medianos lançados sem muito critério. Hoje existe um esforço muito maior para:

  • diversificar gêneros;
  • atingir públicos diferentes;
  • criar experiências mais únicas;
  • manter suporte pós-lançamento.

Gladius é praticamente um símbolo dessa transição.

Ele começou como um projeto considerado “ok”, mas ganhou sobrevida graças ao suporte contínuo e à comunidade dedicada.

Agora, ao ficar grátis durante o Warhammer Skulls, o jogo recebe provavelmente sua maior chance de atrair novos jogadores desde o lançamento original.

Então sim: mesmo que você esteja atolado de games no backlog, talvez seja uma boa ideia adicionar Warhammer 40,000: Gladius – Relics of War à sua biblioteca antes que o Imperium feche os portões dessa oferta.

Alabaster Dawn

A Little Legendary revelou SHADE Protocol como o novo ponto de encontro entre dois nomes que carregam peso no nicho dos RPGs de ação em pixel art: CrossCode e Alabaster Dawn. A proposta é tentadora logo de cara. De um lado, temos CrossCode, lançado em 2018, um action RPG que virou cult por misturar combate rápido, puzzles densos, progressão de personagem e uma pegada sci-fi com cara de MMO fictício. Do outro, está Alabaster Dawn, novo projeto da Radical Fish Games, que entrou em acesso antecipado em 7 de maio de 2026 e ainda está no começo da própria jornada. No meio desse encontro aparece SHADE Protocol, um Metroidvania 2D de cyber-fantasia sobre música, código, máquinas e realidade sendo reescrita.

O anúncio confirma que a colaboração não será apenas uma arte bonitinha para farmar hype. A Radical Fish Games afirma que o crossover está planejado para trazer conteúdo tanto para SHADE Protocol quanto para Alabaster Dawn, incluindo chefes secretos inspirados em CrossCode e Alabaster Dawn, habilidades temáticas, participação musical como meta de campanha e até a possibilidade de conteúdo maior caso objetivos extras sejam alcançados. Para Alabaster Dawn, os planos incluem artes divinas inspiradas em SHADE Protocol e Zura, protagonista de SHADE Protocol, como visual jogável para Juno em um modo roguelite.

A ideia é muito boa no papel, porque os três jogos falam a mesma língua: combate técnico, pixel art caprichada, mundos estranhos e sistemas que não têm medo de exigir atenção do jogador. CrossCode já provou que esse tipo de design pode funcionar em grande escala, com uma aventura longa, cheia de masmorras, segredos e batalhas que cobram reflexo e leitura de padrão. SHADE Protocol, por sua vez, tenta levar essa herança para outro eixo, apostando em exploração lateral, formas DAWN e SHADE, instrumentos como armas, parry, contra-ataques e uma mecânica de “recodificar” a realidade.

Mas é justamente aí que entra a parte crítica. Alabaster Dawn acabou de chegar ao acesso antecipado. A própria página do jogo deixa claro que a versão inicial cobre apenas parte da história, com algo em torno de 6 a 10 horas de conteúdo, enquanto a versão completa pretende ter 7 capítulos e cerca de 40 horas. O estúdio também estima que o desenvolvimento em acesso antecipado deve durar pelo menos dois anos. Ou seja: colocar um collab no radar agora pode soar como um movimento ousado demais para um jogo que ainda precisa provar consistência, cadência de updates e fechamento narrativo.

A boa notícia é que a Radical Fish Games parece ciente desse risco. O estúdio afirma que o conteúdo de colaboração está sendo planejado para não atrasar o desenvolvimento dos jogos e que, no caso de Alabaster Dawn, a prioridade continua sendo completar o game antes de empurrar o crossover para o centro da produção. Isso muda bastante a leitura do anúncio: em vez de parecer uma distração, o collab pode funcionar como uma vitrine de longo prazo, desde que fique no lugar certo da fila.

No fim, SHADE Protocol não precisa ser “o novo CrossCode” nem “o Alabaster Dawn cyberpunk” para justificar sua existência. O potencial mais interessante está em ser um laboratório onde ideias parecidas ganham outra câmera, outro ritmo e outra fantasia. Se CrossCode é o veterano que já zerou a própria raid, e Alabaster Dawn é o novato promissor ainda upando no acesso antecipado, SHADE Protocol entra como o terceiro player tentando montar uma build própria com peças dos dois mundos.

