A Razer lançou o Synapse Web, uma versão beta que roda em navegadores baseados no Chromium. Por enquanto a compatibilidade é bem limitada: só três teclados são suportados — Razer Huntsman V3 Pro, Razer Huntsman V3 Pro Mini e Razer Huntsman V3 Pro 8 kHz. Em testes iniciais o app web não reconheceu meu Huntsman V3 Pro: instalei o firmware com o atualizador separado e o teclado funcionou no Synapse local, mas o Synapse Web exibiu a mensagem ‘no compatible devices found’. Pode ser um problema do beta ou da configuração do meu PC.
Quando ficar mais estável e ganhar mais dispositivos, será ótimo para quem não quer ter vários programas locais. Não é só sobre uso de memória — o Synapse local consumiu menos de 270 MB em repouso e cerca de 600 MB quando aberto em uma máquina com 32 GB de RAM — mas ter vários apps de periféricos rodando ao mesmo tempo é incômodo. No meu teste o navegador usou apenas 111 MB sem o dispositivo carregado. A expectativa é que a versão web use menos memória mesmo com tudo funcionando e que seja mais prático sair do app local quando não precisar.
No Linux isso pode facilitar o gerenciamento sem depender de drivers de terceiros, embora seja necessário ajustar permissões do navegador via WebHID em algumas distribuições. O lado ruim é depender de internet e dos servidores; por isso é bom ter a opção local e a online. No geral é um passo na direção certa: em 2026 é ruim quando um periférico não tem opção de configuração pelo navegador. Mais fabricantes deveriam apostar nisso.
Leon Kennedy volta em Resident Evil Requiem com um visual mais maduro e atraente. A equipe de desenvolvimento dedicou tempo para polir os traços do rosto, a barba e até pequenas rugas no pescoço, além das roupas e cicatrizes. Tudo foi pensado para dar mais realismo e mostrar que Leon carregou décadas de história dentro da série.
O diretor do jogo comentou em entrevista que muitas mulheres da equipe foram rigorosas nas revisões do design. Elas apontaram detalhes mínimos e ajudaram a construir uma aparência que conversa com fãs antigos e novos. A equipe também discutiu bastante o comportamento do personagem, tentando alinhar como ele reagiria em diferentes situações, não só como ele parece.
As primeiras impressões de quem já testou partes do jogo são positivas. Trechos de gameplay mostram combates que misturam elementos clássicos e modernos da franquia, como lutas em corredores cheios de inimigos e até um confronto com motosserra logo no começo. Essa mistura parece manter a identidade da série ao mesmo tempo em que atualiza a experiência.
Para quem curte Leon, o novo visual deve ser um acerto: ele aparece mais humano e com presença reforçada. Resta ver no lançamento como as mudanças no visual e na postura do personagem vão influenciar a narrativa e a sensação de imersão durante o jogo.
Um clássico point-and-click de 1995, conhecido pela estranheza e pela inspiração em Edgar Allan Poe, vai voltar ao Steam com um novo nome. O jogo mistura cenas em FMV feitas em massinha com cenários 3D primitivos, criando uma estética onírica e desconfortável. O relançamento foi anunciado pela editora e deve manter os cenários ‘quase reais’ que envelhecem de forma curiosa, além da proporção de tela original.
O título adapta três contos de Poe: The Tell-Tale Heart, The Cask of Amontillado e Berenice. A narração é feita por William S. Burroughs, em uma interpretação que funciona como uma voz de Poe, e a trilha sonora ficou a cargo de Thomas Dolby. Esses elementos ajudam a construir uma atmosfera sombria e experimental, bem diferente dos point-and-click mais convencionais.
