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Todd Howard, diretor e produtor executivo da Bethesda, recusou todas as propostas para aparecer como cameo na série Fallout. Em entrevista, ele contou que recebeu várias ofertas, inclusive desde a primeira temporada, e que uma delas era para uma cena no estilo Dr. Strangelove, na sala da Vault-Tec, quando executivos dividem os experimentos dos cofres antes das bombas. Ele prefere ficar por trás das câmeras e acredita que isso ajuda a preservar a imersão.
Também recusou uma participação menor, como ser um dos figurantes atingidos por O Ghoul de Walton Goggins. Howard explicou que não quer distrair o público: sempre que aparece alguém comenta ‘olha, é o Todd!’, e isso rouba a atenção da cena.
O comparativo com o papel de Stan Lee nos filmes foi citado, mas ele disse que não é algo para agora. É importante lembrar que Howard não é um dos criadores originais de Fallout; os co-criadores do jogo são Tim Cain e Leonard Boyarsky. Por isso, aparecer só por fan service não parece atrativo.
A 2ª temporada da série estreia em 17 de dezembro e foca em New Vegas. Os episódios saem uma vez por semana até fevereiro. As primeiras impressões da crítica são positivas, então fãs do universo Fallout têm motivos para ficar animados.
Com a série de TV em alta, a desenvolvedora atualizou Fallout Shelter para aproveitar a onda. A grande novidade é o sistema Seasons, que cria abrigos temporários com regras, cenários e personagens próprios por tempo limitado. A primeira temporada se chama Viva New Vegas e coloca um abrigo separado sob as areias de Nevada, perto de Novac. Esse abrigo funciona à parte do seu jogo principal, então você pode experimentar sem perder seu progresso.
Nesse novo abrigo você vai encontrar personagens ligados à série, como Lucy, Maximus e O Ghoul, além de roupas e armas inspiradas na produção. As missões variam bastante: algumas pedem diplomacia, outras exigem combate ou gestão do abrigo. Em prática, os visitantes agem como na série — por exemplo, Lucy pode conversar com líderes locais e até usar um tranquilizante em combate. Essas interações ajudam a passar a sensação de New Vegas sem alterar seu jogo base.
A temporada também inclui as Rodadas da Sorte: complete missões para ganhar Fichas de pôquer e use-as para girar e obter recompensas que aceleram seu progresso. As fichas também podem aparecer como saque aleatório nas missões. As premiações vão de recursos a moradores e equipamentos exclusivos. Tudo isso é gratuito, assim como o jogo base. Não é o próximo jogo principal da franquia, mas é um jeito rápido e divertido de sentir o clima de New Vegas enquanto se espera por algo maior.
A segunda temporada de Fallout está prestes a chegar e quem já viu os seis primeiros episódios traz um veredito positivo. A série não se acomodou: continua exigindo atenção do espectador e recompensa quem acompanha cada cena com personagens e ideias bem construídas. Em vez de simplificar para agradar a audiência casual, a nova leva de episódios mantém o tom complexo e, muitas vezes, surpreendente, que fez a primeira temporada funcionar.
Muitas linhas que foram só pinceladas antes agora ganham mais espaço — Norm, por exemplo, segue como um dos pontos fortes — e aparecem arcos novos que expandem a mitologia, como um enredo ambientado em New Vegas. O fan service aparece, mas com moderação: referências familiares e elementos do jogo são usados para dar cor à história, sem virar apenas nostalgia. Isso ajuda a unir quem conhece o universo e quem chega pela primeira vez.
A recepção crítica é majoritariamente favorável: muitos elogiam a ambição e a fidelidade ao clima dos jogos, e dizem que a escala maior funciona. As ressalvas giram em torno do ritmo, que às vezes perde velocidade, e da sensação de que há tramas demais e poucos encaixes imediatos. Para quem não conhece bem o material de origem, a narrativa pode parecer confusa. Ainda assim, a atuação e a escrita seguram o interesse, e a temporada promete boas surpresas para quem gosta de aventura pós-apocalíptica.
A segunda temporada da série Fallout começa hoje com um único episódio de estreia. O primeiro episódio foi liberado às 23h de terça-feira, 16 de dezembro (horário de São Paulo). Para a nova temporada a Amazon mudou o formato: em vez de soltar a temporada inteira de uma vez, os episódios vão sair semanalmente, então não espere ver tudo em um único dia.
O restante da temporada será exibido toda quarta-feira até 4 de fevereiro, também às 23h (horário de São Paulo), caso a empresa mantenha o novo horário. Antes da mudança, esperava-se que os capítulos saíssem durante a madrugada, por volta das 5h no horário de São Paulo, mas a alteração na estreia pode indicar que os episódios vão passar a cair no horário noturno local.
