Subnautica 2 já chegou ao acesso antecipado trazendo uma novidade que pesa na balança: coop para até quatro jogadores no fundo do oceano alienígena.
No teste, o multiplayer mostrou uma proposta bem flexível para quem quer jogar com a galera. Dá para abrir uma partida nova no modo Sobrevivência ou Criativo, ou pegar um save solo já avançado e converter para coop sem perder sua base, seus equipamentos, as missões e o progresso pessoal.
- Para hostear do zero: entre em Host Multiplayer, escolha Host New Multiplayer Game, selecione Sobrevivência ou Criativo, confirme em Host Game e chame os amigos pela lista.
- Para usar um save solo: abra Play Single Player, selecione o arquivo desejado, escolha Convert to Multiplayer, confirme e depois volte para Host Multiplayer para iniciar a sessão online.
- Para compartilhar o mundo: você também pode subir o save para a nuvem, copiar a chave e passar para outra pessoa continuar a aventura no mesmo mapa.
Nem tudo é perfeito. Quem entra no mundo começa com personagem zerado, sem levar o inventário ou o progresso do próprio save. Além disso, não parece haver sistema de reviver aliados: se alguém cair, volta direto para a cápsula de respawn.
Por outro lado, a liberdade é grande. Quem hospeda não precisa ficar travando acesso, então os convidados podem usar os recursos da base e até mexer na construção. Em resumo, o coop de Subnautica 2 já chega bem funcional e com espaço para ficar ainda mais sólido durante o acesso antecipado.
Se você está caçando chumbo em Subnautica 2, a boa notícia é que existe um ponto bem específico no mapa inicial onde esse recurso aparece com consistência. Ele não é dos materiais mais fáceis de achar, mas dá para garantir uma boa carga logo no começo da jornada.
O chumbo é especialmente útil para liberar o Sonic Resonator, ferramenta essencial para quebrar blocos grandes de metal e minério, além de ajudar a abrir caminho em áreas bloqueadas por Angel Combs e desbloquear novas adaptações para sobreviver nesse oceano alienígena.
Onde encontrar chumbo em Subnautica 2
- Saia da Lifepod e siga para o nordeste até ficar perto de 280 metros de distância.
- Mantenha o rumo por volta de 75° até notar uma corrente azul natural mais abaixo.
- Entre nessa corrente: ela vai te empurrar para dentro de uma ravina.
- Pare quando encontrar uma plataforma de construção de colônia à esquerda, perto de um fragmento de Tadpole.
- Nessa área, dá para lootear depósitos grandes de chumbo e também pegar fragmentos menores espalhados pela areia.
Se você explorar um pouco mais para o norte ou para o leste, descendo pelos dois lados da ravina, vai encontrar mais pedaços soltos e blocos menores para quebrar. Vale a pena fazer esse farm cedo e guardar o chumbo na base, porque evita voltar até aqui depois.
Mais pra frente, quando você avançar para a região das Alien Ruins, o chumbo fica bem mais abundante, então o early game é só a primeira parada dessa rota de farm.
Em Subnautica 2, o Wakemaker é o seu primeiro upgrade pesado de mobilidade depois do tanque de O2 e das nadadeiras. Ele dá aquele gás na locomoção e ajuda você a ficar mais tempo debaixo d’água, mas o blueprint não cai no colo: é preciso correr atrás dos fragmentos.
Para liberar a receita, você precisa escanear 3 fragmentos do Wakemaker espalhados pelo mapa. Os pontos encontrados até agora são estes:
- Dentro de uma caixa ao lado de uma plataforma de laboratório, logo depois da nave quebrada, a cerca de 30 m de profundidade, 15° ao norte da Lifepod.
- Sobre uma mesa em uma plataforma de laboratório no fundo aberto, perto dos Coral Crabs, cerca de 25 m de profundidade, 120° a sudeste da Lifepod.
- Dentro de uma caixa em uma plataforma de laboratório no alto de um penhasco, cerca de 20 m de profundidade, 45° a nordeste da Lifepod.
Depois de juntar os três scans, volte para um Fabricador melhorado — ou seja, um que você tenha construído — para montar o Wakemaker com:
- 1x prata
- 1x kit de fiação
- 1x graxa
- 1x bateria básica
O kit de fiação é feito com prata e fio de cobre. Já a bateria básica exige dois cobres e uma Acidic Raion Pouch. A graxa, por sua vez, sai de um Lucifer Rotsac.