A editora explicou que a mudança no nome foi necessária por causa de sobreposição de marcas, provavelmente com outra franquia já existente ligada a jogos de mesa na Europa. Por isso o jogo virá ao público como Edgar Allan Poe’s Interactive Horror: 1995 Edition. O relançamento pode interessar tanto a colecionadores quanto a quem curte arte experimental em videogames. Para quem gosta de achados bizarros dos anos 90, é uma boa chance de revisitar uma aventura que mistura literatura, música e imagem experimental. Se quiser ver como é, já existem vídeos e walkthroughs disponíveis com spoilers.
Um mod recente para Baldur’s Gate 3 devolve cenas e falas que foram cortadas da versão final do jogo. O projeto traz mais de 100 conversas e mais de 1.000 linhas de diálogo com vozes, restaurando reações e opções extras logo no começo da aventura. Boa parte do material traz mais respostas dos companheiros, deixando interações no acampamento e eventos iniciais mais ricas.
A maior parte do diálogo restaurado é dos companheiros Astarion, Shadowheart, Gale e Lae’zel. Karlach e Wyll aparecem menos porque tinham dubladores diferentes na versão de acesso antecipado; nesses casos o mod reconstruiu algumas falas com trechos de áudio já existentes. O criador do mod pretende continuar o trabalho e recuperar outras cenas removidas, como a dos thralls no nautiloide do prólogo.
Quem instalar pode notar um pequeno problema visual na barba do Gale, mas há um conserto separado que resolve esse erro. O ideal é aplicar o mod antes de começar uma nova jogada, já que muitas linhas aparecem logo no início. Evite desinstalar o mod durante uma campanha, pois ele adiciona personagens e eventos de acampamento que precisam permanecer ativos.
Para jogadores que gostam de histórias mais completas e diálogo extra, esse mod muda bastante a primeira parte da jornada. A experiência fica mais viva com detalhes que sumiram na versão final. É uma boa opção para quem vai começar uma nova campanha e quer sentir o jogo como estava no acesso antecipado.
Uma equipe de fãs lançou um patch em inglês para Shizuku, jogo japonês de 1996 para PC-98. O patch traduz a interface e o texto, permitindo jogar uma versão em inglês desse clássico. Para quem curte a história dos jogos, é a chance de ver um dos primeiros exemplos do que hoje chamamos de visual novel.
Na metade dos anos 90, a desenvolvedora Leaf criou a chamada Visual Novel Series, começando com Shizuku. A própria Leaf ajudou a popularizar o nome ‘visual novel’, mas as ideias vêm de aventuras textuais anteriores que usavam texto sobre fundos estáticos e som para contar histórias. A diferença da Leaf foi mostrar mais os personagens na tela, algo que combinava com o conteúdo adulto de muitos desses títulos. Outros jogos da época também investiam em gráficos para contar romances interativos.
Shizuku teve sucesso moderado, mas jogos posteriores da série, como To Heart, fizeram a empresa crescer e ganhar mais público. Algumas dessas obras ganharam versões modernizadas e traduções para outras línguas, sem as cenas adultas originais. Nas redes sociais, um jogador relatou na noite de 27 de janeiro (horário de São Paulo) que achou a tradução bem escrita, mas avisou que o jogo tem conteúdo adulto e não é indicado para todo mundo.
Se você quer experimentar, o jogo pode ser encontrado em arquivos digitais e rodado em um emulador compatível aplicando o patch em inglês. É um bom material para estudar como o gênero evoluiu e entender por que o termo ‘visual novel’ ficou tão popular.
Terraria recebeu agora a atualização 1.4.5, chamada Bigger and Boulder. O que começou como um pacote crossover com Dead Cells acabou virando um update muito maior, que levou mais de três anos para ficar pronto. Foi anunciado em 2022 e chegou depois do prazo previsto de 2023. A lista de mudanças é enorme e o estúdio diz que nem tudo foi revelado: parte da diversão vai ser descobrir o resto.
