Hardware

O DisplayPort 2.1 chegou com a promessa de entregar mais largura de banda para segurar resoluções altas, refresh rates pesados e cores mais profundas sem depender de compressão. Na teoria, é o tipo de upgrade que deixa qualquer setup no modo turbo.

Mas um teste com um monitor QD-OLED 4K de 32 polegadas e uma GPU GeForce RTX 5090 mostrou que nem sempre a conexão entra no máximo só porque os dois lados suportam o padrão. Com o cabo DP80 certo, o link conseguiu ativar o modo UHBR20, liberando os 80 Gbps totais e permitindo 4K a 240 Hz em 10 bits sem precisar de DSC.

Quando o cabo foi trocado por outro DisplayPort comum, tudo continuou funcionando por fora. Só que, nos bastidores, a taxa caiu para 10 Gbps por canal, fechando em 40 Gbps no total. Aí o sistema passou a usar DSC automaticamente para manter a imagem no ar sem engasgo.

Se o DSC é desligado nesse cenário, o monitor desce para 4:2:2 e o refresh máximo cai para 144 Hz. Na prática, isso pesa na fidelidade de cor e na fluidez, ou seja, o setup ainda roda, mas fica capado.

O recado é simples: se você quer extrair o máximo do DisplayPort 2.1, vale usar um cabo certificado DP80 e conferir se ele foi testado para esse padrão. Sem isso, você pode achar que está no full power, quando na verdade o link está segurando o freio de mão.

Wordle

O Wordle, o quebra-cabeça diário que virou vício de muita gente no PC, vai sair da tela e ganhar uma versão em programa de TV. A adaptação será exibida no Reino Unido e nos EUA, com gravações marcadas para Manchester e apresentação de Savannah Guthrie.

No comando da produção executiva ao lado de Jimmy Fallon, a ideia é levar a vibe do jogo original para o palco, com disputas entre jogadores e prêmio em dinheiro. A estética, o nome e até a tipografia de Wordle serão usados para manter a identidade que fez o game explodir entre os fãs.

O formato final ainda não foi revelado, mas a proposta é transformar o desafio de adivinhar a palavra em uma competição de ritmo rápido, com variações para segurar a audiência no horário nobre. A primeira temporada já está com casting aberto e a estreia está prevista para 2027.

Hardware

Com a alta na procura por memória e a oferta cada vez mais apertada, golpistas estão aproveitando a chance para empurrar DDR5 falsificada para desavisados. E o pior: por fora, muita dessas peças engana bem, parecendo módulo original de primeira.

Em alguns casos, a carcaça imita direitinho uma memória legítima, incluindo adesivos falsos de marcas conhecidas. Só que, ao abrir a peça, o que aparece lá dentro não é chip de verdade: em vez de componentes reais, há apenas uma placa simples, sem o hardware que deveria estar ali.

Um detalhe importante é que esse tipo de fraude aparece com mais facilidade em memória de notebook, que costuma ter um visual mais “pelado”. Se ainda colocarem um dissipador por cima, fica ainda mais difícil sacar a treta no olho.

Também já surgiram relatos de módulos falsos de outras marcas circulando em marketplaces e leilões online. Em alguns anúncios, os itens até são vendidos como se fossem lotes problemáticos ou peças “com defeito”, o que pode servir de cortina de fumaça para esquentar produto pirata.

Se quiser evitar cilada, vale ficar de olho em alguns sinais:

  • bordas com acabamento estranho ou pouco arredondado;
  • formato do chip de gerenciamento de energia diferente do padrão;
  • cor da placa muito fora do normal, geralmente mais clara;
  • embalagem sem lacre confiável;
  • informações que não batem quando você confere no software.

Se tiver como testar antes de fechar negócio, melhor ainda. Ferramentas como o HWiNFO ajudam a conferir se os dados da memória fazem sentido com o modelo anunciado. Na dúvida, o caminho mais seguro é comprar direto de loja confiável ou de vendedor com procedência clara.

No fim das contas, a regra é simples: se o preço parecer bom demais para ser verdade, provavelmente é cilada. Antes de fechar, testa, confere e não compra no impulso para não tomar um golpe de memória fake.

Opinião

Mixtape é um jogo de PC que vive e respira nostalgia. A proposta é simples: uma viagem pelos anos 90, com aquele clima de adolescência, música licenciada e drama de crescimento que bate forte em quem curte histórias mais íntimas.

É justamente por isso que o jogo está dividindo a galera. Tem gente lendo a experiência como um clássico instantâneo; outros, como eu, sentem que ele é mais um bom jogo do que um absoluto GOAT. E isso não é sinal de treta, astroturfing ou golpe de marketing: é só um game com uma pegada bem específica, que vai conectar com certos jogadores e passar reto por outros.

Algumas críticas ao redor do debate até fazem sentido, como o incômodo com quem banca a publicação. Mas daí para chamar Mixtape de fake indie ou insinuar conspiração já é viagem demais. O projeto é assumidamente caprichado, com trilha pesada e cara de produção premium.

