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Cena de Masters of Albion
Masters of Albion

Peter Molyneux lançou o que promete ser seu último jogo, Masters of Albion, com estreia marcada para 22 de abril. A notícia do fim da carreira do designer também levou ao encerramento de uma conta satírica que, desde 2009, replicava e zombava afetivamente das ideias mais absurdas e grandiosas do criador.

A conta postava ideias curtas e estranhas que viraram piada e inspiração para muitos. Algumas sugestões pareciam apenas maluquices — como namorar suas armas ou jogar algo só uma vez na vida — mas outras acenderam a criatividade da cena indie. Em 2012 isso gerou um evento de jams que resultou em centenas de jogos inspirados por essas ideias, e no ano seguinte outro evento usou frases reais do próprio Molyneux como ponto de partida. Jogos que hoje parecem normais, como Donut County ou Viewfinder, antes pareceriam estranhos.

O criador da conta explicou que, com a diversidade e o avanço dos indies, ideias outrora chocantes se tornaram comuns, então decidiu encerrar a brincadeira. Ele também comentou as dificuldades do setor e agradeceu a influência de Molyneux, dizendo que espera que novas gerações continuem arriscando em jogos pequenos e estranhos. Masters of Albion chega em 22 de abril e pode ser a chance de Molyneux se despedir do jeito que conhece melhor: com ambição e grandes promessas.

The Elder Scrolls 6
The Elder Scrolls

Kurt Kuhlmann, veterano responsável pelo lore de The Elder Scrolls, deixou a Bethesda em 2023 depois de mais de 20 anos. Hoje ele trabalha no estúdio Lightspeed LA, ligado à Tencent. Em entrevista, ele diz que a saída foi motivada por mudanças internas: o estúdio cresceu demais, equipes ficaram distantes e a comunicação passou a falhar entre os vários times.

Kurt começou ainda nos anos 90 e voltou em 2003. Participou de Daggerfall, Redguard, Morrowind e, nas décadas seguintes, ajudou em Skyrim, Oblivion e Starfield. Foi co-lead em Skyrim e lead systems em Starfield. Com o crescimento, cargos ficaram mais gerenciais e menos práticos. Ele preferia criar conteúdo na prática em vez de só gerenciar, e isso pesou na decisão de sair. Outro ponto decisivo foi uma promessa de Todd Howard de que ele seria lead em The Elder Scrolls 6 — promessa que, no fim, não se cumpriu.

Ele esperou mais de uma década por essa chance, e a negativa ajudou a definir sua saída. Kurt fala sem rancor e afirma que ainda ama a série. Ele tinha ideias fortes para TES6, pensando em um tom mais sombrio e em antagonistas como os Thalmor ganhando força, no estilo de The Empire Strikes Back. Mesmo assim, acredita que um final totalmente negativo e um longo cliffhanger seriam difíceis de sustentar. Agora ele acompanha a série de fora e reflete sobre o que poderia ter sido.

Cena de Monster Hunter Wilds
Monster Hunter

Um mod caseiro pode explicar parte dos problemas de desempenho de Monster Hunter Wilds. Um jogador em um fórum publicou que pular a checagem de DLCs fez o jogo rodar muito melhor na conta com todo o conteúdo instalado. A ideia é simples: se o jogo não verifica a presença dos extras, ele evita um processo pesado e ganha frames.

O autor diz que notou a diferença ao alternar entre contas: uma com todos os DLCs, outra sem nada. Na conta com extras, ele relatou mais de 80 FPS em hubs; na sem DLCs, chegava a 20-25 FPS. O mod não desbloqueia conteúdo. Ele apenas ignora a checagem, o que parece reduzir a carga do motor do jogo.

Para confirmar, testes foram feitos em 4K com o preset Alto e geração de frames desligada, em um PC com AMD Ryzen 7 7700X e uma RTX 5070 Ti. Comparei uma cópia sem DLCs e outra com todos os 189 itens de DLC (tirando o pacote de texturas em alta). A média subiu de 61 para 67 FPS. As quedas extremas (1%) praticamente não mudaram e não notei redução clara dos engasgos.

