Hardware

Em um vídeo com jogadores profissionais de Counter-Strike, a pergunta foi direta: de quanto em quanto tempo a galera troca o mousepad? A resposta mais comum veio pesada: muita gente faz a troca a cada 1 ou 2 meses.

Teve quem dissesse que segura o acessório por cerca de um ano, e até um caso bem fora da curva de alguém que afirmou não trocar há 6 ou 7 anos — resposta com cara de meme de vestiário, convenhamos.

No cenário competitivo, faz sentido. Em Counter-Strike, cada microajuste de mira conta, então manter o glide sempre consistente vira parte do jogo. Bordas gastas, sujeira acumulada e aquele desgaste natural do uso acabam afetando o controle do mouse mais do que parece.

Para quem joga de forma casual, isso demora bem mais para aparecer. Mas para um pro player, com horas e horas de treino todo dia, o mousepad leva um verdadeiro grind.

No fim, não existe regra fixa: a troca costuma acontecer quando a limpeza já não devolve aquela sensação de superfície lisinha. Para quem vive de clutch e mira fina, sentir o setup redondo pode ser a diferença entre acertar o tiro ou ficar no quase.

Glory On Pluto

Glory On Pluto chegou com uma proposta daquelas que chamam atenção de cara: um roguelite estratégico de exploração espacial que se vende como o simulador de motor menos realista que você já viu. No comando da sua nave, a ideia é encarar uma corrida insana rumo aos confins do universo, com muito planejamento, improviso e RNG pesando a cada decisão.

No jogo, você precisa turbinar o motor com dezenas de itens de combustível únicos, montando a melhor build possível para manter o foguete no ar enquanto tudo pode desandar a qualquer momento. O desafio é equilibrar estratégia e sorte para transformar a viagem em uma run de respeito até o lendário Plutão.

A história também entra no clima de zoeira sci-fi: a V.I.L.L.U AI transformou a Terra numa utopia perfeita, só que sem graça nenhuma, e cabe ao jogador, como membro da nação rebelde Wuldorian, embarcar nessa missão gloriosa para inspirar a galera e resgatar a chama da humanidade. E sim, o game ainda banca a provocação de que Plutão é um planeta.

Pra quem curte testar novidade no PC, Glory On Pluto já conta com uma demo jogável para Windows, então é a chance perfeita de sentir na prática esse caos espacial com cara de indie promissor.

Stranger Than Heaven

Stranger Than Heaven é o novo drama criminal da RGG Studio e chega com cara de epopeia histórica. O jogo, antes conhecido como Project Century, acompanha Makoto Daito ao longo de 50 anos no Japão, com Yu Shinjo como parceiro, rival e peça-chave da trama.

A história começa em 1915, quando Makoto, filho de pai americano e mãe japonesa, embarca como clandestino rumo ao Japão. A partir daí, ele entra no submundo, vira showman e gangster, e ajuda a construir a origem do clã Tojo, a facção central da franquia Yakuza.

A janela de lançamento prometida é nesta janela de inverno, então ainda falta a data cravada, mas a vibe já é clara: menos zoeira e mais drama pesado, com aquele clima de filme de crime que a RGG adora entregar.

Elenco principal revelado:

  • Makoto Daito (Yu Shirota) – protagonista com talento para cantar, que tenta abrir caminho no Japão enquanto constrói sua lenda.
  • Yu Shinjo (Dean Fujioka) – melhor amigo e maior rival de Makoto, com ambição de mudar o país.
  • Orpheus (Snoop Dogg) – contrabandista internacional que cruza o caminho de Makoto.
  • Takashi (Satoshi Fujihara) – jovem pianista que aparece mais adiante na história.
  • Suzy (Tori Kelly) – cantora e compositora que sonha com os grandes palcos.

Também foram citados Cordell Broadus, Moeka Hoshi, Akio Otsuka, Tokuma Nishioka, Ado e Takashi Ukaji, além de participações com caras conhecidas do cinema e da música. A música tema ainda ganha um reforço de peso com colaboração de Tori Kelly e Satoshi Fujihara.

O game vai passar por cinco cidades e cinco fases bem marcadas: Kokura, Fukuoka em 1915; Kure, Hiroshima em 1929; Minami, Osaka em 1943; Atami, Shizuoka em 1951; e Kamurocho, Shinjuku em 1965, quando um segredo gigante promete fechar a trama.

No gameplay, Stranger Than Heaven traz um sistema de combate inédito: cada braço e perna tem comando próprio, permitindo montar seus próprios combos, bloquear de um lado e contra-atacar do outro, segurar para carregar golpes mais fortes e até derrubar os inimigos na pressão.

Fora da pancadaria, entra o lado showbiz do jogo. Você vai recrutar cantores e músicos pela cidade, fazer a divulgação com cartazes, distribuir funções na banda e montar o setlist das apresentações.