Muitas partes do jogo foram mexidas. O sistema de criação de itens foi reformulado para dar mais opções, com receitas novas e formas diferentes de combinar materiais. O inventário recebeu melhorias para facilitar o gerenciamento. A função de seed do mundo foi ampliada e agora inclui uma seed Skyblock, que cria uma ilha flutuante e muda totalmente a forma de jogar, com recursos escassos e risco constante de queda.
A atualização adiciona 650 novos itens, levando o total do jogo para mais de 6.000. Entre eles estão tintas, espelhos, doces cristalizados e varetas luminosas arco-íris, além de muitos outros objetos de construção e consumíveis. Novos NPCs chegam junto com conteúdo crossover de Palworld. Há também ajustes de equilíbrio e mudanças na economia dos recursos, então espere que sua estratégia precise se adaptar. Um trailer foi lançado para mostrar as novidades.
Em 2026, o gênero de sobrevivência parece ter um novo tema: trens como bases móveis. Pelo menos seis ou sete jogos apostam nessa ideia, levando a base a viajar por mundos perigosos em vez de ficar parada. Tem jogo para todo gosto: tiro em primeira pessoa, construção, gestão e até simulador de cidade sobre trilhos.
Frostrail é um FPS solo ou cooperativo. Você enfrenta o frio, procura recursos e melhora o motor do trem para seguir mais longe. EverRail tem modo para até quatro jogadores, drones para explorar e um sistema de respawn em que você assume outros passageiros. Enginefall lembra um megatrain a ser conquistado do fim ao começo, com combates dentro de vagões variados. Frostliner transforma um trem em uma cidade móvel, com gestão de cidadãos e uma narrativa linear enquanto você corre atrás de calor. Steel Ark foca em produção e automação, com módulos para proteger o trem e veículos extras como buggies. Steel Artery: Train City Builder é mais construção e gestão, com toques steampunk e elementos de sobrevivência. Railborn aposta em liberdade de construção, deixando você montar carros com biomas como estufas e cavernas em um mundo alienígena; sua chegada em 2026 ainda não está confirmada.
No geral, a ideia é a mesma: base que se move, necessidade de usar recursos e atualizar o trem. Entre combates, exploração e gestão, esses títulos mostram diferentes maneiras de transformar trilhos em lar e desafio. Se você curte sobrevivência com mobilidade e criatividade, 2026 vai ter muitas opções nos trilhos.
A atualização Toxic Tangle para Grounded 2 chegou com um novo bioma Jardim tomado por cipós e escaladas verticais, cheio de esconderijos e armadilhas naturais. Um experimento da Ominent Practical Technologies vazou e gerou o efeito Tang, que infecta solo, água e criaturas. Você vai encarar formigas pretas, vespas, grilos, pulgões lanosos, besouros de ferrugem e besouros de batata — e um inimigo muito maior, o Colosso Serpente. Também há uma montaria nova, o Buggy Joaninha: um veículo-tanque com canhão d’água que limpa Tang, empurra inimigos, tem carga de investida, regenera vida e resiste ao Tang. Lembre-se de reabastecer o reservatório em fontes de água.
Várias mecânicas mudaram para tornar o jogo mais estratégico. Mutações foram separadas em ativas e passivas — as passivas funcionam automaticamente com seu conjunto de armas. O kit de construção ganhou novas peças como ninhos e telhados temáticos, e chegaram novas missões e pontos de interesse, como formigueiros e laboratórios. Também foram adicionados modos de desafio Garden MIX.R e O.R.C., novas armas e armaduras inspiradas em insetos, além de recursos frescos para cozinhar e fabricar equipamentos únicos.
O modo Playgrounds volta em teste público em fevereiro, trazendo ferramentas para criadores montarem minijogos e arenas. A atualização traz ainda correções e ajustes de equilíbrio, melhorias de interface e qualidade de vida — por exemplo, coordenadas no mapa, itens exclusivos passíveis de fabricação e melhor comportamento das criaturas. A área já está disponível: equipe-se bem e cuidado com o Tang.