No fim, Mixtape parece mesmo aquele tipo de jogo que separa a turma entre “me pegou no coração” e “ok, legal”. E tudo bem: nem toda discussão precisa virar guerra cultural. Às vezes, a explicação mais simples é a certa — o game só fala muito forte com quem tem a mesma vibe da história.

Opinião

Cansei da experiência cada vez mais inchada do Windows e fui testar o Pop!_OS como quem troca de build em busca de menos dor de cabeça e mais fluidez.

O apelo é simples: sistema limpo, sem tanta tralha, visual bonito e foco em produtividade e jogatina. Para quem vem do Windows, o Pop!_OS é uma distro bem de boa para começar, especialmente porque o ecossistema Linux hoje já abraça Proton, Wine, Lutris e Flatpak sem aquela aura de “só elite de terminal”.

O esquema para instalar sem se enrolar passa por boot USB, separar espaço no SSD, desativar recursos de inicialização rápida e criptografia do Windows e fazer a instalação em modo custom. Depois, um update geral no terminal e o sistema já fica pronto para o rolê.

No uso diário, a sensação é de desktop mais leve, responsivo e sem a treta constante de anúncios, telemetria e atualizações empurradas goela abaixo. A interface Cosmic ajuda bastante, com janelas mais organizadas, atalhos úteis e uma navegação que parece menos engessada.

No game, o saldo foi bem positivo. Títulos como Cyberpunk 2077, Total War: Warhammer 3 e Black Myth Wukong rodaram de forma honesta via Proton, embora jogos mais pesados de estratégia ainda possam sofrer com gargalos de CPU e compatibilidade.

O porém continua sendo a falta de alguns apps do dia a dia e de software de periféricos e RGB que ainda não têm equivalente perfeito no Linux. Existem alternativas como GIMP, Krita, LibreOffice e OpenRGB, mas nem sempre elas cobrem tudo o que você usa no Windows.

No fim, o Pop!_OS entrega uma experiência muito boa para quem quer sair do caos do Windows e entrar num ambiente mais limpo para jogar e trabalhar. Se você depende pouco de apps exclusivos da Microsoft, vale demais testar.

Directive 8020

Em Directive 8020, a médica Samantha Cooper recebe uma missão no episódio 5 que envolve conseguir sedativos para um “experimento” da Anders. Se você levou a Cooper mais na vibe brincalhona, pode topar o plano; se manteve a personagem no modo profissional, esse quebra-cabeça pode até nem aparecer.

Quando a tarefa surge, o objetivo é montar a combinação certa de agentes químicos no gabinete do laboratório. O jogo não entrega os nomes de cara: ele mostra apenas símbolos e pede que você descubra qual é a sequência correta para liberar a solução.

O código que você precisa digitar é 168. Os três compostos do sedativo são:

  • Chloroacetyl Chloride
  • Ammonia
  • Dimethyl Sulfate

À esquerda do armário há um pôster com os símbolos dessas substâncias. Além disso, existem três cartazes espalhados pela sala com nomes e símbolos de vários químicos, e isso ajuda a cruzar as pistas sem depender tanto de conhecimento de química.

Se quiser evitar erro de input, vale anotar os símbolos ou tirar um print da sala antes de mexer no teclado. Depois de inserir a sequência certa e combinar os ingredientes, é só levar o sedativo de volta para a Anders.

Uma cutscene vai entrar em seguida, mostrando a entrega dos químicos e o avanço da trama com a Cooper e o resto da equipe. Depois disso, você já pode seguir para a próxima etapa da história em Directive 8020.

Directive 8020

Em Directive 8020, o código do PC do Carter é 2808. Se quiser, 0828 também libera o acesso.

A pista está no post-it colado no monitor, com a anotação Luna’s e uma seta apontando para a tela. Saia do quarto do Carter e vá até as Acomodações da tripulação; virando à direita, você vai encontrar um calendário na parede. Interaja com ele para conferir o mês de agosto.

No dia 28, aparece a marcação Luna’s Birthday. Junte o dia com o mês e digite a combinação no computador para destravar o acesso.

Depois disso, uma cutscene é acionada com Simms entrando nas Acomodações da tripulação, e o próximo objetivo é segui-la até o Lounge, onde você encontra o monitor com o registro da conversa entre ela e Carter. Vale lembrar: depois que essa cena rolar, o PC do Carter não pode mais ser acessado.

The Sinking City 2

The Sinking City 2 chega como uma virada bem mais afiada para a Frogwares: em vez de insistir no mundo aberto investigativo do primeiro jogo, a sequência mergulha de cabeça no survival horror. O clima agora puxa para uma versão de Resident Evil em 1929, com puzzles clássicos, portas travadas por código e um combate que finalmente responde bem no mouse e teclado.

Você assume o controle de Calvin, um detetive meio quebrado preso em Arkham, tentando trazer a namorada de volta depois de um ritual ter dado bem errado e de uma viagem nada saudável aos Dreamlands. Na demo, a jornada começa em uma biblioteca alagada, onde a missão é achar um livro com o ritual certo para desfazer a encrenca anterior.