Com tudo pronto, equipe o Wakemaker na hotbar: os dois propulsores vão turbinar sua natação e deixar a exploração bem mais ágil. Só fique esperto com a carga da bateria, porque quando ela acabar você pode ficar vendido no meio do oceano. Montar um ponto de recarga na base também é uma boa para trocar as baterias sem dor de cabeça.
Se você acabou de cair em Subnautica 2 e pegou o Habitat Builder, o melhor começo é não sair buildando base em qualquer canto. No início, o foco é ficar perto de recursos fáceis, de uma boa fonte de energia e de um abrigo seguro para não sofrer com falta de oxigênio e com a noite no fundo do mar.
- Base 1: embaixo do lifepod — essa é a escolha mais segura no começo. O pod já quebra um galho com armazenamento, fabricador, oxigênio na superfície e ponto de respawn. Enquanto você ainda está juntando sucata, vale ficar colado nele.
- Base 2: Old Habitat — mais ao norte da área inicial, dá para encontrar ruínas de uma base antiga. A região rende bastante titânio, cobre e prata nas cavernas abaixo das formações rochosas. Tem predadores chatos por perto, mas lá embaixo a farm fica bem mais tranquila. Também há um abrigo escondido com alguns itens e um fluxo natural forte, ótimo para turbinas.
- Base 3: Cicada Wreck — seguindo para nordeste, você encontra um grande naufrágio. Não é o lugar mais bonito do mapa, mas é um prato cheio para coletar chumbo, quartzo, cobre e um pouco de titânio. A área também conta com correnteza boa para energia e fica na rota da progressão da história, então você economiza ida e volta.
No sul e no oeste, eu evitaria montar base agora. Em Subnautica 2, o mapa de acesso antecipado praticamente encerra essas rotas por enquanto, então não vale torrar recursos num ponto que vai te deixar no vazio. Já nas Heat Caves, até existe chance de pensar em uma base mais adiante, mas eu seguraria a onda: a campanha te empurra ainda mais para o leste, onde faz mais sentido levantar a próxima estrutura.
Resumo da jogada: no começo, fique perto do Subnautica 2 lifepod; depois, use o Old Habitat ou o Cicada Wreck para farmar recurso pesado e montar uma base mais parruda. Quando a história te levar para novas áreas, aí sim vale abrir outra frente e pensar em uma fonte de energia mais estável, como bioreactor ou ventos térmicos.
Em Subnautica 2, achar a Bolsa de Raion Ácido logo no começo faz toda a diferença, já que ela é usada para craftar a bateria básica do scanner. E sem scanner, você trava boa parte da progressão, inclusive a descoberta de novos blueprints como o Wakemaker e o Sonic Resonator.
A boa notícia é que o farm é de boa: o Raion Ácido aparece em plantas roxas com cara de cérebro, normalmente dentro de cavernas. Cada planta costuma render várias bolsas, então uma ou duas já seguram bem sua necessidade de bateria no início da campanha.
Como coletar sem vacilo:
- Leve a Multiferramenta de Sobrevivência, porque ela é necessária para cortar as bolsas.
- Não pegue o Saco de Gel Medicinal antes de remover todas as bolsas, senão a planta solta ácido na água.
- Depois de pegar upgrades iniciais, como tanque de oxigênio e nadadeiras, você vai começar a encontrar esse recurso em mais pontos do mapa.
Onde procurar no começo:
- Na caverna logo abaixo da sua Lifepod.
- Na caverna a leste da Lifepod, na área mais baixa.
- Nas redondezas do Centro de Boas-vindas.
Além de servir para baterias, a Bolsa de Raion Ácido também entra em outras receitas úteis, enquanto o Saco de Gel Medicinal ajuda na criação de kits de primeiros socorros mais avançados. No fim das contas, esse é um dos primeiros farms obrigatórios de Subnautica 2.
Se você está começando Subnautica 2 e já sentiu aquele sufoco de oxigênio, fome e predadores rondando, estas dicas vão te ajudar a engrenar mais rápido e evitar perrengue no início da campanha.
- 1. Garanta comida e água primeiro: abra a cápsula de sobrevivência e pegue os suprimentos iniciais. A água pode ser fabricada com Water Slugs, enquanto a adaptação para comer peixe fica disponível na árvore subaquática ao norte-noroeste da cápsula.
- 2. Escaneie tudo o que encontrar: o scanner libera ferramentas novas, peças de base, salas, pôsteres e ainda revela mais sobre as criaturas.
- 3. Carregue pelo menos duas Air Bladders: mesmo depois de melhorar o tanque de O2, elas continuam úteis para subir rápido, fugir de predadores ou arrancar um último gole de oxigênio.
