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Super Lançamentos
Jogos Cooperativos

Essa quinta-feira não trouxe nenhum blockbuster anunciado em trailer da E3, mas trouxe algo talvez mais interessante: quatro jogos que apostam tudo em uma ideia específica e a executam bem. Vamos começar pelo mais tenso dos quatro.

Se você gosta de horror cooperativo, sabe que o gênero vive de uma tensão específica: a confiança de que seus amigos vão cobrir suas costas, e o medo de que talvez não consigam. Dead Station Together entrega exatamente isso. Uma estação espacial remota foi consumida por um surto mortal, e você — junto de até três outras pessoas — precisa recuperar amostras de DNA, resgatar a tripulação sobrevivente e sair vivo dos corredores infestados. O que diferencia o jogo de boa parte da concorrência recente nesse nicho (e o gênero está saturado de “naves espaciais com algo errado”) é a estrutura de objetivos claros. Em vez de vagar sem rumo esperando um jumpscare, você tem missões reais para cumprir, o que naturalmente empurra o grupo a se dividir, se comunicar e tomar decisões sob pressão. É justamente esse tipo de jogo que funciona dez vezes melhor com amigos do que sozinho — e o desconto de 51% logo no lançamento sugere que os desenvolvedores sabem disso e querem que você chame a galera para uma sessão neste fim de semana, afinal por R$ 1,99 você não vai encontrar nada melhor.

Agora, se terror espacial não é sua praia e você prefere algo para jogar sozinho com tempo para evoluir um personagem, vale a pena conhecer A Chama e o Peido. Sim, o nome é uma escolha e tanto — mas não deixe que ele te engane sobre a seriedade do que está por trás. É um RPG de ação com sistema de crafting genuinamente profundo: você caça monstros para coletar ossos, minérios e relíquias, funde tudo isso em equipamentos lendários, e monta seu estilo de combate combinando ataques básicos, esquivas e habilidades espirituais através de gemas. A graça está em testar combinações — trocar uma gema pode transformar uma build inteira, de algo cauteloso e defensivo para algo agressivo e cheio de combos. A jornada passa por florestas, montanhas nevadas e vilarejos amaldiçoados, sempre revelando um pouco mais da história enquanto você avança. No fim das contas, é um jogo que aposta no humor do título para chamar atenção, mas entrega ambição real de looter-RPG por trás da piada. O preço também é super atraente, apenas R$ 12,24.

Falando em jogos que vêm de outra época: se você tem mais de trinta anos e jogou videogame nos anos 90, talvez sinta uma pontada de nostalgia ao ouvir o nome Soccer Kid. A QUByte Classics trouxe de volta esse platformer cult, reunindo as versões de SNES e MS-DOS em uma coleção definitiva, em um timing perfeito também. A premissa é tão simples quanto genial: a Copa do Mundo foi roubada, e a sua única arma é uma bola de futebol que você chuta para atacar inimigos, ativar mecanismos e resolver desafios pelo caminho. Era uma fórmula inovadora para a época, e ainda hoje carrega um charme que jogos modernos raramente reproduzem. A QUByte tem se especializado exatamente nisso — resgatar clássicos que sumiram das prateleiras digitais e trazê-los de volta com compatibilidade moderna, sem mexer no que fazia esses jogos especiais. Para quem jogou na época, é nostalgia pura. Para quem nunca jogou, é a chance de descobrir por que tanta gente ainda lembra com carinho desse menino chutador de bolas mágicas. Até o dia 25 de junho o jogo sai com desconto por R$ 25,49.

E para fechar o dia, um jogo que prova que às vezes a ideia mais simples é a mais inteligente. RE-TAPED é um puzzle platformer construído inteiramente em torno de uma mecânica: gravar suas próprias ações e deixar um “fantasma” de si mesmo repeti-las enquanto você continua jogando em tempo real. Parece simples até você encontrar a primeira fenda larga demais para pular — aí você grava seu eu passado pisando em uma placa de pressão para criar uma plataforma temporária, ou vira fantasma para atravessar um campo elétrico que mataria você na forma física. É o tipo de mecânica que abre um leque enorme de soluções criativas, e os 29 níveis desenhados à mão (cada um introduzindo uma nova reviravolta na fórmula) garantem que você nunca se sinta repetindo o mesmo truque duas vezes. O objetivo de colecionar 29 fitas VHS espalhadas pelos níveis também reforça a estética nostálgica e analógica que dá nome ao jogo. Para quem gosta de puzzles de manipulação temporal no estilo Braid ou The Swapper, é uma descoberta que vale a pena perseguir até o fim. Também está em promoção de lançamento, por apenas R$ 12,74.