Por enquanto, SHADE Protocol tem um pitch forte, nomes interessantes ao redor e uma campanha comunitária marcada para 4 de junho de 2026 no Kickstarter. Agora falta o mais difícil: transformar referência em identidade própria e provar que esse crossover não é só um trailer estiloso, mas um motivo real para os fãs ficarem de olho.

Re:Rite

O estúdio Buffalo Buffalo revelou oficialmente Re:Rite, um novo jogo cooperativo PvE descrito como uma experiência “caótica” focada em batalhas contra hordas de inimigos enquanto os jogadores assumem a forma de Kaijus gigantescos.

O anúncio veio acompanhado de um trailer cinematográfico que destaca a principal proposta do game: começar cada partida como uma pequena criatura praticamente inofensiva e evoluir gradualmente até alcançar proporções colossais capazes de destruir cidades inteiras. A página do jogo já está disponível no Steam, embora ainda não exista uma data oficial de lançamento.

Na história do jogo, a humanidade prosperou graças ao Lithium-16, um recurso milagroso que transformou a Terra em uma espécie de paraíso tecnológico. O problema começou quando as reservas começaram a acabar. Em resposta, um grupo de sobreviventes conhecido como “Seeds” abandona sua forma humana para enfrentar criaturas hostis e recuperar os últimos fragmentos vivos do recurso escondidos dentro da Chrysalis — estruturas cristalinas gigantes que também parecem guardar algo ainda mais perigoso.

ReRite

A jogabilidade mistura progressão física durante as partidas com liberdade estratégica. Os jogadores poderão escolher entre crescer rapidamente para dominar o mapa com força bruta ou explorar o tamanho reduzido nas fases iniciais para se movimentar melhor e sobreviver aos confrontos. O objetivo principal será derrotar ondas de inimigos e acumular Bloom, recurso utilizado para quebrar os enormes casulos espalhados pelo cenário que escondem chefes gigantes.

Além da proposta visual inspirada em filmes clássicos de monstros, o jogo aposta em um sistema de evolução dinâmica durante cada sessão, criando partidas que mudam completamente de escala conforme o tempo avança.

ReRite

Vale o seu tempo

Re:Rite chama atenção por combinar progressão em tempo real, combate cooperativo e destruição em larga escala em uma proposta claramente inspirada no imaginário Kaiju. A ideia de evoluir fisicamente durante cada partida pode criar partidas imprevisíveis e divertidas, especialmente em grupo. Ainda falta ver como o loop de gameplay vai se sustentar a longo prazo, mas o conceito inicial certamente é forte o bastante para colocar o jogo no radar de quem gosta de ação cooperativa e monstros gigantes.

STARBITES

O RPG sci-fi STARBITES já está disponível para PC e consoles, incluindo uma edição física Limited Edition para os consoles. O título chega apostando em uma mistura de exploração em mundo desértico, combates em turnos e uma narrativa focada na relação entre uma garota e seu robô.

A versão para Windows foi lançada no Steam acompanhada da venda separada da trilha sonora oficial e de um art book digital. O trailer de lançamento destaca o visual estilizado do game, além de apresentar parte da ação em terceira pessoa e os confrontos estratégicos.

Uma jornada em um planeta devastado pela guerra

A história se passa em Bitter, um planeta desértico marcado pelas cicatrizes de uma guerra interestelar ocorrida décadas antes. A protagonista, Lukida, é uma jovem sucateira que sonha em deixar o planeta para trás e alcançar as estrelas. Porém, um ataque inesperado de um robô gigante acaba colocando a garota no centro de eventos capazes de mudar o destino de Bitter.

Ao longo da aventura, os jogadores poderão explorar grandes áreas abertas pilotando os chamados Motorbots, veículos que servem tanto para travessia quanto para combate e personalização.

STARBITES

Combate em turnos e personalização

O sistema de batalha aposta em mecânicas por turnos acessíveis para iniciantes, mas com profundidade suficiente para quem gosta de estratégia. Será possível montar equipes, equipar os Motorbots com melhorias e enfrentar inimigos espalhados pelos desertos do planeta.

Além da campanha principal, o game também promete mistérios ligados ao conflito ocorrido 45 anos antes dos eventos atuais, incentivando a exploração e a descoberta de segredos escondidos sob as dunas de Bitter.

STARBITES

Vale o seu tempo

STARBITES chama atenção pelo visual estilizado, pela ambientação melancólica e pela combinação entre exploração e batalhas estratégicas. Para fãs de RPGs japoneses modernos com temática sci-fi e foco narrativo, o jogo surge como uma aposta interessante, especialmente para quem procura uma experiência inspirada nos clássicos do gênero, mas com identidade própria.