A série está disponível de forma exclusiva na Amazon Prime Video. Se você não tem assinatura, dá para usar o período de teste gratuito para acompanhar a temporada ou então esperar o fim da exibição para ver tudo de uma vez. Fique atento ao app ou à sua conta para confirmar datas e horários; mudanças podem acontecer.
A mudança para episódios semanais lembra o formato clássico de TV e casa bem com a estética retrô-futurista da franquia. Para quem prefere maratonar, pode valer esperar até o fim da temporada e usar o período de teste quando todos os episódios já estiverem disponíveis. Para quem quer acompanhar semana a semana, marque no calendário às 23h das quartas-feiras e combine com os amigos.
A série Fallout retorna esta semana com a segunda temporada ambientada em New Vegas. Em entrevista, o roteirista original de Fallout: New Vegas falou sobre como o personagem Senhor House ganha nova leitura hoje. Ele acredita que a fixação dos bilionários da tecnologia por imortalidade tecnológica e grandes projetos torna o personagem ainda mais atual.
No jogo, o Senhor House previu a Grande Guerra com apenas alguns dias de antecedência e quase recebeu o chip de platina, que acabou perdido no deserto quando errou a data. Mantido em criogenia, ele segue administrando Las Vegas por meio de um supercomputador que roda um sistema operacional antigo e cheio de falhas. Isso cria frustração e humor, além de ressaltar a ideia de planejamento a longo prazo que move o personagem.
A inspiração real veio de um magnata que mudou Las Vegas no século XX, mas o roteiro transformou esse modelo em alguém obcecado por avanço tecnológico e prolongamento da vida. O roteirista aponta a paralisia ética do personagem: ele tem um plano claro, liga pouco para as pessoas do Strip e prioriza o resultado. Ainda assim, há indícios de que ele pode ter capacidade de fazer o plano acontecer, e sua presença será central na segunda temporada.
A estreia da segunda temporada de Fallout foi antecipada: o primeiro episódio agora chega em 16 de dezembro às 23h (horário de São Paulo). A mudança apareceu de surpresa durante um evento em Las Vegas, e deve agradar quem não quer ficar acordado até de madrugada.
No anúncio, o Sphere virou uma espécie de bola de neve gigante. Com flocos caindo no telão, um radscorpião gigantesco cutucou o painel e fez a data mudar de 17 para 16 de dezembro. Foi um jeito divertido e visual de confirmar a novidade para quem acompanhou a apresentação.
Antes da alteração, a estreia estava marcada para 05h do dia 17 de dezembro (horário de São Paulo). Com a nova programação, a estreia passa a ser às 23h do dia 16, ou seja, seis horas mais cedo. Não é um dia inteiro de diferença, mas já dá para assistir no mesmo dia sem virar a noite.
Para fãs do universo Fallout, é um presente de fim de ano. Fique atento à programação local para confirmar onde e como assistir ao episódio de estreia e aproveite a vantagem de poder ver a estreia sem perder o sono. Ainda não há confirmação de mudança nas datas dos episódios seguintes, então mantenha atenção nas atualizações oficiais.
Um build beta de Fallout: New Vegas, cerca de dois gigabytes maior que a versão final, foi encontrado em um kit de desenvolvimento do Xbox 360. Esse material trazia locais inteiros, texturas e até NPCs que foram cortados para tornar o jogo mais enxuto. No PC, onde a cena de mods é gigante, jogadores passaram semanas vasculhando o beta para restaurar o que foi perdido.
Vários mods já trazem de volta personagens e cenários do beta. Marilyn, uma das acompanhantes securitron do Sr. House que só aparecia no baralho da edição de colecionador e era mencionada por Verônica, voltou em mods específicos. Há também uma versão do Sr. House mais próxima do visual original, e até as lixeiras do cassino Lucky 38 foram recriadas. Locais como Goodsprings e a estação de trem de Nipton receberam versões restauradas, e o Prospector Saloon ganhou o letreiro de neon que existia na ideia inicial.
Pequenos detalhes ajudam a dar vida ao mundo: a armadura tribal vermelha original, o interior limpo do Tops Casino e os pôsteres beta que mudam anúncios de artistas e até a imagem da Sunset Sarsaparilla. Para quem curte explorar e montar uma jogatina pesada no PC, essas modificações recriam cenas e referências que faltaram na versão final. No fim, o trabalho dos modders mostra como conteúdo cortado pode voltar a fazer sentido e deixar o jogo ainda mais interessante.
Uma nova edição de revista sobre jogos revisita a história de Fallout com entrevistas com várias pessoas por trás da série. Uma das revelações é que Fallout 4 começou como um projeto ambientado em Nova York. O diretor de design Emil Pagliarulo conta que existia um documento inicial de quatro páginas e, na última, já havia um personagem que mais tarde viria a ser Nick Valentine.