Quatro jogos, quatro propostas completamente diferentes — e isso, no fim das contas, é o melhor retrato de uma boa quinta-feira de lançamentos no Steam. Se quiser se aventurar mais, veja os lançamentos underground dessa quinta neste link e se perdeu a edição de ontem, confere lá pois tiveram dois super jogos.

Lançamentos Underground
Jogos Co-Op

Dez jogos que não chegaram aos holofotes principais, mas que cobrem um espectro enorme: torres idle orientais, terror de pacto demoníaco, churrascos caóticos e até parkour de carros entre amigos.

Thousand Floors

Thousand Floors é um idle game de escalada de torre com inspiração visual chinesa, onde Tower Climbers carregam luz âmbar e avançam automaticamente por pagodas enevoadas em uma torre sem fim. O jogo mistura pixel art lateral com combate hands-off: você invoca aliados, aprimora estatísticas e os deixa escalar enquanto enfrentam criaturas inspiradas no Clássico das Montanhas e Mares, texto clássico chinês de mitologia.

A progressão acontece tanto ativamente quanto passivamente — você pode tocar ou segurar a torre para spawnar escaladores de um andar escolhido, enquanto aliados desbloqueados se juntam automaticamente em um timer. Derrotar inimigos rende ouro, e o ouro acumulado mesmo offline mantém o progresso avançando enquanto você está longe do jogo. Andares mais altos significam inimigos mais difíceis, mas também recompensas mais valiosas.

Visualmente, o apelo está na sensação de “mil andares” sendo representada literalmente na tela, com pavilhões orientais em camadas e múltiplas unidades lutando simultaneamente. É um jogo pensado para quem gosta de progressão relaxada acompanhada de uma estética pixelada caprichada, sem a pressão de gerenciamento ativo constante. Com 30% de desconto de lançamento, o jogo sai por R$ 26,34 e é uma boa porta de entrada para quem nunca experimentou o gênero idle/incremental com tema oriental.

Fortune Pact

Uma máquina arcade amaldiçoada. Um pacto com um demônio. Um exorcismo escondido em código. Fortune Pact é um jogo de terror psicológico com elementos de investigação que coloca o jogador na trilha de frases criptografadas que precisam ser encontradas e ditas em voz alta — literalmente — para salvar almas ou ser reivindicado pela escuridão.

A premissa mistura horror tecnológico com ocultismo de uma forma pouco usual: a ideia de um “código” que guarda um ritual de exorcismo cria uma ponte interessante entre o mundo digital e o sobrenatural. As tags do jogo sugerem uma experiência atmosférica e psicológica, com elementos de objeto escondido, navegação tanto em primeira pessoa quanto eventualmente em outras perspectivas, e uma estética visual que mistura pixel art com momentos em 3D.

Desenvolvido e publicado pela Nous Games, Fortune Pact é uma experiência linear single-player que aposta na atmosfera e no mistério ao invés de ação direta. O conceito de “máquina arcade amaldiçoada” também sugere uma camada meta interessante — jogos dentro de jogos, ou pelo menos a estética de fliperama antigo sendo usada como veículo para horror, um território que remete a clássicos do gênero como Five Nights at Freddy’s, mas com uma proposta narrativa mais elaborada envolvendo pactos demoníacos e salvação.

É um lançamento que custa apenas R$ 19,49 e aposta na curiosidade do jogador mais do que em qualquer fórmula testada, e isso por si só já o torna um dos achados mais intrigantes do dia.

Hold The Line

O núcleo de energia está falhando. Você é a última linha de defesa da humanidade. Hold The Line é um FPS brutal de sobrevivência zumbi cooperativo para até 4 jogadores, onde a missão central é exatamente o que o título promete: segurar a linha de defesa pelo maior tempo possível.

A mecânica gira em torno de reforçar barricadas, aprimorar seu arsenal e enfrentar ondas cada vez mais mortais de zumbis, sozinho ou com amigos. É uma fórmula familiar para fãs do gênero tower-defense-shooter, mas a ambientação de “núcleo de energia falhando” dá um senso de urgência constante — não basta sobreviver, é preciso also gerenciar recursos e prioridades enquanto a pressão aumenta.

O apelo de Hold The Line está na simplicidade direta da proposta: não há sistemas excessivamente complexos para aprender, apenas a tensão crescente de cada onda e a necessidade de cooperação real entre jogadores para reforçar pontos fracos nas defesas. É o tipo de jogo perfeito para sessões rápidas e intensas com amigos, sem a curva de aprendizado de RPGs mais elaborados do gênero survival.

Com 10% de desconto no lançamento, o jogo sai por R$ 33,74 durante o Ancesso Antecipado. Hold The Line entra em um mercado já populoso de shooters cooperativos contra hordas, mas a clareza de sua proposta — defender, reforçar, sobreviver — pode ser exatamente o que alguns jogadores procuram quando querem algo direto ao ponto.