- 4. Libere os Biomods úteis: depois de montar uma bateria básica com um Acidic Raion Pouch, siga até o Welcome Center a sudeste da cápsula, conecte o item na parede e use o Biolab para desbloquear habilidades. As melhores para começar são Dash e Oxygen Control.
- 5. Desbloqueie a construção de base: no mesmo Welcome Center, escaneie as duas Habitat Builder Tools. Isso libera a construção de base, embora ainda seja preciso encontrar outras peças para salas.
- 6. Faça o Standard Air Tank o quanto antes: parar para emergir toda hora cansa. Esse tanque reduz bastante o sofrimento, e o gargalo aqui costuma ser prata, que dá para achar em uma caverna ao norte da cápsula.
- 7. Escolha bem onde montar sua base: uma boa pedida é ficar perto de uma corrente natural, onde você possa instalar uma Hydroelectric Turbine quando ela estiver disponível. Deixe espaço para expandir depois.
- 8. Nade mais rápido para driblar predadores: o Biomod Dash ajuda, mas os Basic Flippers e o Wakemaker aceleram muito a mobilidade quando você quiser explorar sem ficar travado.
- 9. Se precisar, encare os bichos na porrada: também dá para afastar predadores com a Survival Multitool, com o Sonic Resonator ou com uma Distraction Flare para tirar a atenção deles.
- 10. Crie o Sonic Resonator: ele serve para minerar, quebrar Bloom Biofilm, espantar predadores e destruir viral blooms que liberam Adaptations no Angel Combs. O material mais chato para montar um é o chumbo.
- 11. Siga as luzes azuis: essas luzes geralmente apontam para uma habitat colony, uma espécie de moradia subaquática com ferramentas para escanear e áudios que entregam mais lore.
- 12. Aumente inventário e hotbar: as colony habitats também escondem Biobeds. Interaja com a tela ao lado deles para liberar endurance, que amplia o inventário, e dexterity, que expande a barra de atalhos.
- 13. Leve um Portable Locker quando for farmar: esse storage móvel é ótimo para guardar materiais extras enquanto você coleta recursos longe da base.
- 14. Não saia sem baterias reservas: observe a barrinha de energia das ferramentas. Para trocar, aperte R e clique com o botão esquerdo ou direito para recarregar. Depois, vale construir um Battery Terminal para recarregar as sobras com mais praticidade.
- 15. Monte um Scanner Station na base: se bater dúvida sobre onde achar um recurso, ele mostra a localização de materiais num raio de 300 metros. Um deles pode ser escaneado no Old Habitat, ao norte da cápsula.
- 16. Siga as Black Boxes: a NOA costuma pedir que você volte para pegar a localização de uma Black Box. Elas movem a história principal, mas quase sempre também escondem ferramentas e receitas importantes.
- 17. Customize seus sinais: cada Black Box vem com um sinal, mas você pode ligar e desligar os marcadores pelo menu de Signals. Assim, sua tela fica menos poluída e mais útil.
- 18. Use Beacons nos pontos-chave: não existe mapa no jogo, então Beacons são ouro puro. Depois de escanear e desbloquear o item, dá para criar marcadores e organizar seus trajetos sem se perder.
- 19. Libere Heat Tolerance limpando o Angel Comb: se quiser entrar na área de lava, vá até o Angel Comb a noroeste da cápsula e destrua as formações virais com o Sonic Resonator. Isso libera a adaptação Heat Tolerance.
- 20. Monte seu Tadpole: antes de avançar para águas mais perigosas, seu objetivo final é construir o mini-sub Tadpole. E não esqueça do Repair Tool, porque ele ajuda a manter o veículo vivo depois dos esbarrões com predadores grandes.
Resumo rápido: em Subnautica 2, o segredo do começo é priorizar sobrevivência, escaneamento, mobilidade e base. Fazendo isso, você sai do modo “socorro, vou afogar” e entra no ritmo certo para explorar tudo com muito mais segurança.
Em Subnautica 2, o ouro é um recurso-chave para destravar receitas importantes, como o Advanced Wiring Kit e o System Chip. Ele também entra na construção da Thermal Plant, uma das formas mais confiáveis de alimentar sua base.
O melhor ponto para achar ouro fica na região dos ventos vulcânicos a leste do Lifepod, mais precisamente nas rochas ao redor do navio-colônia caído, cerca de 450 metros a leste. Quando você entra nessa área, o jogo já entrega o aviso: a temperatura sobe, a água fica alaranjada e partículas incandescentes começam a aparecer no ambiente.
