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Mixtape é daqueles jogos que parecem mais um filme indie de amadurecimento do que um game tradicional — e isso funciona tanto como elogio quanto como crítica.
No controle de Stacy Rockford, uma adolescente apaixonada por música e prestes a encarar o fim da escola, você acompanha um rolê cheio de amizade, caos e aquela sensação agridoce de despedida. Ao lado de Van Slater e Cassandra Morino, a história mergulha de cabeça na nostalgia dos anos 90, com diálogos afiados, personagens carismáticos e uma trilha sonora absurda, apresentada de um jeito bem estiloso e diegético.
Quando Mixtape acerta, ele acerta bonito. As sequências mais viajadas — como passeios por parques abandonados, fugas em transe e momentos em que a realidade parece desandar — transformam a nostalgia em algo quase mágico. A direção de arte também segura a onda e dá vida a esse retrato romantizado da juventude.
O problema é que, como videogame, Mixtape nem sempre entrega o mesmo brilho. Entre caminhadas, interações simples, minigames e trechos de skate com controles meio travados, a experiência às vezes parece mais interessada em te lembrar que você está jogando do que em usar a interatividade para aprofundar a narrativa.
Em alguns momentos, isso até funciona. Em outros, quebra o ritmo e tira um pouco da imersão. O resultado é uma aventura curta, charmosa e muito bem escrita, mas que poderia confiar mais na força do que está contando e menos em mecânicas que nem sempre agregam.
Se você curte uma viagem nostálgica com clima de coming-of-age, personagens bem construídos e uma trilha impecável, Mixtape merece atenção. Agora, se você procura um jogo que use a jogabilidade como parte essencial da emoção, ele pode ficar devendo um pouco.
Directive 8020 leva a Supermassive Games para o espaço e acerta em cheio ao trocar o terror clássico por um sci-fi sujo, tenso e cheio de escolhas que realmente pesam.
A bordo da nave Cassiopeia, a tripulação parte rumo a Tau Ceti f para abrir caminho para uma nova colonização, mas tudo desanda quando uma entidade shapeshifter começa a caçar o grupo. O grande diferencial aqui é o sistema Turning Point, que permite voltar em momentos-chave, desfazer vacilos e explorar ramificações sem precisar recomeçar tudo do zero.
- Modo survivor para quem quer viver cada erro sem segunda chance;
- Turning Points para corrigir decisões, destravar cenas extras e testar rotas diferentes;
- 44 cenas de morte, com body horror nojento e caprichado na medida certa.
O mais interessante é como Directive 8020 usa essa estrutura para dar mais peso à narrativa. Brianna Young, Samantha Cooper e o restante da equipe vão ganhando camadas a cada nova run, enquanto gravações, notas e diários espalhados pela nave ajudam a montar o quebra-cabeça da história.
No fim, o jogo transforma replay em parte central da experiência: primeiro vem o choque, depois a vontade de voltar e ver tudo o que ficou escondido. Para quem curte terror narrativo, tensão de QTE e gore de respeito, Directive 8020 parece ser um dos passos mais seguros e confiantes da Supermassive em anos.
Se você quer cair no mundo de Outbound com a tropa, tem um detalhe importante: o co-op não libera de cara. Primeiro, você precisa passar pelo tutorial e sair do primeiro ponto de acampamento. A boa notícia é que isso leva poucos minutos.
Depois de cumprir o básico, siga estes passos para abrir o multiplayer:
- Dirija até a área de camping e pare o camper van.
- Abra a parte de trás do veículo para montar o acampamento.
- Saqueie os itens do baú, acenda a fogueira e baixe os planos de ferramentas básicas no terminal.
- Junte o sucata, use a bancada do van e crie a Wrench I para abrir a barreira da frente.
Com o portão destravado, o jogo libera um aviso para convidar a galera. A partir daí, quem estiver host só precisa apertar Tab, clicar no ícone de multiplayer e compartilhar o código da sessão com até três amigos. Os outros entram pelo menu Join Friend.
Na parte da progressão, vale o alerta: em Outbound, o avanço fica preso ao save, e não ao personagem. Ou seja, o que você desbloquear numa sessão vai ficar salvo naquele mundo. Se você entrar no save de outra pessoa, vai criar um personagem novo. A boa notícia é que ferramentas e receitas são compartilhadas dentro da mesma campanha, então a party inteira aproveita os desbloqueios.
Alerta de spoilers de Mortal Kombat 2.