Isso sugere um bug: o jogo pode executar uma checagem de DLC ao passar perto do vendedor Conut, o que consome recursos no hub. Em máquinas mais modestas, esse impacto pode ser maior. Não recomendo comprar DLCs só para tentar melhorar o FPS. O autor diz ter avisado a desenvolvedora e, se nada mudar, pretende liberar o mod como código aberto. Por enquanto, ajustar as configurações do jogo continua sendo a melhor forma de ganhar desempenho.

000

Total War: Warhammer 40,000 ultrapassou a marca de 1 milhão de wishlists no Steam em menos de um mês após o anúncio. Creative Assembly revelou o jogo durante uma premiação de fim de ano e afirmou estar ‘inacreditavelmente empolgada’ para mostrar mais em breve. O número mostra que a combinação de estratégia em grande escala com o cenário sombrio do universo 40k já conquistou muita gente.

O único trailer divulgado até agora mistura cinematics impressionantes com trechos de gameplay pré-alfa. Foi apresentado por David Harbour e traz imagens de esquadrões de Space Marines enfrentando hordas de orks, com gigantescas máquinas de guerra alterando o campo de batalha. Também aparecem ataques disparados a partir da órbita, incluindo um feixe destruidor que varre alvos maiores — isso sugere escolhas táticas de enorme impacto nas campanhas. Mesmo em estágio inicial, o visual e as ideias deixaram muitos animados.

O jogo promete combates tanto em planetas quanto entre as estrelas, com facções já confirmadas como Aeldari e Astra Militarum. Fãs do tabletop e jornalistas já criaram listas de desejos com recursos que querem ver, chegando a brincar com uma ‘wishlist para o Imperador’. Se a equipe conseguir unir gestão de impérios estelares com batalhas detalhadas, Total War pode mesmo trazer para o PC uma guerra galáctica à altura da escala 40k.

Player Housing de World of Warcraft em Acesso Antecipado — o que falta antes do Midnight
World of Warcraft

Mythic+ de World of Warcraft pode ser difícil para quem está começando. Masmorras têm rotas próprias e quem entra em grupos públicos normalmente precisa conhecer vários atalhos e truques. Muitos novatos se perdem por causa do cronômetro e das rotas não óbvias. Para ajudar, a Blizzard está testando um novo afixo chamado Orientação de Lindormi nos servidores de teste Midnight. Ele aparece nos níveis Mythic+ 2 a 5.

Com a Orientação de Lindormi ativa, alguns inimigos que não são chefes recebem Areias Temporais. Esses alvos ficam destacados e têm vida e dano reduzidos em 5%. Se o grupo derrotar todos os inimigos marcados, a contagem de Forças Inimigas é completada em 100%, o que oferece uma rota básica pela masmorra. O afixo também evita que mortes de jogadores reduzam o tempo do cronômetro.

A ideia é dar um caminho claro para grupos nos níveis iniciais, sem atrapalhar quem joga em dificuldades altas. Não é uma mudança pensada para competir em ranque alto, mas para ensinar rotas e reduzir confusão. Na prática, quem está começando em Mythic+ deve sentir menos pressão e ter mais chance de aprender as mecânicas antes de tentar rotas otimistas.

Por enquanto, a medida está em testes nos servidores de teste e pode sofrer ajustes antes de chegar ao jogo final. É uma solução simples que pode reduzir conflitos em grupos e ajudar novos jogadores a focarem nas mecânicas dos chefes primeiro.

Cena de How Many Dudes?
How Many Dudes?

How Many Dudes? é um roguelike “dudebuilder” que funciona como um auto-battler. A ideia é montar um exército de caras para enfrentar animais em quantidades absurdas — e às vezes outros alvos bizarros. Ao final de cada rodada você escolhe entre começar a recrutar um tipo específico de cara (definindo seu build), recrutar um soldado, ou pegar um relic. Os relics acumulam bônus e precisam ser combinados com seu estilo de jogo.

O sistema de desmaios é o ponto crítico: quando seus caras caem, você pode revivê-los com “dude juice”, um consumível que ressuscita 10 unidades por uso. Dá para repor o estoque na loja, esperar alguns turnos para que os caídos voltem lentamente, ou usar sacrifícios táticos para gerar buffs. Também há itens consumíveis como meteoros ou relâmpagos engarrafados que mudam o rumo da partida.