Mas atenção: antes de minerar nessa área sem virar churrasquinho, você vai precisar da adaptação Heat Tolerance. Para conseguir isso, é necessário destruir o Angel Comb, que fica a cerca de 200 metros a noroeste do Lifepod. Só que, para quebrar as formações virais que cercam o local, você também vai precisar do Sonic Resonator.
Chegando na área do naufrágio, dá para encontrar ouro de várias formas:
- fragmentos pequenos, que podem ser coletados na mão;
- blocos quebráveis, que rendem minério ao serem destruídos;
- nódulos maiores, que podem ser estilhaçados com o Sonic Resonator.
Como a região é cheia de predadores grandalhões patrulhando os destroços, vale a pena entrar preparado, pegar o máximo de ouro que conseguir e voltar para a base antes que a fauna local resolva te caçar.
007 First Light vai mostrar um James Bond bem diferente do que muita gente espera — e a própria IO Interactive sabe que isso vai dividir opiniões.
Para o estúdio, se ninguém reagisse ao novo 007, alguma coisa estaria errada. A ideia é justamente essa: entregar um Bond com personalidade forte, postura marcante e decisões que chamem atenção, em vez de um protagonista sem sal.
Segundo a equipe narrativa, essa versão é de um Bond jovem, impulsivo e confiante demais. Ele ainda não passou pelas pancadas que moldam um agente mais experiente, então entra na missão com aquela vibe de quem se acha invencível — até o jogo mostrar o contrário.
Por ser uma história de origem, 007 First Light quer funcionar como porta de entrada para quem nunca acompanhou Bond de perto, sem transformar o personagem em algo genérico. A promessa é clara: ele tem impulsos, opiniões e um jeito bem próprio de agir.
Se essa abordagem vai encaixar de verdade, só dá para saber quando 007 First Light chegar ao PC. Até lá, a aposta da IO é essa: provocar debate pode ser exatamente o que faz esse Bond funcionar.
O verão está chegando e, com ele, vem aquela chuva de showcases que costuma jogar no colo da galera um monte de world premiere, gameplay inédito e anúncio fresquinho. Para você não perder nenhum drop importante, se liga no calendário completo do Summer Game Fest 2026.
Agenda dos principais eventos
- Six One Indie Showcase — 21 de maio
- Access-Ability Showcase — 5 de junho, às 8h (horário do Pacífico) / 16h (BST)
- Summer Game Fest — 5 de junho, às 14h (horário do Pacífico) / 22h (BST)
- Day of the Devs — 5 de junho, logo após o SGF
- Wholesome Direct — 6 de junho, às 9h (horário do Pacífico) / 17h (BST)
- Future Games Show — 6 de junho, às 12h (horário do Pacífico) / 20h (BST)
- Xbox Games Showcase — 7 de junho, às 10h (horário do Pacífico) / 18h (BST)
- PC Gaming Show — 7 de junho, às 12h (horário do Pacífico) / 20h (BST)
- Black Voices in Gaming — data e horário ainda não confirmados
- Women-Led Games — data e horário ainda não confirmados
Entre os eventos que ainda podem pintar no radar, existe a expectativa de um novo State of Play e de um possível Nintendo Direct, mas nada foi cravado até agora.
E o assunto que sempre vira pauta nessa época: GTA 6. O jogo está previsto para este ano, mas a Rockstar pode preferir não dividir o holofote em palco alheio. A aposta mais segura é que a empresa faça um anúncio próprio para a gameplay, em cima da hora, no estilo bomba-relógio.
Depois de testar Forza Horizon 6 em vários PCs, resoluções e ajustes gráficos, a impressão geral é ótima: o game está bonito, roda liso e nem precisa tanto de upscaling ou frame generation para entregar um bom FPS.
O ponto que me deixou com o pé atrás foi o ray tracing. O jogo traz duas opções: reflexos e iluminação global. Os reflexos em RT realmente ficam mais limpos que os reflexos em screen-space, que às vezes pipocam e dão aquela estranheza visual. Só que, na correria das pistas, você passa tão rápido pelo cenário que a diferença acaba se perdendo no calor da corrida.
Já a iluminação global em ray tracing, que teoricamente deveria pesar em todo lugar, em Forza Horizon 6 ficou meio sem sal. Faz sentido pensar que o mundo aberto do jogo, com tudo acontecendo a mil por hora, não dá tanta chance para essa melhoria brilhar. Ainda assim, em alguns pontos a implementação também acaba apagando detalhes de superfícies, como dá para notar na área da porta citada no comparativo.