Se o primeiro Mortal Kombat de 2021 já parecia um festival de decisões ruins, a sequência corrige o rumo logo de cara ao tirar Cole Young do centro da história. O personagem original, criado só para o filme, mal aparece por aqui e acaba virando só um nome jogado ao fundo antes de ser eliminado de vez por Shao Kahn no palco do Dead Pool.
E, sinceramente? Isso faz bem para o filme. Com Cole fora da jogada, Mortal Kombat 2 finalmente coloca o holofote nos personagens que a galera realmente quer ver: Johnny Cage e Kitana. Karl Urban entrega um Cage sarcástico e carismático, enquanto Adeline Rudolph manda muito bem como a princesa que domina os fan blades. Ainda assim, Liu Kang continua subaproveitado, e Kano volta do limbo para seguir sendo irritante, mesmo que agora esteja um pouco mais contido.
Apesar disso, a dinâmica entre os personagens rende momentos genuinamente divertidos, incluindo uma cena ótima contra Baraka. Não, Mortal Kombat 2 não é a melhor adaptação de videogame já feita e ainda cai no território do “meio termo”, mas é bem superior ao primeiro filme. O final ainda deixa gancho para uma possível continuação, e dá a sensação de que o estúdio finalmente entendeu onde acertar o fatality.
Se você ainda sente falta da lendária roda de persuasão de Oblivion, o Wheeljam 2 nasceu justamente para isso: desafiar a comunidade a criar, em tempo recorde, experiências jogáveis que tragam o mini-game de lockpicking ou a wheel de convencimento de algum jeito.
A segunda edição do evento fechou com 40 submissões, e boa parte delas já pode ser testada direto no navegador. Como manda a tradição dos jams mais caóticos, tem muita coisa estranha, torta e deliciosamente difícil de explicar — o tipo de bagunça que só quem viveu a era dos mini-games esquisitos entende de verdade.
Entre os destaques, um dos favoritos é A Contrario, que troca o combate por uma seleção de estações numa vibe vaporwave. Também vale ficar de olho em Wheelfox 64 e The Wolf Of Wheel Street, que seguem a mesma linha de criatividade sem freio.
A votação ainda fica aberta por mais alguns dias, mas os jogos continuam jogáveis depois disso. Então, se você curte Oblivion e esse tipo de gambiarra genial de game design, já pode cair dentro e descobrir suas pérolas favoritas.
Drawquarium é um sandbox bem diferente no PC: em vez de só organizar um aquário, você literalmente desenha peixes e plantas para montar um tanque chamativo e fisgar a clientela. A demo já dá um gostinho dessa bagunça criativa.
No começo, a seleção de formas base é pequena, mas o charme está em customizar cada peixe do seu jeito. Dá para brincar com cores, traços e estilos, deixando o aquário com a sua assinatura — mesmo que o resultado final fique meio torto, o visual coletivo compensa.
Depois de montar o ecossistema, entra a parte de cuidar da tropa: manter o tanque bonito e alimentar os peixes quando a fome bater. Quanto melhor o capricho, mais eles evoluem visualmente, ganhando um brilho holográfico e, em situações especiais, até um visual dourado.
O jogo ainda vai receber mais conteúdo em breve, embora ainda sem data de lançamento anunciada, com:
- mais decoração para o aquário
- novos temas
- fundos personalizados
Se você curte experiências relax, sandbox criativo e aquela vibe de faz do seu jeito, Drawquarium merece entrar na sua lista de desejos.
Um dos responsáveis criativos de Kingdom Come: Deliverance 2 contou que uma história curiosa do primeiro jogo ajudou a equipe a cravar o caminho da franquia: deixar o mundo medieval tão sistêmico que o jogador começa a acreditar que tudo ali pode virar uma grande confusão orgânica.
O caso clássico foi a famosa “saga das botas”. Um jogador percebeu que o protagonista estava sem os calçados, achou que alguém tinha roubado o item e saiu vasculhando o castelo como se fosse uma missão escondida. Na real, as botas só tinham desaparecido do cenário, mas a reação mostrou exatamente o efeito que o estúdio queria: um mundo vivo, imprevisível e cheio de histórias emergentes.
Para a equipe, esse tipo de situação foi a prova de que vale a pena investir em sistemas complexos, mesmo com todo o trampo para deixar a parada redonda e sem bugs. A comunidade começou a criar teorias e lembrar de encontros que pareciam eventos roteirizados, mas que na verdade tinham nascido da própria simulação.
Em Kingdom Come: Deliverance 2, essa filosofia foi levada ainda mais longe. Agora, se Henry apagar de bêbado, os NPCs podem roubar os sapatos e o boné dele — e até sair usando os itens. É o tipo de caos controlado que faz cada sessão render causos únicos e reforça a pegada sandbox da série.