Nesse rascunho, o personagem era apenas um detetive inspirado em Humphrey Bogart, sem a parte de synth. A equipe transformou a ideia depois: um outro designer, Liam Collins, ajudou a desenvolver o seu arco e as missões. Nova York foi pensada por ser simbólica e ter monumentos reconhecíveis, mas, como outros jogos também vinham para Nova York, a equipe decidiu buscar outra cidade.
Boston acabou sendo escolhida, em parte porque Pagliarulo é de lá, e a mudança teve o aval de Todd Howard e do artista líder Istvan Pely. Mesmo assim, parte daquele conceito nova-iorquino sobreviveu: Goodneighbor é a versão que veio daquele rascunho e, originalmente, ficava no entorno da Times Square. O texto mostra como pequenas decisões no início podem redesenhar personagens e lugares, e que histórias de bastidores ajudam a entender por que alguns elementos mudaram até a versão final do jogo.
Fallout 76 teve um lançamento problemático. Muitos jogadores chegaram empolgados com a ideia de um Fallout multiplayer, mas encontraram desempenho ruim, recursos faltando e um beta que nem tinha chat por texto ou ajuste de campo de visão. A estreia ficou marcada como um dos piores lançamentos, e muita gente largou o jogo logo no começo. Desde então se passaram sete anos.
Com o tempo o estúdio foi trabalhando e o jogo mudou bastante. Foram dezenas de atualizações gratuitas, incluindo 25 grandes reformulações que ampliaram o mapa, trouxeram novas histórias e adicionaram funções estranhas e divertidas — até opções de customização curiosas e áreas radioativas para explorar. Hoje é possível explorar um mundo maior cheio de missões, enfrentar mutantes e montar acampamentos em lugares bonitos do Wasteland.
Em entrevista, o diretor criativo diz que a comunidade ajudou a moldar o caminho do jogo: o lançamento foi só o primeiro capítulo e a relação com os jogadores foi crescendo. Quem ficou desde o começo viu a região de Appalachia se transformar com dezenas de atualizações, e quem chega agora pode aproveitar todo esse histórico de conteúdo. O jogo hoje é bem diferente do que saiu no lançamento e pode surpreender quem volta. Vale a pena experimentar se você busca ação no mundo pós-apocalíptico, com encontros cooperativos ou partidas solo.
Tim Cain, co-criador de Fallout e responsável por títulos como Vampire: The Masquerade – Bloodlines e Arcanum: Of Steamworks and Magick Obscura, anunciou mudanças na vida e na carreira. Ele voltou a morar na Califórnia e retornou ao trabalho em tempo integral na Obsidian, agora como funcionário presencial, não mais como contratado. Cain também comentou novidades pessoais: ganhou várias camisetas novas, fez uma tatuagem do Moon Man e até fez amizade com um esquilo.
O desenvolvedor deixou claro que não vai revelar em que está trabalhando. Ele pediu para que as pessoas não tentem adivinhar, o que já afasta especulações fáceis sobre títulos com Fallout no nome. Cain comentou que ao menos um jogo em que fez trabalhos por contrato deve ser lançado em breve, então há chances de vermos seu nome nos créditos em breve. Como ele está de volta ao escritório, pode demorar um pouco até termos anúncios oficiais.
O canal de vídeos dele segue ativo e Cain comenta que colegas na Obsidian apoiam esse trabalho paralelo. A volta ao quadro fixo da empresa anima fãs de RPGs clássicos e aumenta a curiosidade sobre o que vem por aí. E você, em qual série gostaria de ver a assinatura de Tim Cain novamente?
A série Fallout retorna com a segunda temporada na próxima semana, ambientada em Fallout: New Vegas. Em entrevista, o roteirista de Fallout: New Vegas, John Gonzalez, elogiou a escrita da série e a forma como ela explora o mundo. Ele citou o personagem Maximus como uma criação fascinante e disse que ficou curioso para ver por onde a história da Brotherhood of Steel vai seguir.
Gonzalez também falou sobre a questão de créditos e pagamentos residuais. Ele achou estranho ver personagens que ajudou a criar aparecerem em outras mídias sem receber crédito ou compensação extra, e comparou essa situação ao tratamento histórico de criadores de quadrinhos. Ao mesmo tempo, disse que entende que narrativas em jogos muitas vezes nascem de trabalho por encomenda, e elogiou os criadores originais por terem concebido um universo com espaço para crescer.
O roteirista elogiou os co-criadores por transformar a estética dos anos 1950 em algo deslocado e único, que permite ideias estranhas e interessantes. Ele comentou que costuma assistir à série com a esposa e que vai acompanhar com atenção a interpretação de New Vegas na nova temporada — embora nem todo mundo vá estar contente com a parte financeira. O primeiro episódio da temporada 2 estreia em 17 de dezembro.