- Reflexos com RT: visualmente melhores que o SSR, mas nem sempre são o tipo de upgrade que salta na tela durante a corrida.
- RTGI: a melhora existe, só que o impacto visual ficou bem abaixo do esperado.
- Desempenho: no topo das configurações, a queda de performance chega perto de um terço em um PC parrudo.
- Veredito: para esse teste, Forza Horizon 6 me parece mais redondo sem ray tracing, mesmo com hardware sobrando.
No fim, o ray tracing em Forza Horizon 6 não me convenceu a deixar ligado. Se você curte cada ganho visual e não se importa em ajustar upscaling ou frame generation, beleza. Mas, no meu rolê, o mais divertido foi seguir acelerando com tudo desligado.
Agora, se me der licença, vou pegar uma minivan e tentar arrancar duas rodas do chão no meio da curva. Torce por mim.
Forza Horizon 6 leva a fantasia da franquia para o Japão e entrega exatamente o que a série sabe fazer de melhor: um mundo aberto gigante, carros demais na garagem e aquela sensação viciante de estar sempre a um racha de distância da próxima corrida.
O mapa não tenta ser uma reprodução 100% fiel do país. Ele mistura lugares icônicos do Japão em uma colagem estilizada, com Hokkaido, Toyama, Okinawa e Tóquio aparecendo em versões reinterpretadas para favorecer o flow das corridas. O resultado é um cenário cheio de personalidade, lindo de ver e perfeito para acelerar sem dó.
Uma das novidades mais legais é a campanha dividida em duas trilhas de progresso: a do festival e a de Discover Japan, que puxa atividades mais ligadas à exploração do mapa. É aí que brilham as provas de touge, corridas 1 contra 1 em estradas de serra apertadas e sinuosas. Essas disputas são o ponto alto do jogo, porque exigem traçado limpo, leitura de curva e controle fino do carro.
Nem tudo, porém, acelera no mesmo nível. As missões paralelas caem em uma repetição bem conhecida da série: ir até um ponto, assistir a uma cena curta e concluir um desafio simples por estrelas. Tem salto, radar de velocidade, corrida contra o tempo e variações do tipo, mas o roteiro logo entra no modo automático.
O texto e as falas também continuam no registro mais genérico possível, com aquele clima de positividade forçada que costuma deixar o avanço da história mais barulhento do que empolgante. Em contraste, a direção continua impecável. Forza Horizon 6 mantém o arcade sensível na medida certa, com carros que respondem muito bem e uma física que te faz parecer melhor piloto do que você realmente é.
No PC, o jogo pode dar uma leve engasgada na primeira inicialização por causa da compilação de shaders, mas depois o desempenho encaixa bem e a experiência fica lisa. A pilha de carros disponíveis é enorme, e o game ainda faz questão de te empurrar para veículos novos o tempo todo, seja por recompensa, seja por ofertas espalhadas pelo próprio mapa.
Isso ajuda a manter a progressão sempre andando para frente. As restrições de classe nas primeiras etapas fazem você voltar para máquinas mais modestas, mas o sistema logo abre espaço para carros mais fortes, tunagens baratas e ajustes que mudam bastante o comportamento do veículo. O legal é que o jogo realmente te incentiva a escolher o carro certo para cada prova.
As corridas tradicionais seguem o pacote clássico da série: estrada, terra e cross-country, com grids de 12 carros e pistas recortadas no próprio mundo aberto. A qualidade varia bastante, mas quando o traçado encaixa, o resultado é ótimo. Os eventos de rua e drift costumam render os melhores duelos, enquanto o cross-country às vezes sofre com pelotões embolados demais.
Outro destaque é o novo formato Rush, com time trials em circuitos feitos sob medida. Eles são menos espetaculares, mas muito mais interessantes para quem curte precisão, linha de corrida e desafio técnico.
Já os eventos de showcase, especialmente o confronto com o mecha, acabam soando como uma escolha bem menos inspirada do que poderiam ser em um jogo ambientado no Japão. Ainda assim, esse tropeço não derruba o pacote geral, que segue enorme, variado e muito divertido de jogar.
No fim das contas, Forza Horizon 6 não reinventa a fórmula, mas refina o que a franquia tem de mais forte: liberdade, velocidade, garagem absurda e uma fantasia automotiva que continua difícil de bater. Se a série já era um sonho de gasolina e asfalto, agora ela troca o cenário para o Japão e sobe ainda mais o nível do espetáculo.