Barbecue

Poucas premissas são tão universalmente identificáveis quanto um churrasco que sai do controle. Barbecue é um party game cooperativo para 1 a 4 jogadores onde vocês gerenciam um churrasco de quintal que rapidamente espirala para o caos total: acender o fogo, grelhar a carne, servir os convidados — e tentar não queimar tudo no processo.

A fórmula de caos cooperativo lembra clássicos do gênero como Overcooked, mas trocando a cozinha profissional pela informalidade (e imprevisibilidade) de um churrasco entre amigos. A pressão de múltiplas tarefas simultâneas — manter o fogo na temperatura certa, virar a carne no tempo certo, atender pedidos dos convidados — cria a tempestade perfeita de comunicação apressada e erros hilários que definem o gênero.

É um jogo pensado especificamente para ser jogado em grupo, presencialmente ou online, com a brincadeira vindo tanto do desafio mecânico quanto da dinâmica social de culpar o amigo que deixou o linguiça queimar. A escolha temática também é certeira para o público brasileiro, onde churrasco é praticamente um evento cultural por si só.

Com 30% de desconto de lançamento até 2 de julho, o jogo sai por R$ 22,28. Barbecue é uma aposta segura para quem busca um jogo casual e bem-humorado para reunir amigos, sem a pretensão de ser uma experiência longa ou narrativamente complexa — apenas diversão imediata em volta de uma grelha virtual.

Balada da Varinha Mágica

Balada da Varinha Mágica (Ballad of the Magic Wand) inverte completamente a relação tradicional entre mago e varinha: aqui, você não controla um feiticeiro — você É a varinha mágica. O jogo é um platformer de ação baseado em física, onde o objetivo é escalar usando giros e pulos, derrotando chefes poderosos ao longo do caminho.

A proposta de controlar diretamente um objeto inanimado e dar a ele agência e movimento é uma escolha de design ousada, que imediatamente diferencia o jogo de platformers mais convencionais. O foco em controles precisos sugere uma experiência desafiadora, do tipo que recompensa prática e domínio da física do personagem — girar, saltar e usar o momentum da varinha para superar obstáculos e vencer batalhas contra chefes.

Esse tipo de platformer baseado em física tem uma longa tradição de criar momentos de tensão genuína: cada pulo é uma aposta calculada, e cada erro é imediatamente visível e corrigível. A simplicidade conceitual — uma varinha que precisa subir — esconde uma profundidade mecânica que só se revela conforme os desafios escalam em dificuldade.

Com 15% de desconto no lançamento, o jogo sai por R$ 28,89. Balada da Varinha Mágica é uma escolha interessante para fãs de platformers desafiadores que valorizam conceitos criativos e mecânicas de física bem executadas acima de produção gráfica de ponta.

Car Parkour 2 Together

O caos lendário está de volta. Car Parkour 2 Together é a sequência do popular jogo de parkour automotivo, trazendo ação para 1 a 2 jogadores com física aprimorada e mapas ainda mais mortais para testar — e provavelmente destruir — amizades.

A fórmula original já era conhecida por colocar carros em situações fisicamente absurdas: rampas gigantescas, obstáculos impossíveis e a comédia inerente de ver veículos capotando, voando e se destruindo de formas inesperadas. A sequência promete refinar essa base com física aprimorada, o que deve significar tanto mais previsibilidade nos momentos certos quanto caos ainda mais satisfatório quando tudo dá errado.

O modo cooperativo para dois jogadores é o coração da experiência — o tipo de jogo onde a diversão real está na reação do amigo ao lado quando um salto dá terrivelmente errado, ou na competição informal de quem consegue completar o parkour mais limpo. É um jogo de festa em formato automotivo, com tanto potencial cômico quanto qualquer party game tradicional.

Lançado já com 51% de desconto, Car Parkour 2 Together aposta no apelo nostálgico de quem já curtiu o original e na proposta simples e eficaz de caos automotivo compartilhado. Não é um jogo de simulação de direção — é puro entretenimento físico cooperativo, e com 50% de desconto, o jogo sai por apenas R$ 1,99.

RELOADIAN

RELOADIAN chega ao Steam em Acesso Antecipado como um roguelite de ação 2.5D rápido, onde jogadores enfrentam missões sci-fi, coletam armas e habilidades poderosas, e encaram batalhas intensas contra chefes — sozinhos ou com até três amigos em co-op online. A proposta central é combate em tempo real combinando ataques corpo a corpo e à distância, com progressão de build através de Cores e upgrades de Codex.

Desenvolvido pela estúdio coreano Bucketplay, o jogo já havia gerado expectativa antes mesmo do lançamento completo: uma versão de testes abertos no PlayStation em dezembro de 2025 pegou a comunidade de surpresa, acumulando atenção de fãs de roguelike e metroidvania sem nenhuma campanha de marketing prévia. A versão gratuita para testar gerou bastante buzz justamente pela acessibilidade.