Forza Horizon 6 já chegou chutando a porta no Steam antes mesmo do lançamento oficial. O novo racer da franquia vem segurando espaço entre os mais vendidos da loja e mostra que a comunidade de PC entrou de cabeça no hype.
Entre os atrativos da pré-venda, o jogo oferece um carro bônus e a edição Premium libera acesso antecipado e os DLCs futuros. Mas o que mais chama atenção é a força do nome Forza Horizon 6: mesmo sendo muito parecido com os capítulos anteriores, o game segue como uma das poucas corridas capazes de furar a bolha e aparecer no topo das vendas.
O curioso é que jogos de corrida raramente ficam muito tempo no centro da conversa. Mesmo quando um lançamento embala, outros gêneros costumam roubar os holofotes. Ainda assim, Forza Horizon 6 continua sendo o grande nome do gênero no PC, agora com uma proposta ambientada no Japão e cheia de espaço para drift, velocidade e cenas prontas para clipar.
- Forza Horizon 6 está entre os jogos mais vendidos do Steam antes da estreia
- A pré-venda traz bônus e acesso antecipado para quem quer entrar mais cedo na pista
- Racers seguem sendo exceção no topo das vendas, e a franquia continua mandando no pedaço
Mann Versus Zombies é um mod de conversão total que pega Team Fortress 2 e joga os mercenários numa batalha de sobrevivência contra hordas de zumbis. Pelo que já foi mostrado, a ideia passa muito a vibe de um spin-off de verdade, só que nas mãos da comunidade.
O trailer, em clima de Source Filmmaker, destaca novas armas e versões zumbificadas dos personagens clássicos do TF2. O visual continua cartunesco, mas com aquela camada extra de gore e sujeira que combina demais com a proposta.
- Co-op para até 8 jogadores
- Perks exclusivas
- Sistema de barricadas
- Ondas infinitas com dificuldade escalando sem parar
- Cosméticos do jogo base liberados para uso
Sem gameplay bruto por enquanto, mas o pacote já chama atenção: em vez do caos leve e acelerado de sempre, Team Fortress 2 ganha uma pegada mais sombria, focada em hordas, defesa de área e sobrevivência. Ainda não existe janela de lançamento, então o jeito é ficar na torcida por novidades do mod.
Enquanto isso, Team Fortress 2 continua muito vivo, com a comunidade empurrando o clássico para novos modos, novas ideias e experiências cada vez mais insanas.
Warped Universe já está em Early Access no Steam e chegou trazendo uma proposta bem diferente para quem curte looter shooter sci-fi. O jogo da Warped Games foi lançado de graça nesta semana e já estreou com dois trailers para mostrar suas duas frentes de combate: combate terrestre e voo espacial.
Na prática, o loop é o seguinte: você é enviado para um planeta engolido pelo Void, precisa avançar pela corrupção, eliminar a ameaça cósmica e garantir recursos valiosos. Só que a missão não para por aí. O Residuum coletado por você não serve apenas para o seu progresso — ele ajuda a abastecer uma instalação naquele planeta, e quando essa estrutura é concluída, todo mundo no jogo recebe um bônus permanente.
Enquanto isso, outros jogadores podem estar explorando cantos distantes da galáxia, descobrindo novos planetas e liberando mais melhorias globais. A ideia é montar uma espécie de meta-jogo galáctico, em que cada missão ajuda a empurrar o universo inteiro para frente.
Por enquanto, Warped Universe começa com missões solo, mas o co-op deve chegar depois. E, segundo a proposta apresentada, o jogo vai oferecer centenas de objetivos a cada temporada, todos conectados ao mesmo universo persistente.
CD-ROM acabou de desembarcar na Steam com uma proposta bem retrô: um puzzle game para Windows inspirado nos clássicos discos de shareware dos anos 1990.
Em CD-ROM, a missão é quebrar a cabeça para desvendar 10 CDs temáticos. Para seguir em frente, você vai precisar decifrar textos codificados, analisar imagens, pegar pistas em minigames e fuçar cada canto dos dados em busca de segredos escondidos.
Cada desafio leva a uma senha de 8 dígitos, usada para destravar o próximo disco. O jogo aposta pesado em criptografia e esteganografia, então quem curte puzzle raiz e investigação digital vai se sentir em casa.
Para completar, CD-ROM ainda conta com uma demo jogável, ideal para sentir o clima antes de encarar o pacote completo de enigmas.