Nos minigames, já apareceram arm wrestling, estande de tiro giratório, apostas com dados e um jogo de cartas que parece puxar para o karuta. E sim: com esse foco em música, karaoke ainda parece uma possibilidade bem forte.

World of Warcraft
World of Warcraft

\Novos hotfixes para WoW saíram ontem, confira a lista:

Stranger Than Heaven

Stranger Than Heaven, o próximo grande jogo de ação da RGG Studios, finalmente apareceu com mais detalhes — e a vibe é de uma prequela espiritual de Yakuza/Like a Dragon, só que bem mais sombria e dramática.

A história acompanha Makoto Daito, um garoto meio japonês, meio americano, que sai dos Estados Unidos rumo ao Japão. No caminho, ele cruza com Yu Shinjo, descrito como seu amigo mais antigo e maior rival, e também com Orpheus, um contrabandista internacional interpretado por Snoop Dogg.

O game vai viajar por cinco cidades em cinco décadas:

  • Kokura, Fukuoka — 1915
  • Kure, Hiroshima — 1929
  • Minami, Osaka — 1943
  • Atami, Shizuoka — 1951
  • Kamurocho, Tóquio — 1965

Outro destaque é a música. Makoto é cantor e músico, e o sistema do jogo permite “capturar” sons do cenário para transformar isso em inspiração e criar músicas originais. É uma mecânica que combina bem com o tom mais autoral do projeto.

No combate, a RGG também mudou bastante a fórmula: saem de cena as stances clássicas e o spam de botão, e entram ataques ligados aos membros do personagem, com os botões e gatilhos comandando golpes de braços e pernas em combos estilo boxe. Além disso, o uso de armas brancas parece ter muito mais peso, com Makoto desferindo várias estocadas ao longo da apresentação.

Para completar, tudo indica que Stranger Than Heaven pode contar a origem do Clã Tojo. Ainda há dúvidas sobre a estrutura das fases e se o jogo vai manter as tradicionais side stories, mas uma coisa é certa: a RGG quer entregar algo grandioso. O lançamento está previsto para inverno de 2026.

Ruse

Ruse está de volta ao Steam depois de anos fora do ar, trazendo de volta um dos RTS de guerra mais estilosos da era 2010. O relançamento inclui o jogo base, todos os DLCs já lançados e algumas melhorias técnicas, além de suporte total ao Steam Deck.

Importante: não estamos falando de remaster nem de remake. É o mesmo Ruse de sempre, só que agora reaparecendo na loja com a distribuição retomada e com a biblioteca completa para quem curte estratégia pesada em ritmo de guerra.

  • Ruse voltou para a plataforma com todo o conteúdo extra incluso.
  • O jogo recebeu ajustes técnicos e compatibilidade com Steam Deck.
  • Quem já tinha o game na conta leva as atualizações e os DLCs sem custo adicional.
  • Saves antigos e replays não abrem na versão nova, mas ainda dá para acessá-los pela Compatibility Branch nas propriedades do jogo.

Na prática, Ruse reaparece como um clássico de estratégia que continua afiado para quem curte tática, blefe e controle de mapa. Se você tinha saudade desse RTS, agora é hora de conferir o retorno dele à sua biblioteca.

Assassin's Creed

A Ubisoft soltou o primeiro de uma série de mergulhos técnicos de Assassin’s Creed Black Flag Resynced, mostrando como Edward Kenway vai ficar ainda mais afiado para cortar caminho pelos mares do Caribe na Era de Ouro da Pirataria.

Segundo a equipe, parkour, furtividade e combate foram refeitos do zero para aproveitar a evolução da franquia desde o lançamento original. A ideia é manter a base do clássico, mas deixar tudo mais moderno e fluido para a galera do PC.

No parkour, o movimento de Edward ficou mais rápido e responsivo, com ações mais diretas e menos engasgos. O sistema de observação também foi atualizado para ajudar a marcar inimigos e encontrar pistas com mais facilidade, além de melhorar perseguições, espionagem e missões de rastreamento.

O combate também recebeu uma geral pesada. Agora, os inimigos reagem ao seu estilo de jogo: se você travar demais esperando aparar, eles podem responder com ataques imparáveis; se abusar do chute, eles vão começar a desviar. A chave é variar o ritmo, misturando ofensiva e defesa com kicks, sweeps, rope darts, pistolas e golpes pesados no fim dos combos.

Assassin’s Creed Black Flag Resynced chega em 9 de julho, prometendo um pacote mais polido, mais agressivo e com cara de remake de verdade para quem quer revisitar a aventura pirata no computador.

Skyriding chega quase de cara em World of Warcraft: Midnight — e o voo “normal” vira prêmio mais tarde
World of Warcraft

Com a atualização de hoje, a Blizzard divulgou vários ajustes pós atualização 12.0.5, confere aí:

Hardware

O canal Tanks for Nothin mostrou um projeto que mistura setup de PC e aquarismo de um jeito nada comum: o Desktop Riverbed, um aquário customizado instalado logo abaixo dos monitores do computador.