A vertente Early Access lançada agora inclui a experiência central do jogo: combate em tempo real, criação de builds via sistema de roguelite, progressão de fases, batalhas contra chefes e cooperação online. O estúdio é transparente sobre o que ainda está em desenvolvimento — conteúdo adicional, balanceamento, UI/UX, sistemas de progressão e localização continuam evoluindo com base no feedback da comunidade.

Com desconto de lançamento de 15%, RELOADIAN entra em Early Access com a proposta clara de evoluir junto com os jogadores. Para fãs de roguelites de ação rápida com visual anime e ambientação sci-fi, vale acompanhar o desenvolvimento de perto. Confira no Steam.

Phantom Fools

Phantom Fools é um roguelike cooperativo sobre fantasmas com uma mecânica central deliciosamente estranha: possuir objetos. Os jogadores assumem o papel de fantasmas travessos que podem tomar posse de itens pelo ambiente, coletar upgrades, transformar-se em chefes e, no fim das contas, escapar de um castelo assombrado.

A ideia de possessão como mecânica de jogabilidade abre espaço para situações criativas e cômicas — imagine controlar uma cadeira, um candelabro ou qualquer objeto do cenário para resolver puzzles, enganar inimigos ou simplesmente causar o caos necessário para avançar. Combinado com elementos de roguelike, cada tentativa de fuga do castelo deve trazer combinações diferentes de upgrades e desafios.

O foco cooperativo sugere que a diversão real está em coordenar travessuras fantasmagóricas com amigos — decidir quem possui o quê, como usar os objetos de forma sinérgica, e rir das situações absurdas que surgem naturalmente quando fantasmas brincalhões têm liberdade total sobre um ambiente assombrado.

Com 25% de desconto, Phantom Fools está saindo por R$ 24,74 e mira o público que gosta de roguelikes leves e bem-humorados para jogar em grupo, sem a pressão de mecânicas excessivamente punitivas — o foco aqui parece ser diversão caótica antes de tudo.

TernStory

TernStory é uma experiência narrativa e contemplativa centrada em Jules, uma andorinha-do-ártico cuja frequência vocal é mais baixa que a do resto de seu bando. Ao invés de se encaixar no padrão de comunicação de sua espécie, Jules usa sua sensibilidade aguçada às frequências ao seu redor para descobrir sua própria forma única de se comunicar com o mundo.

A jornada acompanha Jules forjando conexões especiais que atravessam oceanos e o mundo natural, em uma narrativa que parece se apoiar fortemente em temas de diferença, identidade e pertencimento — contados através da lente de uma ave migratória que percorre distâncias entre continentes. É uma premissa delicada, que sugere uma experiência mais emocional e reflexiva do que orientada para desafio ou ação.

O conceito de usar frequências sonoras como linguagem alternativa de comunicação também sugere possíveis mecânicas de jogo baseadas em som e ressonância, dando uma camada interativa única à experiência narrativa. Jogos sobre migração animal e conexão com a natureza têm encontrado um público fiel nos últimos anos, geralmente entregando experiências curtas mas emocionalmente impactantes.

Para jogadores que buscam algo mais contemplativo e emocionalmente ressonante em meio a tantos jogos de ação e sobrevivência, TernStory surge como uma opção diferenciada — uma história sobre encontrar sua própria voz, contada através do voo de uma ave pelo mundo, tudo por apenas R$ 10,99.

LenscraftCube

LenscraftCube é um puzzle platformer 2D onde os jogadores assumem o papel de um cubo que precisa navegar por níveis enquanto está constantemente restringido pelos limites de outros “cubos-câmera” ao seu redor. A mecânica central gira em torno de manipular essas fronteiras visuais e espaciais para encontrar caminhos onde, à primeira vista, parece não haver nenhum.

A ideia de usar câmeras como obstáculos e ferramentas de puzzle é um conceito relativamente raro no gênero, criando uma camada extra de pensamento espacial: não basta entender a física do nível, é preciso entender como cada cubo-câmera define os limites do que é alcançável a cada momento. É o tipo de mecânica que recompensa observação cuidadosa antes de qualquer movimento impulsivo.

Com uma proposta enxuta e focada, LenscraftCube se encaixa na tradição de puzzle platformers indies que apostam em uma única mecânica central bem executada ao invés de empilhar sistemas complexos. A simplicidade visual de cubos e câmeras também sugere uma estética minimalista, deixando o quebra-cabeça em si ser o protagonista da experiência.

Com 30% de desconto no lançamento, é um jogo barato que sai por apenas R$ 5,56, que deve agradar especificamente o público de puzzles cerebrais que gosta de mecânicas únicas e conceitualmente interessantes, mesmo que a apresentação visual seja mais discreta que a de produções maiores.