Quem joga Path of Exile sabe: é comum acumular centenas ou até milhares de horas e ainda se sentir como se estivesse começando agora. A franquia é famosa por sua infinidade de sistemas, árvores de habilidades gigantes e mecânicas que pedem atenção máxima.
Para o co-diretor do game, o maior obstáculo para novos jogadores não é só a complexidade, mas também a idade do Path of Exile 1. Na visão dele, muita gente olha para o jogo, vê um visual mais datado e uma pilha de sistemas acumulados ao longo dos anos, e sente que já perdeu o bonde.
Ele defende que Path of Exile 2 é uma porta de entrada mais amigável para quem quer entrar na franquia agora. Além de ter sistemas mais intuitivos, como gemas de habilidade encaixadas em um menu em vez de presas ao equipamento, o jogo tenta ensinar melhor o que está acontecendo sem abrir mão da profundidade que os veteranos esperam.
Mesmo assim, a meta da equipe não é transformar tudo em algo simplório. A ideia é melhorar o design do primeiro Path of Exile e, ao mesmo tempo, deixar a experiência mais clara para quem está chegando. Um bom exemplo é a atualização Return of the Ancients, que vai levar as mecânicas mais confusas do Path of Exile 2 para uma estrutura de missões tutoriais, preparando o terreno para que futuras novidades sigam o mesmo modelo.
No fim das contas, a missão é evitar que Path of Exile 2 caia na mesma armadilha do antecessor: ser um ARPG absurdamente profundo, mas intimidador para quem não quer passar horas caçando explicação em fórum. Se a Grinding Gear Games conseguir casar profundidade com onboarding mais redondo, a franquia pode ficar muito mais convidativa para novatos sem perder a alma.
Motorslice é o novo action platformer que mistura parkour pesado com combate de serra elétrica contra máquinas gigantes em um megacomplexo brutalista.
No papel de P, você entra nessa sucata monumental para cortar, desviar e aparar ataques de guindastes, tratores e outras aberrações industriais, tudo com uma chainsword que funciona tanto como arma quanto como ferramenta de mobilidade.
Mesmo com alguns tropeços de lançamento, o game já chegou causando boa impressão entre os jogadores e segue recebendo ajustes rápidos da dev para deixar a experiência mais lisinha.
- O que chama atenção: combate agressivo, exploração vertical e cenário colosal
- Clima: ficção industrial com vibe de pesadelo mecânico
- Dica: vale testar a demo se você curte ação insana no PC
Em Moonlight Peaks, a primeira coisa que eu faço não é cultivar: é meter o pé do castelo do meu pai, Drácula. Em vez de seguir as regras draculianas da família, o jogo me joga na cabana herdada no campo, onde tudo está tomado por mato, pedras e tralha suficiente para virar uma fazenda dos sonhos — ou um caos completo.
O clima do jogo já deixa claro a proposta: aqui você vai plantar uvas de sangue, cultivar “cruelcumbers” e conviver com uma galera sobrenatural bem problemática. Nos primeiros minutos, já aparece um patriarca vampiro de ressaca largado na porta, o prefeito lobisomem tretando com o irmão por causa de um banco quebrado e um bruxo metido a galã interrompendo tudo sem parar. É aquele tipo de mundo que parece sitcom, mas com clima de novela sobrenatural.
Na prática, Moonlight Peaks segue a cartilha clássica dos farm sims: acordar ao anoitecer, gastar energia regando planta, cortando madeira, andando pela cidade para falar com NPCs, trocar presentes com o crush de plantão e ir montando, aos poucos, uma operação agrícola e de crafting. A diferença é que tudo aqui vem com uma camada gótica e bem mais ácido-cômica.
O jogo também traz algumas sacadas próprias para variar o loop:
- minigame de feitiço para regar plantas com menos gasto de energia;
- habilidade de metamorfose para atravessar a cidade mais rápido e acessar áreas secretas;
- arranjo de flores bem fofo;
- e mais pra frente, bordado, alquimia e até jogo de cartas.