As escolhas de batalha trazem variedade: lutas fáceis dão menos dinheiro, lutas difíceis dão mais, e o tipo de inimigos influencia qual build funciona melhor. Builds de limpeza favorecem enxames enormes; equipes de dano pesado preferem chefes. Há complexidade bastante e opções divertidas, incluindo estratégias de risco, como mandar unidades fracas morrerem para fortalecer os frankendudes. A maior crítica é a falta de um mapa de caminhos: o progresso às vezes parece aleatório, deixando pouca ação direta em algumas rodadas. Ainda assim, com uma demo disponível, o jogo é uma aposta divertida para quem curte roguelikes e autobattlers.

QPAD voltou: Flux 65 é o teclado 65% que pode superar a Keychron
QPAD

A QPAD voltou ao mercado com o Flux 65 Model 5, um teclado compacto de 65% que mistura recursos gamer e qualidade para entusiastas. Ele usa switches Hall effect Gateron dual-rail, é hot-swappable e vem com keycaps PBT double-shot. A iluminação é RGB por tecla, a conexão é USB-C com cabo destacável e o polling chega a 8.000 Hz. A estrutura é em plástico, mas sente-se sólida; o peso é de cerca de 720 g. No lançamento, o preço está em cerca de R$ 800 e, por enquanto, está disponível apenas no Reino Unido e na UE.

A digitação é o ponto forte: teclas firmes, estabilizadores bem acertados no espaço, Enter e Backspace, e um som levemente ‘clacky’ que muitos vão gostar. Os switches lineares parecem pré-lubrificados e acionam com pouca força, o que gera sensação rápida e suave. O teclado não tem uma fileira de funções nem numpad por ser 65%, mas mantém as setas e algumas teclas úteis no home row.

Nas jogadas, os recursos Hall effect fazem diferença: o software local permite ajustar acionamento por tecla e o Rapid Trigger, que deixa as entradas mais sensíveis — útil em jogos que exigem respostas rápidas. O software funciona bem, mas não é baseado em navegador. Falta Bluetooth, o que reduz a portabilidade. No geral, o Flux 65 entrega uma experiência premium e vale a pena para quem quer um compacto focado em digitação e desempenho.

Asus TUF A16 (2025) surpreende: RTX 5050 entrega desempenho de laptops mais caros
Asus

O nível de entrada do mercado gamer costuma ser esquecido, mas o Asus TUF Gaming A16 (2025) chama atenção. Ele junta um RTX 5050 de 8 GB com o AMD Ryzen 7 260, um chip de 8 núcleos Zen 4 que chega a 5,1 GHz e tem multithreading. Isso entrega mais potência do que se espera de um modelo básico.

No teste, o A16 se saiu tão bem em Baldur’s Gate 3 quanto modelos com especificações maiores. A GPU 55W pode consumir até 115W, o que a coloca perto de placas melhores e permite rodar jogos modernos com boa taxa de quadros. Em títulos menos exigentes ou com geração de frames ativa, a tela de 165 Hz aparece com frequência.

As temperaturas ficam na casa dos 75 °C em média no CPU e 69 °C no GPU, e o Turbo aumenta o ruído das ventoinhas — recomendo usar fones em sessões intensas. O conjunto de portas é ótimo: USB4, USB-A, HDMI 2.1 e Ethernet. A tela IPS atinge 385 nits e cobre 100% sRGB, mas não é ideal para edição profissional de cores.

A bateria de 90 Wh rende quase oito horas em vídeo, mas só cerca de uma hora e quinze de jogo pesado. O modelo traz 16 GB de DDR5 e 1 TB SSD, pesa 2,2 kg e custa cerca de R$9.800. No fim, é um notebook com desempenho surpreendente, mas que fica um pouco caro para a categoria — vale esperar uma promoção.

DOOM

Um criador alemão conseguiu rodar Doom na tela sensível ao toque de uma panela de cozinha inteligente Krups Cook4Me. O feito mostra como dispositivos simples com Wi-Fi e processadores modestos podem virar plataformas para experiências inesperadas.

A panela usa um SoC Renesas R7S721031VC com processador Cortex-A9 a 400 MHz, 128 MB de RAM e 128 MB de flash. Essas especificações são modestas, mas suficientes para fazer o Doom de 1993 rodar com taxa de quadros razoável. Para isso, o criador extraiu o firmware do SoC e adaptou o código para que o jogo funcionasse no sistema embarcado.