O combate também parece mais redondo. Os inimigos são criaturas possuídas por vermes e sanguessugas, com feridas que entregam pontos fracos na cara dura. Quando você estoura essas bolhas arcanas, ganha brecha para o stomp, e os wylebeasts voltam com aquele visual grotesco que gruda na memória.

Tem loot em um toque só, crafting para transformar sucata e cartuchos em munição, perks para turbinar dano, resistência e recarga, além de slots limitados para montar sua build. Até os safe rooms são uma viagem surreal, com cara de pedaços da casa idealizada que você e sua amada compartilhavam.

No fim, The Sinking City 2 aposta em atmosfera, estranheza e sobrevivência em vez de enrolação investigativa — e, pelo que foi mostrado, a troca caiu muito bem. O jogo está previsto para chegar ao PC neste verão.

World of Warcraft

A manutenção de World of Warcraft de hoje está um pouco mais longa do que o normal, mas ainda dentro do aceitável: todos os servidores do jogo vão ficar offline por duas horas.

Depois de vários dias com manutenção rapidinha, essa janela extra até parece um respiro para a equipe ajeitar a casa. Se o cronograma não mudar, o downtime deve seguir assim:

  • Midnight: offline das 7h às 9h (horário do Pacífico)
  • Mists of Pandaria Classic: offline das 7h às 9h (horário do Pacífico)
  • WoW Classic (incluindo Classic Era, Season of Discovery e Hardcore): offline das 7h às 9h (horário do Pacífico)
  • The Burning Crusade Classic Anniversary: offline das 7h às 9h (horário do Pacífico)

Até o momento, não foi explicado oficialmente o motivo dessa hora extra de manutenção. Ainda assim, há algumas pistas no ar: os servidores de Midnight devem receber um pequeno ajuste para enfraquecer os Guardiões Druidas, enquanto os servidores de The Burning Crusade Classic Anniversary se preparam para a chegada da Fase 2 ainda esta semana, com novas raids e uma leva pesada de missões diárias.

Fora isso, a semana no universo de World of Warcraft está bem tranquila. Agora é só esperar os servidores voltarem e ficar de olho caso a manutenção seja estendida ou termine antes do previsto.

Se você joga, já deixa tudo pronto e acompanha as próximas atualizações para não ser pego de surpresa quando Azeroth abrir as portas de novo.

Hardware

O mistério acabou: o Intel Arc Pro B70, equipado com o chip Big Battlemage/G31, foi colocado sob a lupa em uma bateria pesada de testes e o veredito já saiu. Em raster, ele entrega desempenho praticamente cravado no nível de uma GeForce RTX 5060 Ti 16 GB.

Na prática, isso significa que o chip até briga bem em jogos tradicionais, mas quando o papo é ray tracing ou path tracing, a história muda e o desempenho cai atrás da concorrente da Nvidia.

O ponto mais curioso é o tamanho do die. Estamos falando de um chip bem parrudo, com 368 mm², feito em um processo da classe N5 da TSMC. Para efeito de comparação, a RTX 5060 Ti usa um chip bem menor, o que ajuda bastante no custo de produção e explica por que o encaixe do G31 como placa gamer nunca fez muito sentido.

Mesmo com mais núcleos Xe que o G21, o ganho não é suficiente para chegar perto de uma RTX 5070, muito menos de uma placa acima disso. Em testes, o G31 ficou só um pouco à frente do G21 em raster, enquanto a RTX 5070 abriu uma vantagem bem maior. Ou seja: mesmo com drivers mais maduros, não haveria milagre.

No fim das contas, o Intel Arc Pro B70 mostra que o G31 tinha potencial para jogos, mas também deixa claro por que a Intel preferiu encaixá-lo no mercado profissional e de IA local. Para gaming, ele é competente; para virar ameaça de verdade no front das GeForce, faltou eficiência.

Phasmophobia

A equipe de Phasmophobia soltou um pedido de desculpas pelo Player Character Update lançado na semana passada, admitindo que a atualização ficou abaixo do esperado e não entregou o que tinha prometido para a comunidade.

Segundo os devs, o estúdio cresceu bastante no último ano, e isso trouxe uma cobrança maior — só que, nesse caso, a execução falhou feio. A reação dos jogadores foi pesada, com reviews negativas e muita crítica ao estado do patch.

Entre os problemas apontados pela galera, estão:

  • animações quebradas ou funcionando errado;
  • mãos e objetos ficando desalinhados;
  • bugs já existentes somados a novos glitches visuais;
  • travadas e stutter ao usar a câmera, chegando a causar enjoo em alguns players.

Apesar do caos, a atualização também corrigiu algumas coisas, como a orientação da cabeça e o movimento do corpo. Mesmo assim, o clima na comunidade segue de desconfiança, já que muita gente lembra que o jogo já passou por lançamentos problemáticos e correções rápidas no passado.

Agora, a equipe promete mudar a postura e compartilhar mais do processo de desenvolvimento até a versão 1.0, para dar mais visibilidade sobre o que está sendo feito e o que vem por aí em Phasmophobia.