O ponto de atenção é que Moonlight Peaks não tem combate, então quem curte um cozy game raiz pode ficar tranquilo. Por outro lado, o início anda um pouco no ritmo de tartaruga: várias vezes bateu aquela vontade de dormir mais cedo porque a energia acabava e algumas novidades só liberavam depois de avançar certas missões principais. Eu senti falta de desbloquear coisas como captura de insetos e feitiçaria mais cedo.
No geral, o game acerta bem no visual chibi, na vibe sobrenatural e no humor tóxico-carismático dos personagens. Se a pegada de “Stardew Valley com treta de família vampírica” te pega, Moonlight Peaks tem tudo para entrar no seu radar. O lançamento completo está marcado para 7 de julho.
O Wordle, o quebra-cabeça diário que virou vício de muita gente no PC, vai sair da tela e ganhar uma versão em programa de TV. A adaptação será exibida no Reino Unido e nos EUA, com gravações marcadas para Manchester e apresentação de Savannah Guthrie.
No comando da produção executiva ao lado de Jimmy Fallon, a ideia é levar a vibe do jogo original para o palco, com disputas entre jogadores e prêmio em dinheiro. A estética, o nome e até a tipografia de Wordle serão usados para manter a identidade que fez o game explodir entre os fãs.
O formato final ainda não foi revelado, mas a proposta é transformar o desafio de adivinhar a palavra em uma competição de ritmo rápido, com variações para segurar a audiência no horário nobre. A primeira temporada já está com casting aberto e a estreia está prevista para 2027.
Com a alta na procura por memória e a oferta cada vez mais apertada, golpistas estão aproveitando a chance para empurrar DDR5 falsificada para desavisados. E o pior: por fora, muita dessas peças engana bem, parecendo módulo original de primeira.
Em alguns casos, a carcaça imita direitinho uma memória legítima, incluindo adesivos falsos de marcas conhecidas. Só que, ao abrir a peça, o que aparece lá dentro não é chip de verdade: em vez de componentes reais, há apenas uma placa simples, sem o hardware que deveria estar ali.
Um detalhe importante é que esse tipo de fraude aparece com mais facilidade em memória de notebook, que costuma ter um visual mais “pelado”. Se ainda colocarem um dissipador por cima, fica ainda mais difícil sacar a treta no olho.
Também já surgiram relatos de módulos falsos de outras marcas circulando em marketplaces e leilões online. Em alguns anúncios, os itens até são vendidos como se fossem lotes problemáticos ou peças “com defeito”, o que pode servir de cortina de fumaça para esquentar produto pirata.
Se quiser evitar cilada, vale ficar de olho em alguns sinais:
- bordas com acabamento estranho ou pouco arredondado;
- formato do chip de gerenciamento de energia diferente do padrão;
- cor da placa muito fora do normal, geralmente mais clara;
- embalagem sem lacre confiável;
- informações que não batem quando você confere no software.
Se tiver como testar antes de fechar negócio, melhor ainda. Ferramentas como o HWiNFO ajudam a conferir se os dados da memória fazem sentido com o modelo anunciado. Na dúvida, o caminho mais seguro é comprar direto de loja confiável ou de vendedor com procedência clara.
No fim das contas, a regra é simples: se o preço parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é cilada. Antes de fechar, testa, confere e não compra no impulso para não tomar um golpe de memória fake.
Cansei da experiência cada vez mais inchada do Windows e fui testar o Pop!_OS como quem troca de build em busca de menos dor de cabeça e mais fluidez.
O apelo é simples: sistema limpo, sem tanta tralha, visual bonito e foco em produtividade e jogatina. Para quem vem do Windows, o Pop!_OS é uma distro bem de boa para começar, especialmente porque o ecossistema Linux hoje já abraça Proton, Wine, Lutris e Flatpak sem aquela aura de “só elite de terminal”.