O DLC Bluey: A Casa da Bluey vai chegar ao Minecraft Marketplace em 5 de fevereiro. No anúncio oficial, a produtora disse que o pacote leva os jogadores para dentro da casa da série, com cenários e objetos inspirados no desenho. Lá será possível encontrar os personagens Bluey, Bingo, Mamãe e Papai e reviver momentos marcantes.
O conteúdo promete que os jogadores vão procurar chaves escondidas pela casa, guiados por Bluey e sua família, desbloqueando novos cômodos e áreas conforme avançam. Haverá também pequenas tarefas e minijogos pensados para todas as idades, como Eu Espio, Esconde-Esconde e Ragdoll. Muitos desafios são simples: procurar objetos, resolver enigmas leves e entrar em quartos secretos cheios de detalhes do desenho.
O estilo do DLC parece ser bem familiar e voltado para quem curte experiências leves e criativas dentro de Minecraft. As construções e os itens prometem recriar a sensação do programa, com foco em diversão e exploração mais do que em combate ou competição. Isso torna o pacote uma boa opção para crianças e fãs do desenho que gostam de brincar e decorar.
Já existe um jogo completo de Bluey lançado em 2023, com recepção variada entre os jogadores. O DLC não teve preço anunciado, mas a data de chegada está marcada. Se você gosta de Minecraft e do desenho, vale ficar de olho no Marketplace a partir do dia 5 de fevereiro para conferir como ficou a adaptação.
Em Baldur’s Gate 3 existe um item curioso chamado Frasco de Ferro. Ele aparece cedo no jogo e, como diz a descrição, consegue ‘conter amigos e inimigos’. O problema é que o frasco é de uso único: você precisa arremessá-lo para descobrir o que tem dentro, e geralmente solta um inimigo poderoso que ataca tudo ao redor. A ideia de usar o frasco como uma Poké Ball ficou na cabeça da galera, mas o item original não deixa.
Um mod recente mudou isso. Um criador lançou a chamada BALL, uma esfera que captura personagens não jogáveis para você guardar e soltar quando quiser. Há duas formas de usar: arremessar a esfera contra o alvo ou ativar o feitiço Gotta Catch Em All fornecido pelo item para disparar um raio e capturar à distância. Atenção: personagens neutros podem se ofender se levarem uma pancada, e o mod não tem proteções automáticas contra problemas com a história.
O autor do mod alerta que prender NPCs importantes pode quebrar missões e que não é seguro mover um personagem capturado entre atos. Ainda assim, muitos jogadores já estão imaginando batalhas fictícias com personagens famosos do mundo de Forgotten Realms. O mod está disponível para download e vai agradar quem gosta de testar ideias malucas no jogo, com o risco de deixar a campanha irreconhecível.
Earth Must Die, uma aventura cômica do Size Five Games, foi lançada hoje no Steam. Antes de entrar na loja, o jogo passou por uma verificação curiosa: a página descrevia uma orgia alienígena representada como uma massa que se contorce no chão, e a Valve pediu provas em vídeo para entender o contexto da cena.
A editora No More Robots relatou que a Valve afirmou não conseguir verificar o contexto e exigiu que gravassem e enviassem as imagens. O time responsável atendeu ao pedido nos dias finais antes do lançamento e explicou como a cena se encaixa na narrativa do jogo.
Depois da verificação, a cena foi aprovada e o jogo ficou disponível. Earth Must Die mistura aventura, humor e enigmas, e usa imagens bizarras para reforçar as piadas. Algumas análises chamam o jogo de inventivo, mas dizem que o foco repetido em orgias pode cansar quem procura só diversão leve. Ainda assim, muita gente ficou curiosa para ver como isso se encaixa na história.
O caso mostra que, mesmo com muitos lançamentos na loja, ainda há checagens humanas para cenas ambíguas. Para quem gosta de humor ácido e ideias estranhas, Earth Must Die é uma opção curiosa. O jogo já está liberado no Steam para quem quiser conferir.