A.A.U. Black Site

Os jogos de terror em primeira pessoa ganharam uma nova obsessão nos últimos anos: a estética “bodycam”. Depois do sucesso de experiências ultrarrealistas que simulam câmeras corporais policiais, o gênero virou terreno perfeito para criar tensão psicológica absurda. Agora, A.A.U. Black Site quer levar essa fórmula ainda mais longe — misturando combate militar, conspiração e horror sobrenatural.

O game entrou oficialmente em Early Access no Steam e já chama atenção pelo visual extremamente realista e pela atmosfera sufocante. A proposta aqui não é apenas assustar com jumpscares baratos. O objetivo parece ser mergulhar o jogador numa experiência desconfortável, claustrofóbica e constantemente imprevisível.

Um FPS militar que vira pesadelo sobrenatural

A premissa de A.A.U. Black Site começa de maneira relativamente familiar: você controla um operador altamente treinado preso em território inimigo após ser incriminado por eventos misteriosos. A missão inicial parece simples — sobreviver e escapar vivo.

Mas rapidamente as coisas saem do controle.

O diferencial do jogo está justamente nessa transição gradual entre combate tático e horror psicológico. A câmera corporal registra tudo em tempo real, criando uma sensação quase documental. Isso transforma momentos simples, como explorar corredores escuros ou entrar em instalações abandonadas, em situações absurdamente tensas.

A estética found-footage funciona muito bem porque o jogo evita HUD exagerada, menus chamativos ou elementos tradicionais de interface. Tudo é construído para parecer uma gravação militar real vazada na internet.

E honestamente? Funciona.

O bodycam virou a nova febre do terror

Nos últimos anos, vários projetos começaram a explorar esse visual hiper-realista inspirado em filmagens policiais e operações militares. A diferença é que muitos acabam parecendo apenas tech demos bonitas sem profundidade.

A.A.U. Black Site parece tentar fugir dessa armadilha adicionando narrativa, progressão e elementos sobrenaturais mais pesados.

O uso da bodycam aqui não serve apenas para estética. Ele altera diretamente o gameplay. O balanço natural da câmera, a iluminação limitada e a sensação de vulnerabilidade deixam qualquer confronto mais intenso. Até trocar tiros vira algo caótico e desesperador.

Existe também uma inspiração muito clara em produções como REC, Cloverfield e filmes militares de horror psicológico. O jogador nunca sente que possui controle absoluto da situação — e isso amplifica bastante o medo.

Early Access começa pequeno, mas com ambição grande

Atualmente, o Early Access traz duas missões completas jogáveis, mas os desenvolvedores já confirmaram que o plano inclui expansão pesada de conteúdo ao longo dos próximos meses.

Entre as novidades prometidas estão:

  • Novos capítulos da campanha
  • Mais tipos de inimigos
  • Expansão de áreas exploráveis
  • Arsenal adicional
  • Mais eventos sobrenaturais
  • Ajustes baseados diretamente no feedback da comunidade

Esse último ponto é especialmente importante. Jogos independentes de horror costumam encontrar sua identidade verdadeira justamente durante o período de acesso antecipado. Dependendo da recepção inicial, A.A.U. Black Site pode evoluir bastante.

O terror moderno está ficando cada vez mais “real”

Existe uma tendência muito interessante acontecendo no gênero horror: os jogos estão abandonando criaturas exageradas e indo em direção ao desconforto visual realista. A.A.U. Black Site aposta exatamente nisso.

Os ambientes parecem filmagens reais. A movimentação pesada do personagem transmite exaustão física. A iluminação limitada cria paranoia constante. Em muitos momentos, o jogo parece mais um vídeo perdido encontrado em algum fórum obscuro da internet do que um FPS tradicional.

E isso muda completamente a experiência emocional do jogador. Ao invés de apenas “tomar sustos”, você sente ansiedade contínua.

O maior desafio será manter a tensão

Apesar da proposta extremamente promissora, o maior risco do projeto está justamente em sustentar essa atmosfera durante várias horas.

Muitos jogos bodycam impressionam nos primeiros 20 minutos, mas começam a perder impacto quando o jogador se acostuma com a estética. Para evitar isso, A.A.U. Black Site precisará variar bem seus momentos de horror, construir mistérios interessantes e evitar repetição excessiva de corredores escuros e sustos previsíveis.

Ainda assim, a base apresentada no Early Access já mostra potencial enorme. Principalmente para quem gosta de experiências imersivas que misturam ação militar, suspense psicológico e horror sobrenatural brutal.