O esquema para instalar sem se enrolar passa por boot USB, separar espaço no SSD, desativar recursos de inicialização rápida e criptografia do Windows e fazer a instalação em modo custom. Depois, um update geral no terminal e o sistema já fica pronto para o rolê.
No uso diário, a sensação é de desktop mais leve, responsivo e sem a treta constante de anúncios, telemetria e atualizações empurradas goela abaixo. A interface Cosmic ajuda bastante, com janelas mais organizadas, atalhos úteis e uma navegação que parece menos engessada.
No game, o saldo foi bem positivo. Títulos como Cyberpunk 2077, Total War: Warhammer 3 e Black Myth Wukong rodaram de forma honesta via Proton, embora jogos mais pesados de estratégia ainda possam sofrer com gargalos de CPU e compatibilidade.
O porém continua sendo a falta de alguns apps do dia a dia e de software de periféricos e RGB que ainda não têm equivalente perfeito no Linux. Existem alternativas como GIMP, Krita, LibreOffice e OpenRGB, mas nem sempre elas cobrem tudo o que você usa no Windows.
No fim, o Pop!_OS entrega uma experiência muito boa para quem quer sair do caos do Windows e entrar num ambiente mais limpo para jogar e trabalhar. Se você depende pouco de apps exclusivos da Microsoft, vale demais testar.
Em Directive 8020, a médica Samantha Cooper recebe uma missão no episódio 5 que envolve conseguir sedativos para um “experimento” da Anders. Se você levou a Cooper mais na vibe brincalhona, pode topar o plano; se manteve a personagem no modo profissional, esse quebra-cabeça pode até nem aparecer.
Quando a tarefa surge, o objetivo é montar a combinação certa de agentes químicos no gabinete do laboratório. O jogo não entrega os nomes de cara: ele mostra apenas símbolos e pede que você descubra qual é a sequência correta para liberar a solução.
O código que você precisa digitar é 168. Os três compostos do sedativo são:
- Chloroacetyl Chloride
- Ammonia
- Dimethyl Sulfate
À esquerda do armário há um pôster com os símbolos dessas substâncias. Além disso, existem três cartazes espalhados pela sala com nomes e símbolos de vários químicos, e isso ajuda a cruzar as pistas sem depender tanto de conhecimento de química.
Se quiser evitar erro de input, vale anotar os símbolos ou tirar um print da sala antes de mexer no teclado. Depois de inserir a sequência certa e combinar os ingredientes, é só levar o sedativo de volta para a Anders.
Uma cutscene vai entrar em seguida, mostrando a entrega dos químicos e o avanço da trama com a Cooper e o resto da equipe. Depois disso, você já pode seguir para a próxima etapa da história em Directive 8020.
Em Directive 8020, o código do PC do Carter é 2808. Se quiser, 0828 também libera o acesso.
A pista está no post-it colado no monitor, com a anotação Luna’s e uma seta apontando para a tela. Saia do quarto do Carter e vá até as Acomodações da tripulação; virando à direita, você vai encontrar um calendário na parede. Interaja com ele para conferir o mês de agosto.
No dia 28, aparece a marcação Luna’s Birthday. Junte o dia com o mês e digite a combinação no computador para destravar o acesso.
Depois disso, uma cutscene é acionada com Simms entrando nas Acomodações da tripulação, e o próximo objetivo é segui-la até o Lounge, onde você encontra o monitor com o registro da conversa entre ela e Carter. Vale lembrar: depois que essa cena rolar, o PC do Carter não pode mais ser acessado.
The Sinking City 2 chega como uma virada bem mais afiada para a Frogwares: em vez de insistir no mundo aberto investigativo do primeiro jogo, a sequência mergulha de cabeça no survival horror. O clima agora puxa para uma versão de Resident Evil em 1929, com puzzles clássicos, portas travadas por código e um combate que finalmente responde bem no mouse e teclado.