A entrada é improvisada: toques em áreas mapeadas e rótulos nas bordas da tela servem como controles. O jogo aparece centralizado em uma área pequena do display, que não é muito grande, então a experiência é limitada, mas jogável. O desmontar da panela foi simples, com acesso direto aos módulos internos.

O autor publica vídeos e posts mostrando o processo e outros projetos parecidos. Há registros do Doom rodando em estações de carregamento, em dispositivos simples como vapes, em arquivos PDF e até rodando recursivamente dentro do próprio Doom. A demonstração é um lembrete de como criatividade e engenharia reversa transformam aparelhos do dia a dia em plataformas para jogos.

Cena de 007 First Light
James Bond

IO Interactive atualizou os requisitos de PC de 007 First Light depois que a comunidade apontou erros óbvios. A equipe publicou uma correção nas redes sociais e pediu desculpas. A confusão veio de uma falha interna que deixou uma versão antiga das especificações no ar. O requisito recomendado que dizia 32 GB de RAM para 1080p a 60 fps foi reduzido para 16 GB, igual ao mínimo agora.

Os processadores mínimos também foram ajustados. O mínimo é um Core i5-9500, corrigindo um modelo equivocado que havia sido publicado antes. Para o recomendado, aparecem o Core i5-13500 e o Ryzen 5 7600. Ambos têm seis núcleos, mas suportam multithreading; o i5-13500 também traz núcleos eficientes extras, o que aumenta o total de threads. Ainda assim, a diferença prática pode ser pequena, já que o jogo tende a exigir mais da placa de vídeo.

O maior problema antes era a VRAM: o anúncio dizia 12 GB para 1080p, mas o RTX 3060 Ti recomendado tem 8 GB. Agora o recomendado exige 8 GB e o mínimo 6 GB, compatível com uma GTX 1660. Essas diferenças importam, porque indicam quais placas conseguem rodar nas configurações prometidas. É positivo que a desenvolvedora corrigiu rápido, mas erros assim podem confundir quem planeja comprar o jogo. Também falta esclarecer quais configurações de qualidade correspondem ao mínimo e ao recomendado e se será preciso usar upscaling para alcançar 60 fps.

Cena de Monster Train 2
Monster Train 2

O DLC Destiny of the Railforged para Monster Train 2 chega no início de fevereiro. Ele traz um novo modo, Soul Savior, e um novo clã pago, Railforged. Ao mesmo tempo, o clã Wurmkin do primeiro Monster Train será adicionado ao jogo base de graça.

Soul Savior se passa em um reino chamado Soulstream, onde você enfrenta a Mãe da Vida para recuperar almas. O modo é uma forma de jogo separada, com progressão própria baseada em almas: vantagens permanentes que melhoram cartas, unidades ou dão buffs globais. Cada alma é desbloqueada definitivamente e pode ser atualizada até três vezes. Há mais de 30 almas e você inicia uma corrida com uma alma, liberando mais conforme avança. As almas são geralmente mais fortes que upgrades normais e podem ser movidas entre cartas durante a run. Exemplos citados incluem Butterball, que permite consumir uma unidade para absorver seus atributos; Red Hot, que transforma um feitiço em explosivo e aumenta seu poder mágico, mas penaliza uma carta da mão se ele matar um inimigo; Heartbreaker, que concede frágil e reanimar 2 e aplica frágil ao inimigo que matar a unidade; e Goldie, que dá retenção e gera ouro quando a carta é jogada.

O clã Railforged é composto por artesãos e mecânicos e tem os campeões Heph e Herzal. Ele usa um recurso novo chamado Forge, gasto em combate para melhorar unidades e equipamentos. Entre as unidades estão um cannon estacionário que atira em inimigos que se movem e um steward com ataque forte. Railforged foca em ofensiva e em aumentar equipamentos e pyre. Também haverá salas com ações manuais, como a sala inspirada em Steel Pulleyclaw que permite puxar unidades de outros cômodos. O estúdio afirma que Soul Savior será mais difícil e um pouco mais longo que uma corrida normal.