A caixa foi montada com vedação em silicone para garantir que tudo ficasse estanque e, depois de seca, ganhou suportes para deixar espaço livre para o teclado passar por baixo. Na traseira, um filme fosco ajuda a esconder os cabos e deixa o visual mais limpo.

Para segurar o crescimento de algas, o criador usou iluminação forte sobre o tanque e reforçou o ecossistema com caramujos, moluscos, guppies e um sistema dedicado de circulação de água. Como a mesa é motorizada e sobe e desce, o filtro aquecido foi preso ao suporte do monitor para acompanhar o movimento sem forçar mangueiras ou conexões.

No começo, ele priorizou espécies que ficam mais no fundo e aparecem bem quando vistas de cima. Só que isso acabou criando um tanque quase “hipnótico demais” para quem precisa trabalhar, já que muitos peixes se escondiam entre as plantas.

Para corrigir isso, o criador adicionou peixes de meia água, como pequenos rasboras, garantindo movimento constante no aquário e deixando o projeto ainda mais vivo. No fim, o resultado é um setup que chama atenção o tempo todo e transforma a mesa em um verdadeiro destaque do ambiente.

Diablo 4

A caça ao level da vaca secreta de Diablo 4 ganhou mais uma pista no fim de semana, reacendendo a comunidade que vasculha o game desde o lançamento. Ainda não apareceu a tão sonhada sala das vacas, mas a expansão Lord of Hatred adicionou objetivos obscuros que deixaram a galera no modo detetive.

Para avançar, os jogadores precisam explorar as novas ilhas de Skovos em busca de itens únicos e seguir uma sequência nada óbvia, como localizar um tomo criptografado em uma sala sem marcação. Quando a etapa é concluída, cai um item novo que, até agora, não tem uso confirmado — mas já está sendo dissecado pela comunidade que toca a investigação no modo turbo.

O guia completo exige rodar o mapa inteiro atrás de drops específicos. Em uma das partes, é preciso perseguir um corvo que some e reaparece até largar um crânio; depois, esse crânio deve ser queimado em um braseiro. O jogo não dá feedback claro, então a sensação é de completar tudo no puro feeling e na fé da comunidade.

As novas tarefas são mais elaboradas do que os enigmas vistos no lançamento. Tem caça a inimigos amaldiçoados para montar um set de armadura, mecânica de pesca que leva a um caixão escondido e até um sistema de crafting que mistura relíquias antigas com itens recém-descobertos.

No estágio atual, a cadeia conhecida leva a uma ilha bovina com estátuas humanoides de vaca, mensagens estranhas e uma masmorra de porão isolada. Ainda não existe consenso sobre o próximo passo, mas há sinais de que a busca continua: um popup com portais, um balde de leite interativo, um peixe mítico com referência nostálgica e até uma transmog de capacete do Rei Vaca que ninguém desbloqueou ainda.

Mesmo com datamining pesado, a comunidade ainda não cravou que o mistério acabou. A sensação geral é de que Diablo 4 ainda pode esconder mais uma etapa — ou até a tão esperada revelação do lendário level secreto.

Diablo 4

Diablo 4 chegou ao mercado como um ARPG estranho: metade hack and slash, metade MMO, com um mundo aberto enorme, mas com aquela sensação de vazio. O endgame também demorou para engrenar.

Desde então, a Blizzard foi mexendo em tudo o tempo todo. Entraram chefes de endgame, atividades como The Pit e mudanças grandes em Whispers, Helltides e Nightmare Dungeons. Também teve rework em gear, poder, aspectos e afixos praticamente sem parar.

O que mais me pegou em Lord of Hatred foi perceber que, pela primeira vez, Diablo 4 parece ter encaixado todas as peças. O novo sistema de habilidades abre muito mais margem para montar build: cada skill ganha passivas que podem mudar seu comportamento por completo, inclusive o tipo de dano. Na prática, o jogo deixa de depender tanto de dropar a peça certa e passa a valorizar mais o planejamento na árvore de habilidades.

Para um Necromante, isso é ouro. Dá para transformar Blight em skill de Gelo ou Sangue, converter Blood Surge e Corpse Explosion em Bone, ou até fazer Bone Spirit virar Shadow. Some isso ao sistema de Tempering, que adiciona afixos e reforça o min-maxing, e o sistema de build fica muito mais gostoso de mexer.

Lord of Hatred ainda traz:

  • as novas classes Warlock e Paladin;
  • o Horadric Cube, que abre mais possibilidades de crafting e transmutação;
  • um arco narrativo que fecha a história atual de Sanctuary.

Depois de anos de ajustes e retrabalhos, Diablo 4 finalmente parece estar no ponto. Se você largou o game porque ele nunca “clicou”, talvez valha dar uma última chance.