Você assume o controle de Calvin, um detetive meio quebrado preso em Arkham, tentando trazer a namorada de volta depois de um ritual ter dado bem errado e de uma viagem nada saudável aos Dreamlands. Na demo, a jornada começa em uma biblioteca alagada, onde a missão é achar um livro com o ritual certo para desfazer a encrenca anterior.
O combate também parece mais redondo. Os inimigos são criaturas possuídas por vermes e sanguessugas, com feridas que entregam pontos fracos na cara dura. Quando você estoura essas bolhas arcanas, ganha brecha para o stomp, e os wylebeasts voltam com aquele visual grotesco que gruda na memória.
Tem loot em um toque só, crafting para transformar sucata e cartuchos em munição, perks para turbinar dano, resistência e recarga, além de slots limitados para montar sua build. Até os safe rooms são uma viagem surreal, com cara de pedaços da casa idealizada que você e sua amada compartilhavam.
No fim, The Sinking City 2 aposta em atmosfera, estranheza e sobrevivência em vez de enrolação investigativa — e, pelo que foi mostrado, a troca caiu muito bem. O jogo está previsto para chegar ao PC neste verão.
A manutenção de World of Warcraft de hoje está um pouco mais longa do que o normal, mas ainda dentro do aceitável: todos os servidores do jogo vão ficar offline por duas horas.
Depois de vários dias com manutenção rapidinha, essa janela extra até parece um respiro para a equipe ajeitar a casa. Se o cronograma não mudar, o downtime deve seguir assim:
- Midnight: offline das 7h às 9h (horário do Pacífico)
- Mists of Pandaria Classic: offline das 7h às 9h (horário do Pacífico)
- WoW Classic (incluindo Classic Era, Season of Discovery e Hardcore): offline das 7h às 9h (horário do Pacífico)
- The Burning Crusade Classic Anniversary: offline das 7h às 9h (horário do Pacífico)
Até o momento, não foi explicado oficialmente o motivo dessa hora extra de manutenção. Ainda assim, há algumas pistas no ar: os servidores de Midnight devem receber um pequeno ajuste para enfraquecer os Guardiões Druidas, enquanto os servidores de The Burning Crusade Classic Anniversary se preparam para a chegada da Fase 2 ainda esta semana, com novas raids e uma leva pesada de missões diárias.
Fora isso, a semana no universo de World of Warcraft está bem tranquila. Agora é só esperar os servidores voltarem e ficar de olho caso a manutenção seja estendida ou termine antes do previsto.
Se você joga, já deixa tudo pronto e acompanha as próximas atualizações para não ser pego de surpresa quando Azeroth abrir as portas de novo.
O mistério acabou: o Intel Arc Pro B70, equipado com o chip Big Battlemage/G31, foi colocado sob a lupa em uma bateria pesada de testes e o veredito já saiu. Em raster, ele entrega desempenho praticamente cravado no nível de uma GeForce RTX 5060 Ti 16 GB.
Na prática, isso significa que o chip até briga bem em jogos tradicionais, mas quando o papo é ray tracing ou path tracing, a história muda e o desempenho cai atrás da concorrente da Nvidia.
O ponto mais curioso é o tamanho do die. Estamos falando de um chip bem parrudo, com 368 mm², feito em um processo da classe N5 da TSMC. Para efeito de comparação, a RTX 5060 Ti usa um chip bem menor, o que ajuda bastante no custo de produção e explica por que o encaixe do G31 como placa gamer nunca fez muito sentido.
Mesmo com mais núcleos Xe que o G21, o ganho não é suficiente para chegar perto de uma RTX 5070, muito menos de uma placa acima disso. Em testes, o G31 ficou só um pouco à frente do G21 em raster, enquanto a RTX 5070 abriu uma vantagem bem maior. Ou seja: mesmo com drivers mais maduros, não haveria milagre.
No fim das contas, o Intel Arc Pro B70 mostra que o G31 tinha potencial para jogos, mas também deixa claro por que a Intel preferiu encaixá-lo no mercado profissional e de IA local. Para gaming, ele é competente; para virar ameaça de verdade no front das GeForce, faltou eficiência.